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Veja como foi a batalha dos seres sobrenaturais para ver quem definia o rumo do principal índice acionário brasileiro hoje
Duas pequenas criaturas estiveram sobre os ombros do Ibovespa nesta terça-feira (12). De um lado, um anjo sussurrava promessas de que a taxa Selic deve parar de subir em agosto. Do outro, um demônio dizia que a recessão econômica está rodando o globo e, em breve, deve bater na nossa porta.
Atentos às palavras do anjo, os investidores voltaram-se para as varejistas, duramente penalizadas pela alta dos juros. Puxado pelo Magazine Luiza (MGLU3), o setor disparou em bloco em um movimento de "caça à barganhas".
Já a previsão do demônio — que fez questão de relembrar que uma nova onda de casos de covid-19 colocou diversas cidades chinesas em lockdown — caiu como uma bomba entre as produtoras de commodities, que já vinham enfraquecidas pelo tombo do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional.
As siderúrgicas reverteram parte da queda ao longo do pregão e Vale (VALE3) e outros nomes do setor ficaram no terreno dos ganhos. Já as petroleiras amargaram performances negativas, com a 3R Petroleum (RRRP3) liderando as perdas do dia.
Em Wall Street, os seres sobrenaturais também disputavam para ver quem iria influenciar mais o rumo dos negócios e as bolsas por lá operaram sem direção única ao longo da sessão.
No final da tarde, contudo, o pessimismo e o tombo do setor elétrico falaram mais alto e os três principais índices dos Estados Unidos fecharam com perdas de 0,63% a 0,95%.
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Por aqui, a batalha entre o bem e o mal também foi definida tarde. Faltando poucos minutos para o fechamento dos negócios, o celestial cansou de conversa, pegou emprestada a espada do arcanjo Miguel e derrubou o demônio dos ombros do índice brasileiro. O Ibovespa terminou o dia com ganho de 0,06%, aos 98.271 pontos.
Já o dólar à vista aproveitou o clima de cabo de guerra e emendou mais uma forte alta. Com os investidores buscando proteção, a moeda norte-americana chegou a valer mais do que o euro pela primeira vez em 20 anos e subiu 1,27%, cotada em R$ 5,4391. Esse é o maior valor de fechamento desde 26 de janeiro.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
TÔ FRACO, TÔ FRACO
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DESTAQUES DA BOLSA
Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) sobem após renovar recordes operacionais — e especialistas projetam altas de até 64% para os papéis. Para os analistas, as empresas apresentaram um desempenho de vendas impecável no segundo trimestre.
DOS PÉS PARA AS CARTEIRAS
Havaianas: todo mundo usa, mas todo mundo tem? Saiba se comprar ações da Alpargatas (ALPA4) é uma boa ideia. Segundo o Bank of America, a empresa deve contar com volumes resilientes, aumentos de preços e estabilização dos custos de insumos para a recuperação dos negócios durante o segundo semestre deste ano.
ONDA DE CORTES
A hora e a vez das healthtechs: Alice, startup de planos de saúde, demite 63 funcionários. A empresa faz parte do grupo de late stage, estágio mais atingido pela queda de aportes no primeiro semestre deste ano.
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