Tabus existem para serem quebrados: De futebol a investimentos em estatais, confira o que mexe com o seu bolso hoje
O tabu da vez no mundo do futebol refere-se à gestão financeira dos clubes. No ano passado, uma variação do clube-empresa entrou em cena: a Sociedade Anônima do Futebol (SAF); entenda

A humanidade é bastante prolífica em tantas coisas. Uma delas é a invenção de tabus. Muda o tempo, muda o lugar, muda a sociedade, mas sempre tem um tabuzinho ali para perturbar a paz das pessoas.
No passado, os tabus eram mais percebidos nas questões de costumes e religião. Por experiência, sei que essas coisas vão e voltam. Mas nada como o tempo para atenuar o rigor de proibições excessivas ou desnecessárias.
É também nesse aspecto que o universo esportivo proporciona um grande ensinamento: tabus existem para serem quebrados.
Um time não vence outro há sei lá quantos anos em manhãs de sexta-feira jogando de meias brancas e umidade do ar inferior a 30%? Uma hora esse tabu vai cair.
Até o início dos anos 1980, um grande tabu envolvia os uniformes dos clubes. As camisas eram espaços sagrados. Era proibido estampar as marcas de patrocinadores nos uniformes. Os clubes eram sustentados pelo quadro de sócios e pela renda das bilheterias.
Quando os patrocínios começaram a ser permitidos, muita gente torceu o nariz. Eu mesmo, quando fui recentemente presentear minha filha com a nova camisa do Corinthians, escolhi uma sem nenhuma marca estampada.
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Isso não me impede de entender que os uniformes transformaram-se em uma fonte de receita sem a qual os clubes não se sustentariam. Até os calções são patrocinados hoje.
O tabu da vez no mundo do futebol refere-se à gestão financeira dos clubes. O amadorismo e as negociatas enriqueceram dirigentes, jogadores e empresários, mas quebraram muitos clubes. Quem não quebrou ficou altamente endividado.
Há tempos se fala no conceito de clube-empresa, mas a adesão das camisas mais pesadas do Brasil nunca se concretizou. No ano passado, porém, uma variação do clube-empresa entrou em cena: a Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Trata-se de uma inovação jurídica e ainda não se sabe onde isso vai parar. Quem pode, observa à distância, principalmente entre os times considerados grandes. Mas havia quem não pudesse ficar parado, só olhando.
Botafogo, Cruzeiro e Vasco estavam quebrados. Diante do risco de insolvência, viram na SAF uma tábua de salvação. Não se tratava de ser a favor ou contra. Donos de grandes torcidas e de memoriais recheados de troféus, os três clubes rapidamente encontraram investidores.
Entretanto, o mesmo não se aplica a uma dúzia de outros clubes de menor porte que converteram-se em SAF e não ainda encontraram quem apareça com o dinheiro. Houve até o caso de um clube tradicional que encontrou investidor, mas rejeitou a transformação em SAF. Eu conto essa história na reportagem especial de hoje do Seu Dinheiro.
E por falar em tabu, o Ruy Hungria traz em sua coluna de hoje uma reflexão sobre como ideias muito rígidas podem atrapalhar seus investimentos na bolsa.
Há quem não invista em empresas estatais. Se juntar estatal com commodity então, a pessoa já prepara o alho, a bala de prata e o crucifixo.
No caso do Banco do Brasil, o Ruy explica como e por que a instituição financeira apresenta-se como uma boa opção de investimento.
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