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A maior volatilidade no universo de ativos digitais é resultado das incertezas ligadas ao futuro da negociação entre a Binance e a FTX
A semana não está fácil para os investidores de criptomoedas — e a manhã desta quarta-feira veio para renovar o mau humor. Com o mercado ainda sofrendo os efeitos do colapso da corretora FTX, o bitcoin (BTC) desabou 10,26% em 24 horas, para a mínima em dois anos, negociado no patamar de US$ 17.558,66.
Em sete dias, a desvalorização da maior moeda digital do mundo chega a 14,08%.
Ao mesmo tempo, o ethereum (ETH) intensificava a baixa para 17,17% em um dia e 22,47% em uma semana, cotado a US$ 1.209,69.
Confira o desempenho das maiores criptomoedas do mundo hoje:
| Nome | Preço | 24h % | 7d % |
| Bitcoin (BTC) | US$ 17.558,66 | -10,26% | -14,08% |
| Ethereum (ETH) | US$ 1.209,69 | -17,17% | -22,47% |
| Tether (USDT) | US$ 0,9989 | -0,13% | -0,11% |
| BNB (BNB) | US$ 296,76 | -8,36% | -7,48% |
| USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | +0,02% | -0,01% |
| Binance USD (BUSD) | US$ 1,00 | +0,08% | +0,10% |
| XRP (XRP) | US$ 0,3772 | -14,23% | -17,13% |
| Cardano (ADA) | US$ 0,356 | -7,78% | -9,09% |
| Dogecoin (DOGE) | US$ 0,0891 | -12,11% | -30,92% |
| Polygon (MATIC) | US$ 0,935 | -18,73% | +9,96% |
Ao contrário do que vinha acontecendo no mercado de ativos virtuais há algum tempo, a intensa queda das criptomoedas nesta quarta-feira pouco tem relação com o incerto cenário macroeconômico global.
O estopim da maré vermelha do universo cripto nos últimos dias foi justamente o temor do mercado após a queda do token TFF, ligado à corretora FTX de Sam Bankman-Fried — também conhecido como SBF.
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O ativo digital despencou mais de 75% devido às incertezas que rodeavam a exchange de SBF e a Binance, a maior corretora de criptomoedas em volume negociado pertencente a Changpeng Zhao (CZ).
A FTX flertava com o abismo da insolvência, e decidiu travar os saques de clientes após o token nativo FTT perder mais de 30% do valor de mercado devido a CZ ter anunciado que iria se desfazer de suas posições no FTT.
Correndo risco de despencar junto com os clientes, a corretora de SBF pediu socorro à Binance. Na noite de ontem, a exchange de Zhao chegou a um acordo inicial de intenção para comprar a rival FTX, a segunda maior exchange do mundo.
O anúncio do negócio foi feito através do Twitter pelo fundador da Binance, e confirmada logo na sequência pelo criador da FTX.
“A maior volatilidade vem da incerteza quanto ao futuro da negociação, já que as exchanges não liberaram maiores detalhes. Além disso, reguladores dos EUA já anunciaram quase imediatamente que estão de olho na compra”, destacou o analista da Titanium Asset, Thiago Rigo.
Na visão de Rigo, a divulgação de novos detalhes da negociação podem fazer as criptomoedas como o bitcoin recuperarem terreno nos próximos dias, “uma missão mais complicada principalmente para aquelas que têm alguma relação com a FTX”.
Para Guilherme Bento, sócio e especialista de criptomoedas da Acqua Vero Investimentos, o movimento atual no universo cripto demanda cautela dos investidores.
“Para o investidor de longo prazo, isso é visto com bons olhos, porque surgem novas oportunidades para baixarem seus preços médios”, destaca o especialista.
Em relação à tese de investimentos, Bento demonstra confiança, apesar das incertezas ligadas ao negócio entre a Binance e a FTX. “Acredito que essa tecnologia de blockchain veio para ficar, então, para quem acredita nos ativos, faz sentido continuar tendo exposição nesse tipo de produto no longo prazo.”
Não bastasse a preocupação envolvendo o futuro das negociações entre a Binance e a FTX, que derrubou o bitcoin e demais ativos digitais, outras corretoras de criptomoedas se viram com problemas.
Diante da forte pressão vendedora das moedas virtuais, as exchanges como Coinbase e Kraken registraram problemas em seus sistemas de saque — e a Coinbase chegou a sair do ar por um tempo.
As exchanges globais listadas nas bolsas de valores, como a RobinHood e a Coinbase, foram contaminadas pelo banho de sangue do mercado e recuaram até 17% após o fechamento dos mercados em Wall Street ontem.
Em uma publicação na nossa página do Instagram (clique aqui para nos seguir por lá), nós falamos sobre a demissão em massa promovida na empresa de Mark Zuckerberg nesta quarta (09). Mais de 11 mil pessoas foram desligadas da empresa. É o fim da linha para a companhia do bilionário? Clique no botão a seguir e descubra a resposta por lá.
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