O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O problema não está na existência de bilionários, mas na destruição de valor e no populismo orquestrados pelos governos e que favorecem essa minoria
Irineu Evangelista de Souza, o barão de Mauá, nasceu numa região remota do interior do Rio Grande do Sul, tendo se mudado para o Rio de Janeiro, a capital do país, ainda adolescente.
Na capital, Irineu traçaria uma longa carreira, começando do zero até se tornar o maior "tycoon" (magnata), da história do país.
Em 1867 a fortuna de Mauá atingiria incríveis 60 milhões de dólares, valor superior ao orçamento do governo brasileiro e equivalente a ¼ do patrimônio do Banco da Inglaterra.
Pelo mesmo período, Cornelius Vanderbilt deixava a maior herança da história americana até então, uma fortuna de US$ 100 milhões.
Tendo fundado o primeiro banco comercial do país, a indústria naval, ferroviária, de saneamento, de iluminação e outros diversos setores, Mauá foi também político, tendo sólida atuação para combater a escravidão, prática abolida em suas empresas. O barão contribuiu até para a chegada do futebol ao Brasil.
Há poucas dúvidas de que figuras como Mauá tenham colaborado no desenvolvimento do país. Ainda assim, nos tempos atuais, é improvável que tal figura sobrevivesse ao escrutínio da opinião pública.
Leia Também
Bilionários se tornaram figuras centrais no debate público, em um mundo onde o problema da fome foi substituído pelo problema da obesidade, e onde a pobreza é um problema de menor atenção do que a desigualdade.
E eles têm aumentado de forma bastante impressionante. Desde que John D. Rockefeller se tornou o primeiro ser humano a ter mais de $1 bilhão, em 1996, o mundo ganhou um novo bilionário a cada 23 dias e em uma velocidade crescente. Na China de hoje, a cada 4 dias surge um novo bilionário.
É nos Estados Unidos, porém, que o tal “problema” se concentra. Se você possui um pouco mais de memória, deve lembrar que há alguns anos um grupo de manifestantes ocupou o distrito financeiro de Nova York para protestar contra a acumulação de riqueza nas mãos do 1% mais rico.
Trata-se de um movimento que ganhou fama mundial, mas que não duraria tanto tempo.
O motivo para isso não é lá muito difícil de entender. Nos EUA, os 3% mais ricos possuem um patrimônio superior a $1 milhão. Em locais como Nova York, há 1 milionário para cada 9 habitantes, já na Califórnia a proporção é de 1 para 10.
Culpar os milionários por lá significa muitas vezes culpar seus pais, seus vizinhos, e convenhamos, não é esperado que alguém vá culpar a si mesmo ou sua família pelos problemas do mundo. Fica evidente portanto que o problema não é o 1% milionário, mas os bilionários!
No Brasil então, o caso sequer foi cogitado, pois logo se percebeu que o 1% mais rico por aqui inclui também parte do funcionalismo público que ganha mais de R$ 15 mil.
A discussão americana em torno da riqueza acumulada por determinados indivíduos cresceu nos últimos em uma velocidade similar a outro problema, deixado de lado no debate: a desvalorização da moeda.
Desde a crise de 2008, bancos centrais entraram em uma espiral de queda nos juros e impressão de dinheiro. O resultado é que temos hoje uma liquidez jamais vista na história, e que colabora para o aumento do número de bilionários.
No mundo dos juros negativos, é possível operar negócios que crescem queimando caixa e não tem lucro. Basta uma boa ideia, engajamento do número de clientes, e os recursos fluem, alimentando uma quantidade cada vez mais impressionante de “unicórnios”, como são chamadas as empresas com mais de $1 bilhão.
E nessa espiral, os mais ricos se beneficiam como ninguém. A lógica é relativamente simples: o crédito ofertado aumenta, pessoas que possuem bens e direitos utilizam estes recursos para conseguir crédito e compram novos bens e direitos.
Tal lógica passa longe do debate público, ocupado demais em encontrar soluções fáceis, como a taxação de grandes fortunas.
No mundo encantado da política e das ideias políticas, tudo é muito simples. Cria-se um novo imposto, políticos têm mais recursos para gerir e podem enfim solucionar os problemas do mundo.
Se você tirar cinco segundos para refletir, porém, verá que o mundo continua com inúmeros problemas, mesmo que dos US$ 83 trilhões em riqueza que o mundo cria todos os anos, políticos abocanham ao menos US$ 25 trilhões.
Seria absurdo portanto supor que ainda existe fome no mundo pois Elon Musk não paga US$ 6 bilhões por ano em impostos (de fato, Musk pagou US$ 15 bilhões em imposto no último ano).
Mas a lógica permanece, em um mundo onde problemas complexos recorrem a respostas fáceis e completamente erradas.
Na outra ponta, respostas não tão fáceis, como o bitcoin, também estão na mesa para aqueles que decidirem ir além dos tais cinco segundos.
Trata-se de uma alternativa monetária fixa, que reconhece o valor da escassez e entende que o dinheiro não pode ser criado por mera vontade política, e que ampliar a quantidade de moeda no mundo, sem ampliar a riqueza produzida, significa pura e simplesmente inflação.
O algoritmo do bitcoin e a sua própria formação histórica entendem o valor da estabilidade e previsibilidade. Por conta disso, enquanto o mundo bate recordes de inflação, a emissão de bitcoins segue exatamente o que diz o algoritmo, levando a uma diminuição no total disponível, tendo em vista o aumento de bitcoins entesourados.
A ideia em si é fugir da insanidade monetária que vivemos.
É nítido, portanto, que há algo de errado com o excesso de bilionários ou a velocidade com que eles surgem e acumulam riqueza, mas o problema passa longe da existência, ou não, de bilionários em si.
Vivemos em um mundo onde a moeda perde valor constantemente, a inflação tira o sono das famílias e nossos políticos ignoram por completo as causas, focando em tentativas populistas de ludibriar a população com soluções simplistas.
Bilionários, ou os muito ricos, existiram ao longo da história do capitalismo pela capacidade de desenvolver soluções para os problemas da sociedade. Não há qualquer problema nisso, ao contrário da destruição de valor e do populismo orquestrados pelos governos e que favorece essa minoria.
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno
Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos
Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês
Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?
Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores