Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

ENTREVISTA

Elon Musk não está sozinho: o home office pode acabar com o fim da pandemia, alerta um dos principais gurus de carreiras do mercado

A exemplo do dono da Tesla um número cada vez maior de empregadores quer os profissionais de volta ao escritório, afirma o mentor de carreiras e escritor Luciano Santos

Liliane de Lima
1 de outubro de 2022
7:23 - atualizado às 18:05
home office, modelo híbrido, trabalho
Trabalho em home office - Imagem: Shutterstock

Uma das grandes novidades recentes do mundo corporativo é o trabalho a distância. Mas o chamado home office foi fruto de uma circunstância específica — a pandemia da covid-19. E agora que o coronavírus parece controlado, trabalhar sem pôr os pés no escritório deve se tornar uma tarefa cada vez mais difícil, na visão de um dos principais “gurus” de carreiras do mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente não sabe muito bem o que vai acontecer com o home office ainda. Algumas empresas oferecem esse modelo de trabalho como benefício, mas a gente está vendo um grande movimento [para voltar ao presencial] que sequer esperaríamos”, afirma Luciano Santos em entrevista ao Seu Dinheiro. 

O escritor e consultor de carreiras  relembrou a polêmica do primeiro semestre que envolveu o homem mais rico do mundo: Elon Musk. Em junho, dono da Tesla, fábrica de veículos elétricos, ordenou que os seus colaboradores “parassem de fingir que trabalham” e retornassem aos escritórios da empresa. 

Apple e Google também “decretaram” o fim do trabalho remoto em suas empresas. 

No Brasil, o modelo híbrido é, por enquanto, o formato presente na maioria das companhias. O formato que alterna dias de trabalho em casa e idas ao escritório é realidade para 56% dos profissionais brasileiros, de acordo com um estudo recente do Google Workspace em parceria com a consultoria IDC Brasil

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, como afirmou Santos, não há como fincar uma bandeira no formato ideal, que vai variar de empresa para empresa. “Talvez no ano que vem poderemos observar melhor para saber qual vai ser o melhor modelo de trabalho”. 

Leia Também

Conhecido como mentor de carreiras, Luciano Santos é autor do livro “Seja Egoísta com a Sua Carreira” e Top Voice LinkedIn 2020, além de palestrante com um painel no Tedx Talks. O especialista em carreiras, que começou no Universo Online (UOL) e passou por cargos de liderança no Google e no Facebook, hoje também atua como um dos especialistas da MeetHub, uma plataforma de mentorias e consultoria para empresas. 

luciano santos, guru de carreiras e autor do livro "Seja Egoísta com Sua Carreira"
Luciano Santos, mentor de carreiras e ex-executivo do Google e Facebook

Mito: Planejar a carreira

Falar sobre carreira é mais complexo do que se pensa. Assim como um rio é composto por vários afluentes — ramificações que o alimentam em diferentes direções —, a construção da trajetória profissional não é linear. 

E, nesse contexto, o planejamento de carreira — criado como um mapa do caminho ao tesouro com grandes objetivos como ser o diretor ou vice-presidente de uma empresa  — é “uma das maiores dores” de vários profissionais, afirma Santos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas para o consultor, não há necessariamente uma relação de causa e efeito entre planejar a carreira e ser bem sucedido na profissão.

Em uma consulta com cerca de 2.600 profissionais com ao menos dez anos de experiência profissional, a partir da pergunta “Você planejou a sua carreira?”, Santos chegou ao seguinte resultado: 

  • 69% dos respondentes afirmaram que não fizeram um planejamento de carreira; 
  • 31% dos que disseram ter feito, metade foi para em um lugar totalmente diferente do planejado

“Então, planejamento de carreira não é uma régua de sucesso e, às vezes, conseguir ou não o que se quer é um verdadeiro golpe de sorte.” Mas isso não significa que saber onde se quer chegar na trajetória profissional seja irrelevante. 

“Ter planos e objetivos para se desenvolver na carreira faz parte da vida de qualquer pessoa, como fazer uma graduação, estudar outra língua e entender as tendências do mercado”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM: Quer trabalhar em startups? Saiba quais são as melhores empresas, segundo o LinkedIn

Após a tempestade: a recolocação no mercado de trabalho 

Em momentos de crise e demissões em massa, a recolocação no mercado de trabalho, principalmente para pessoas que dedicaram anos a uma única empresa, pode ser um grande desafio. 

