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2022-05-05T20:54:26-03:00
Larissa Vitória
Larissa Vitória
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
EM GUERRA COM A ESTATAL

Bolsonaro compara lucro da Petrobras (PETR4) a “estupro” e diz que mais um aumento no preço dos combustíveis “pode quebrar o Brasil”

Bolsonaro não esconde sua insatisfação com a política de preços da estatal, que busca equiparar o valor praticado dentro do país com os custos do petróleo no mercado internacional e a variação do câmbio

5 de maio de 2022
20:04 - atualizado às 20:54
Petrobras (PETR4) bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro mirando a Petrobras - Imagem: Montagem Andrei Morais. Foto: Marcelo Chello/ Shutterstock

A Petrobras (PETR4) divulgou os resultados do primeiro trimestre na noite desta quinta-feira (5). Mas, antes mesmo do balanço da estatal ir ao ar, o presidente Jair Bolsonaro já critava a possível alta no lucro.

"Fontes dizem que lucro da Petrobras para esse trimestre poderá chegar a R$ 40 bilhões. Eu não entendo a Petrobras faturar horrores [na crise]", declarou em sua live semanal. O presidente não esclareceu se as "fontes" em questão lhe deram acesso ao resultado antes da divulgação pública ou se falava sobre projeções.

Bolsonaro não esconde sua insatisfação com a política de preços da estatal, que busca equiparar o valor praticado dentro do país com os custos do petróleo no mercado internacional e a variação do câmbio. "Mais um aumento de combustível pode quebrar o Brasil".

Aos gritos, o presidente declarou que o lucro da estatal "é um estupro, um absurdo". "Muitas petroleiras mundo afora reduziram o preço, baixaram margem de lucro. Se fosse estatal, eu teria decidido reduzir a margem de lucro".

Dividendos fartos devem enfurecer presidente

Mais cedo, antes do início da live de Bolsonaro, a Petrobras anunciou a distribuição de R$ 48,5 bilhões, o equivalente a R$ 3,715490 por ação ordinária e preferencial.

Terão direito à quantia, que será dividida em duas parcelas iguais, quem estiver na base acionária da petroleira na B3 em 23 de maio. Para os ADRs, recibos de ações negociados em Nova York, a data de corte é 25 de maio.

Vale lembrar que, após essas datas, os papéis serão negociados "ex-direitos" e passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados. Então você pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte e adquirí-las por um valor menor, mas sem o direito ao dinheiro.

As parcelas, de R$ 1,857745 por ação, cada, serão depositadas na conta dos acionistas em 20 de junho e 20 julho.

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