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O anúncio ainda injetou euforia no mercado com a união dos dois universos — ou seja, do pagamento em criptomoedas com processamento em nuvem
O dia parecia pouco animador para o mercado de criptomoedas, mas o anúncio de que a Alphabet, dona do Google, firmou uma parceria com a segunda maior corretora de cripto (exchange) do mundo agitou as ações da Coinbase nesta terça-feira (11).
A Coinbase dará suporte de serviços de negociação em criptomoedas para o Google, que, em troca, fornecerá a tecnologia em nuvem do Google Cloud.
O anúncio ainda injetou euforia no mercado com a união dos dois universos — ou seja, do pagamento em criptomoedas com processamento em nuvem, o que representa um grande avanço para o setor.
A parceria entre a gigante do setor de tecnologia com a corretora gerou um rali nos papéis da Coinbase, que tende a se beneficiar mais da parceria. A ação COIN chegou a disparar quase 5% pela manhã, mas desacelerou a alta para 3,19%, cotada a US$ 69,18.
Já as ações da Alphabet não tiveram o mesmo desempenho devido à queda do dia nas bolsas do exterior. No mesmo horário, GOOG recuava 0,11%, aos US$ 98,32.
Por enquanto, o Google permitirá o pagamento de criptomoedas com o serviço de nuvem apenas para uma parcela dos usuários no início de 2023. A ideia a partir daí é ampliar gradativamente a base de clientes que utilizam o serviço.
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O serviço utilizado pela corretora, o chamado Coinbase Commerce, dá suporte para que os usuários negociem bitcoin (BTC), bitcoin cash (BCH), dogecoin (DOGE), ethereum (ETH) e litecoin (LTC).
Os detalhes do acordo não foram divulgados. O que se sabe é que a Coinbase receberá uma porcentagem sobre as transações na plataforma.
Na visão de Amit Zavery, vice-presidente e head do Google Cloud, a empresa se prepara para um contexto de web 3.0, a nova geração da internet focada na melhor experiência do usuário.
E essa nova internet — que ainda nem chegou a ter um norte bem definido — terá como base a tecnologia blockchain e os pagamentos com criptomoedas.
A principal competidora da Alphabet, a Meta (antigo Facebook), foi uma das pioneiras no setor, mas o páreo acabou igualado pelo Google nos últimos meses.
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