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ELEIÇÕES 2022

Hegemonia em risco? Datafolha mostra Haddad bem à frente de concorrentes e risco de PSDB não ir nem ao segundo turno em São Paulo

A poucas semanas da definição das alianças, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) parece ter presença assegurada no segundo turno. A dúvida está em relação a quem o enfrentará na disputa

Fernando Haddad durante palestra na Universidade de Columbia, em Nova York
Haddad lidera pesquisas. A dúvida no momento é quem será seu adversário. Candidatura do PSDB patina. Imagem: Reprodução/Facebook

O PSDB governa o Estado de São Paulo ininterruptamente desde 1º de janeiro de 1995. De Mario Covas a Rodrigo Garcia, os tucanos governaram o Estado mais rico do Brasil também com Geraldo Alckmin, José Serra, Alberto Goldman e João Doria.

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Nesses 27 anos de hegemonia do PSDB em São Paulo, vices de outros partidos assumiram o governo somente em dois breves períodos nos quais os titulares desincompatibilizaram-se para disputar a presidência.

Não eram do PSDB:

  • Claudio Lembo (PFL), em 2006, e
  • Marcio França (PSB), em 2018.

Um estranho no ninho tucano?

É verdade que o atual governador, Rodrigo Garcia, abandonou uma longa história no DEM para filiar-se ao PSDB apenas recentemente, em meio às pretensões frustradas de Doria de concorrer à presidência. Mas o que conta é a legenda em que ele está agora.

De qualquer modo, pesquisas de intenção de voto sinalizam que, desde a primeira vitória de Covas, em 1994, a hegemonia tucana no Estado nunca esteve tão em risco.

As mais recentes movimentações políticas em São Paulo reforçam a polarização nacional entre petismo e bolsonarismo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

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Pesquisas mostram Haddad na liderança

A poucas semanas da definição das alianças para as eleições de outubro, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) parece ter presença assegurada no segundo turno.

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A dúvida está em relação a quem o enfrentará na disputa.

No cenário com a presença de Márcio França, o ex-vice de Alckmin disputaria o segundo turno com Haddad, segundo a mais recente pesquisa do Instituto Datafolha.

Sem Márcio França na jogada, Rodrigo Garcia aparece empatado com o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), que conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

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Há especulações de que França poderia desistir da disputa e se lançar candidato ao Senado na coligação de Haddad. Essa hipótese ganhou força com a desistência do apresentador José Luiz Datena (PSC) de disputar o cargo.

Confira a seguir os cenários pesquisados pelo Datafolha

Cenário sem Márcio França:

  • Fernando Haddad (PT): 34%
  • Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos): 13%
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 13%
  • Gabriel Colombo (PCB): 3%
  • Felício Ramuth (PSD): 2%
  • Altino Junior (PSTU): 2%
  • Vinicius Poit (Novo): 1%
  • Abraham Weintraub (Brasil 35): 1%
  • Elvis Cezar (PDT): 1%
  • Em branco, nulo e nenhum: 20%
  • Não souberam: 9%

Cenário com Márcio França:

  • Fernando Haddad (PT): 28%
  • Márcio França (PSB): 16%
  • Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos): 12%
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 10%
  • Felício Ramuth (PSD): 2%
  • Gabriel Colombo (PCB): 2%
  • Vinicius Poit (Novo): 1%
  • Abraham Weintraub (Brasil 35): 1%
  • Altino Junior (PSTU): 1%
  • Elvis Cezar (PDT): 1%
  • Em branco, nulo e nenhum: 16%
  • Não souberam: 9%

*O instituto Datafolha ouviu 1.806 moradores entre os dias 28 e 30 de junho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-02523/2022.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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