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Prever qual país vai ganhar a Copa do Mundo não é uma ciência exata, mas o mercado tem suas metodologias para prever quem leva a taça
Começam as apostas para os jogos da Copa do Mundo e, com elas, as previsões baseadas em estatística feitas pelas corretoras e bancos de investimento.
Prever qual país vai ganhar a competição não é uma ciência exata, já que é impossível calcular o elemento surpresa, justamente o fator responsável por estimular a paixão pelo esporte.
Com tamanha incógnita, não dá para dizer que o histórico de previsões nesta seara favorece o mercado financeiro.
A título de comparação, em 2018, o Goldman Sachs previu que o Brasil venceria a Copa e não contou com a força da Bélgica, que eliminou a seleção nas quartas de final.
Já o UBS acreditava na Alemanha, que deixou a competição na fase de grupos. O ING, por sua vez, calculou que a Espanha levaria o troféu, mas a seleção campeã de 2010 perdeu para a Rússia nas oitavas de final. Como sabemos, a final foi entre França e Croácia, com vitória da primeira por 4 a 2.
Mas pelo menos uma instituição vem obtendo um histórico impressionante e acertou os vencedores dos últimos dois mundiais. Em 2022, as previsões estão divididas novamente. Confira as que o Seu Dinheiro teve acesso:
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A XP calculou uma série de probabilidades para o campeonato e chegou à conclusão de que a final mais provável para a Copa do Mundo do Catar será um duelo entre Argentina e França, com os hermanos se tornando tricampeões.
Para chegar a essa conclusão, a XP empregou técnicas de machine learning e raspagem de dados para tentar prever qual seleção vencerá cada jogo. Entraram na análise dados referentes às características das equipes, posições em rankings e desempenho em partidas recentes para estimar a probabilidade de cada resultado para cada partida simulada.
A análise concluiu, por exemplo, que o Brasil tem 65,5% de probabilidade de vencer seu primeiro jogo na Copa, marcado para o dia 24 de novembro contra a Sérvia.
Dentro do grupo do Brasil, a seleção tem 87,9% de probabilidade de avançar às oitavas de final, seguida pela Suíça, com 59,5%, pela Sérvia, com 43,7%, e por Camarões, com 8,9%.
As probabilidades vão caindo conforme se avança nas fases da Copa: o Brasil tem 59,3% de chance de chegar às quartas, 29,8% de chegar à semifinal e 15,4% de chegar à final.
Mas vale ressaltar que, uma vez finalista, o Brasil tem a maior probabilidade de vencer a competição, com 63%. O maior desafio é chegar até lá.
Por isso, Argentina e França aparecem com maior probabilidade de chegar à final, de 18,4% e 17,4%, respectivamente. Para maiores detalhes, acesse o relatório da XP.
O banco norte-americano Wells Fargo utilizou uma análise diferente da XP para estimar quem vencerá a Copa do Mundo. Foi aplicada uma metodologia semelhante à que o banco utiliza para identificar países, moedas e dívida soberana que podem ser vulneráveis a determinados cenários econômicos globais.
Os critérios passam por 23 indicadores que identificam a força de cada seleção antes da Copa começar. Depois, esses indicadores são subdivididos em segmentos montados para medir diferentes atributos de cada time.
Também entra na análise o histórico de cada seleção em grandes torneios, em particular, na Copa do Mundo.
“Claro, performance passada não indica resultados futuros, mas muitos desses países têm equipes formadas por jogadores que jogam juntos há muitos anos”, afirmou o banco em relatório.
A análise sugere que o Brasil será hexacampeão, mas o título para a seleção de Tite não virá de maneira fácil. Isto porque a Argentina e a Espanha aparecem praticamente coladas na seleção brasileira e a estimativa do Wells Fargo é de que os três fiquem no mesmo lado nas chaves da fase eliminatória.
Caso isso aconteça, o banco vê o Brasil enfrentando a Espanha nas quartas de final e a Argentina na semifinal. A partida derradeira seria contra ninguém menos que a Alemanha, para reavivar o fantasma do 7 a 1.
“Nossa estrutura sugere que a diferença de força entre Brasil e Alemanha é grande o suficiente para que a partida seja emocionante e divertida, mas o Brasil deve vencer com bastante facilidade”, afirma o banco.
O britânico Lloyd’s of London, um mercado de seguros e resseguros, usou um modelo de previsão baseado no valor segurável dos jogadores de cada equipe. A avaliação considera métricas como salários, patrocínios, idade e posição em campo.
Nesse modelo, quem vencerá a Copa do Mundo é a Inglaterra, com um valor segurável da equipe da ordem de 3,17 bilhões de libras. O valor supera a França (2,66 bilhões de libras) e o Brasil (2,56 bilhões de libras).
De acordo com o Lloyd’s, para colocar as mãos na taça pela segunda vez na história, a Inglaterra pegaria o Senegal nas oitavas de final, a França nas quartas de final e a Espanha na semifinal. A última partida seria contra ninguém menos que o Brasil.
É possível que o lado torcedor do Lloyd’s esteja falando mais alto, mas vale lembrar que o modelo acertou que a França venceria em 2018 e que a Alemanha seria campeã em 2014. A ver.
A canadense BCA Research, casa de análise independente, prevê uma final que terá Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em campo, com o argentino, enfim, conquistando o mundo.
Em relatório detalhado sobre a competição, a BCA explica que se baseou no banco de estatísticas dos jogadores da Electronic Arts (EA), responsável pela série de jogos FIFA para videogame.
Como até a publicação do relatório as listas de jogadores ainda não estavam fechadas, a BCA utilizou os dados dos jogos das Eliminatórias da Copa, da Champions League e dos amistosos mais recentes para definir as prováveis escalações.
A partir daí, a BCA elaborou fórmulas que levam em consideração dados como a idade média dos atacantes, o rating médio dos jogadores de cada equipe, entre outros, para modelar o que deve acontecer na fase de grupos.
A casa também elaborou um fator chamado “Maldição do Vencedor”, baseado no fato de que nenhum país conseguiu levantar a taça duas vezes seguidas em 60 anos.
Mais do que isso, desde que o formato atual da competição foi implementado, nas últimas nove Copas quatro campeões foram eliminados na fase de grupos e dois caíram nas oitavas de final. Os últimos três campeões, inclusive, terminaram em último lugar nos seus grupos.
De acordo com as projeções da BCA, a trajetória para a Argentina ser tricampeã terá a França no embate das oitavas de final, a Holanda nas quartas e o Brasil na semi.
Aliás, na semifinal eles calculam uma chance de 55% da Argentina vencer uma partida apertada, que terá um placar enxuto e possivelmente decidido nos pênaltis.
A final teria Portugal na outra ponta, que venceria a Inglaterra na semifinal.
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