Para Luciano Santos, a conquista de uma vaga de emprego passa por três aspectos, que ele nomeia como “tripé da empregabilidade”. São eles: currículo, narrativa e networking. 

Em primeiro lugar, o currículo é uma “carta-convite” para a apresentação do profissional para qualquer posição. “A gente fala o que a gente é e não o que quer.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Uma vez, eu estava entrevistando um rapaz para a posição de gerente de vendas e perguntei, nos minutos finais, se ele não tinha nada a acrescentar. Então, o candidato mencionou que tinha feito um curso de palhaço. O que poderia ser algo irrelevante, na verdade, era essencial para a vaga, porque nesse curso, exemplo, aprende-se a interpretação das reações, a ‘ler energia’, o que é necessário para quem trabalha com vendas”, conta. 

Além disso, o segundo componente do tripé é a entrevista. Saber contar a sua história, antes de tudo, é uma técnica e um treinamento, segundo Luciano. Ou seja, ter em mente qual é a sua trajetória profissional, ser capaz de resumi-la em três ou cinco minutos e depois contá-la para você mesmo em frente ao espelho ou para algum amigo próximo. 

Por fim, vem o networking, que deve ser construído a longo prazo. Uma conversa rápida em um evento ou criar uma conexão até mesmo por meio do LinkedIn são importantes na construção de uma rede de contatos, “não só quando você foi demitido”.

Para o mentor de carreiras, toda interação de qualidade no mundo corporativo é passível de ser um bom networking.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tendências corporativas: quiet quitting, semana de quatro dias e benefícios  

Nos últimos meses, algumas expressões e tendências surgiram no meio corporativo: home office, quiet quitting, semana de quatro dias, benefícios que têm o objetivo de promover a saúde mental e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. 

Na visão de Luciano Santos, esses movimentos têm uma raiz: a felicidade no trabalho. “O ambiente corporativo ainda é precarizado, onde o salário ainda é muito importante”, afirma. 

Em uma consulta com cerca de 1.500 profissionais em seu LinkedIn — rede em que reúne, atualmente, mais de 400 mil seguidores — quase 60% das pessoas responderam que não são felizes em seu trabalho e carreira.

Em linhas gerais, segundo o mentor de carreiras, entre os motivos que mais aparecem entre os profissionais que dizem ser infelizes na área profissional está a remuneração. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, o inverso não é o mesmo: entre as pessoas que afirmam serem felizes no trabalho, o dinheiro não aparece — mas sim, os benefícios corporativos. “Os benefícios se tornaram  pontos muito importantes e potentes na hora de tomar uma decisão [de mudar ou aceitar um emprego].” 

LEIA TAMBÉM: Profissões em alta para 2023: saiba quais são as áreas e quanto as empresas pagam por esses profissionais

Dica de carreira: “Aprenda inglês” 

Essa é uma das três dicas primordiais para Luciano Santos quando o assunto é a construção de uma carreira. “Falar inglês ainda é um grande diferencial e um abridor de portas no mercado brasileiro”. 

Em seguida, a capacidade de aprendizagem e a comunicação, que são técnicas que todos os profissionais precisam desenvolver e gerenciar a própria carreira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, a mentalidade de continuar aprendendo e estudando é essencial no ambiente corporativo atual, que está cada vez mais, segundo Santos, "generalista do que especialista”. 

“A gente fica muito angustiado por perder uma oportunidade. Mas, é importante a gente ter em mente que oportunidades são constantes, sempre vai existir uma outra”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FORA DA REALIDADE DA EMPRESA

Hapvida (HAPV3): alto escalão está entre os mais bem pagos do Ibovespa, apesar de “destruição histórica de valor”; veja as remunerações

2 de abril de 2026 - 17:03

Segundo uma carta da Squadra, o conselho de administração da empresa deve ganhar R$ 57 milhões em 2026, o que equivale a 1% do valor de mercado da empresa e coloca o time entre os mais bem pagos da bolsa

BARATA ATÉ DEMAIS?

Os dividendos da Vale (VALE3) estão ainda mais perto do acionista? O que levou o BofA a recomendar compra e elevar o preço-alvo

2 de abril de 2026 - 15:57

Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações

UMA SOLUÇÃO?

Raízen (RAIZ4) faz proposta a credores para converter 45% da dívida de R$ 65 bilhões em ações, diz agência

2 de abril de 2026 - 12:02

A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel

SEM RECUPERAÇÃO À VISTA

Squadra pede mudanças no conselho da Hapvida (HAPV3), reeleito apesar de “uma das maiores destruições de valor da história”

2 de abril de 2026 - 10:14

Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida

GARANTIA A CREDORES

Oi (OIBR3) recebe autorização para venda de seu principal ativo, mas dinheiro não vai para ela

2 de abril de 2026 - 8:53

A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões

MAIS PERTO DO NÍVEL MÁXIMO

Axia Energia (AXIA6) dá mais um passo na direção do carimbo final rumo ao Novo Mercado; saiba o que falta agora

1 de abril de 2026 - 19:54

O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos

ENTRE PERDAS E RECUPERAÇÃO

O prejuízo volta na Marisa (AMAR3), mas menor: o que o balanço do 4T25 revela sobre o futuro da varejista de moda

1 de abril de 2026 - 11:33

Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números

ENTRE A GUERRA E AS ELEIÇÕES

Petrobras (PETR4) bate recordes, aumenta preço do querosene, e Bruno Moretti deixa conselho; entenda o que acontece na estatal

1 de abril de 2026 - 11:03

O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

Time for Fun

Mais uma empresa deixará a bolsa: T4F (SHOW3) anuncia OPA para fechar capital por R$ 5,59 por ação

1 de abril de 2026 - 9:28

O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44

SD ENTREVISTA 

Boa Safra (SOJA3) freia após crescer rápido demais, mas CEO revela: ‘estamos prontos para um grande negócio’

1 de abril de 2026 - 6:12

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses 

ALÉM DO MINÉRIO DE FERRO

No coração da estratégia da Vale (VALE3), metais básicos devem compor o motor de lucros da mineradora

31 de março de 2026 - 17:45

Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos

COMPOUNDER

Ação da Eneva (ENEV3) entra em clube seleto, segundo o BTG; banco projeta ganhos de até 30% e dividendos bilionários

31 de março de 2026 - 14:10

Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG

ELE NÃO ERA O ÚNICO PROBLEMA

CEO sai, ação sobe: por que o mercado comemorou a saída de Rafael Lucchesi da Tupy (TUPY3)

31 de março de 2026 - 12:30

A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano

REDUZINDO AS DÍVIDAS

MRV (MRVE3) faz a maior venda até então no plano de desinvestimento da Resia, nos EUA, por US$ 73 milhões; confira os próximos passos

31 de março de 2026 - 12:01

Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados

SINAIS DE VIRADA?

Gol melhora, mas ainda não decola: prejuízo cai 72% e chega a R$ 1,4 bilhão no 4T25; veja os destaques do balanço

31 de março de 2026 - 11:22

Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre

TÍTULOS DE DÍVIDA

Mais dinheiro na mesa: JBS (JBSS32) emite US$ 2 bilhões em bonds com taxas de até 6,4% ao ano

31 de março de 2026 - 10:55

Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”

VIROU A CHAVE

Nubank (ROXO34): mercado aperta “vender”, XP manda “comprar” — e vê rali de mais de 50% para as ações

31 de março de 2026 - 10:16

Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação

VIRADA ESTRATÉGICA

Fundadores deixam conselho da Natura (NATU3) pela primeira vez: por que analistas acreditam que a reestruturação na liderança é positiva

31 de março de 2026 - 9:46

A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança

MOMENTO DE VIRADA

Natura (NATU3) dá mais um passo na reestruturação — e traz um gigante global para perto

30 de março de 2026 - 20:04

Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado

LÍDERES NO MEIO DA CRISE

Ações do Grupo Pão de Açúcar caem após mudanças no conselho de administração: assembleia reduz mandato e elege novos conselheiros

30 de março de 2026 - 14:10

Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia