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Nas últimas sessões, a maior criptomoeda do mundo teve que lidar com ruídos da falência da FTX e do pedido de reestruturação da BlockFi e agora se prepara para novos duelos; entenda o que está em jogo
A semana não será fácil para o bitcoin (BTC). A maior criptomoeda do mundo se prepara para entrar no ringue na terça (13) e na quarta-feira (14) contra dois titãs: o índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI, na sigla em inglês) e a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Ambos se interligam e têm potencial para jogar o bitcoin e as outras criptomoedas nas cordas — ou tirar — dependendo dos resultados.
Nas últimas sessões, BTC flertou com o patamar dos US$ 17 mil, mas ainda sentia o efeito dos ruídos e incertezas ao redor da falência da FTX e de outras grandes firmas como a BlockFi, que também entrou com pedido de reestruturação, o chapter 11.
Confira o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| Nome | Preço | 24h % | 7d % |
|---|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | US$ 17.019,88 | -0,83% | -0,45% |
| Ethereum (ETH) | US$ 1.251,89 | -1,67% | -1,29% |
| Tether (USDT) | US$ 1,00 | +0,01% | +0,01% |
| BNB (BNB) | US$ 276,53 | -4,57% | -4,93% |
| USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | 0,00% | 0,00% |
| Binance USD (BUSD) | US$ 1,00 | -0,04% | +0,06% |
| XRP (XRP) | US$ 0,3763 | -2,62% | -4,04% |
| Dogecoin (DOGE) | US$ 0,08872 | -7,88% | -13,86% |
| Cardano (ADA) | US$ 0,305 | -2,51% | -5,37% |
| Polygon (MATIC) | US$ 0,8851 | -2,52% | -3,65% |
O primeiro round do bitcoin e das criptomoedas em geral será contra a inflação. Amanhã, o departamento de estatísticas dos EUA divulgará, antes da abertura do mercado em Nova York, o índice de preços ao consumidor norte-americano de novembro.
Depois da alta de 7,7% em outubro em base anual — abaixo da projeção de 8,0% dos 8,2% de setembro —, o consenso para novembro é de 7,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
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Se essa previsão se confirmar, a leitura será 0,4 ponto percentual menor que a de outubro e representará uma baixa de 0,9 ponto percentual em dois meses. Além disso, novembro será o quinto mês consecutivo de leitura mais baixa do CPI na comparação anual, mas ainda em um nível muito alto.
E é aí que entra o Fed. O banco central norte-americano anuncia na quarta-feira (14) a decisão de política monetária com os dados de inflação de novembro nas mãos.
O CPI não é a medida preferida do Federal Reserve, mas é um dos dados que mede a inflação e que a autoridade monetária acompanha para definir o juro — a inflação em 2% e o pleno emprego são os mandatos perseguidos pelo BC dos EUA.
Se o dado de amanhã confirmar uma desaceleração de preços, é bem capaz que o Fed siga o plano de redução do ritmo do aperto monetário, com um aumento de 0,50 ponto percentual da taxa básica.
Só que se o dado vier pior do que o previsto e indicar que a pressão sobre os preços nos EUA continua a todo vapor, existe a chance de uma outra alta de 0,75 pp do juro, a quinta seguida nesse calibre.
O dado de inflação e a decisão do Fed não importam apenas para o bitcoin, mas sim para todas as criptomoedas e ativos considerados mais arriscados como as ações.
Uma inflação acelerada nos EUA e um aperto monetário agressivo por lá afastam os investidores desse tipo de ativo e favorecem uma corrida para o dólar, o ouro e títulos da dívida norte-americana — considerados mais seguros e abrigos em tempos de crise.
Por isso, os investidores em ativos de digitais estão de olhos bem abertos para os dois principais eventos da semana, que tem potencial para derrubar ou consolidar a recuperação desse mercado.
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