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Carolina Gama
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Stone (STNE) sai do lucro para prejuízo de R$ 489,3 milhões no 2T22; mercado não perdoa desempenho e ações caem

No critério ajustado, a Stone reportou lucro líquido de R$ 76,5 milhões, revertendo parte do prejuízo ajustado de R$ 155,5 milhões do segundo trimestre do ano passado

Carolina Gama
18 de agosto de 2022
17:29 - atualizado às 19:30
Montagem de maquininha da Stone em cima de uma mesa vista de cima
Imagem: Montagem Andrei Morais/Divulgação/Shutterstock

O novo lançamento da Stone (STNE) permite que vendedores transformem o celular em uma maquininha de cartão de crédito, mas o que a empresa estava precisando mesmo era de uma ferramenta que transformasse seus resultados fracos em números capazes de agradar o mercado. 

No segundo trimestre, a Stone registrou prejuízo líquido de R$ 489,3 milhões, revertendo um lucro líquido de R$ 526 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

Se considerar o resultado ajustado, os números são mais favoráveis à Stone: a empresa passa a um lucro líquido de R$ 76,5 milhões entre abril e junho, revertendo prejuízo ajustado de R$ 155,5 milhões no mesmo período de 2021.

A receita líquida da empresa de maquininhas somou R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre, o dobro do obtido no segundo trimestre do ano anterior.

Vale lembrar que a base de comparação anual envolve um período conturbado para a história da Stone. Entre abril e junho de 2021, a empresa paralisou as concessões de seu produto de crédito e aumentou as provisões após um forte crescimento da inadimplência dos empréstimos que haviam sido concedidos.

O mercado, no entanto, não perdoou o desempenho da Stone no segundo trimestre de 2022. As ações STNE operam em queda de mais de 3% no after market em Nova York.

Outros números da Stone (STNE)

A Stone (STNE) saiu de um lucro antes de impostos (EBT, na sigla em inglês) de R$ 582,6 milhões entre abril e junho de 2021 para um prejuízo de R$ 483,4 milhões agora.

O EBT ajustado consolidado foi de R$ 107 milhões, também revertendo perdas registradas no segundo trimestre do ano anterior.

A partir deste trimestre, a Stone deixou de ajustar no resultado as despesas com o bond que emitiu, em 2021, para financiar a compra de uma posição no Inter. Essa fatia foi reduzida com a migração do Inter para a Nasdaq.

A receita líquida da Stone mais que dobrou no comparativo anual, chegando a R$ 2,3 bilhões, graças ao aumento de 101,5% nos números de serviços financeiros, e de 23% na receita de software, em que estão os resultados da Linx.

Tanto na receita líquida quanto no lucro antes de impostos, a Stone superou as previsões trimestrais que estabeleceu na divulgação passada.

Os preços e os volumes da Stone (STNE)

No trimestre, a take rate (medida da conversão de volume capturado em receita) da Stone (STNE) subiu de 2,06%, registrados até março, para 2,09%.

A companhia fez novos reajustes de preço no período, para repassar o aumento da taxa Selic aos clientes — em linha com o que as concorrentes têm feito.

No volume de transações, a Stone continuou crescendo. O avanço anual foi de 50%, para R$ 91 bilhões, sendo que em micro, pequenas e médias empresas, o volume capturado foi de R$ 69,9 bilhões, alta de 78,8% no comparativo de 12 meses.

Veja também: Banco do Brasil vence a corrida dos bancões

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