🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Coisas estranhas acontecem com a Netflix. Vale a pena investir em NFLX34 após a queda de quase 60% das ações?

Resultado trimestral da Netflix deixa claro aos investidores que é preciso diferenciar um bom produto de um bom investimento

28 de abril de 2022
6:18 - atualizado às 13:10
Stranger Things, série da Netflix
Cena da série 'Stranger Things', um dos sucessos da Netflix. - Imagem: Reprodução/Netflix

Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. Na terça-feira passada (20), a Netflix divulgou seus resultados do 1T22. No dia seguinte, suas ações chegaram a cair mais de 35%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Naturalmente, recebi vários e-mails de leitores interessados em entender melhor o que aconteceu, em compreender se essa queda é uma oportunidade. Atendendo aos pedidos, a coluna de hoje será focada nos resultados e incertezas envolvendo a ação da Netflix, cujos BDRs são negociados na B3 sob o ticker NFLX34.

O que é preciso saber

Nos EUA, as negociações não param quando o pregão se encerra. No aftermarket, uma espécie de "pregão depois do pregão", negociam-se ações como se o jogo ainda estivesse rolando.

Essa cultura cria um tipo de incentivo muito particular: no instante em que os resultados são divulgados, investidores e algoritmos escaneiam os demonstrativos em busca de duas ou três variáveis chaves.

Essas variáveis (geralmente as mesmas trimestre após trimestre), são comparadas com as "estimativas dos analistas".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse jogo há apenas duas possibilidades: superar ou não as estimativas.

Leia Também

Equilíbrio binário desatou reações extremas contra a Netflix

Um equilíbrio binário como esse é o responsável pelas reações extremas do mercado, como o que aconteceu com as ações da Netflix.

Segundos após a divulgação dos números, investidores e algoritmos se debruçaram sobre o número de novos usuários - e não gostaram do que viram.

A Netflix perdeu 500 mil assinantes no 1T22; os analistas e o mercado esperavam um crescimento de 2,5 milhões de usuários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa é a primeira vez, desde 2011, que a Netflix apresenta um trimestre com queda de base.

Agora, perceba o impacto: no consolidado, a Netflix possui mais de 220 milhões de usuários. Perder menos de 1% deles foi o suficiente para derrubar em 35% a ação.

Precisamos nos perguntar o porquê.

Em mais detalhes

Nos EUA e no Canadá, a Netflix teve um saldo negativo de 600 mil usuários; esse saldo também foi em 300 mil em EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e em 400 mil na América Latina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A única região a contribuir positivamente foi a Ásia, com 1,1 milhão de novos usuários adicionados.

Um detalhe particular é a Rússia: o Netflix perdeu cerca de 2 milhões de usuários ao encerrar sua operação no país.

Ninguém esperaria que os executivos, ao estimarem um acréscimo de 2,5 milhões, considerassem a possibilidade de descontinuar completamente a operação num país, de forma tão abrupta.

Caso não tivesse saído da Rússia, a Netflix teria adicionado 500 mil assinantes, ainda muito abaixo das expectativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Capacidade em dúvida

Na carta aos acionistas, o management escreveu que "o crescimento da receita desacelerou consideravelmente".

No trimestre, a Netflix promoveu uma rodada de aumento de preços e viu aumentar também a sua taxa de cancelamento.

Isso levou muitos investidores a se perguntarem se eles possuem de fato a capacidade de seguirem subindo preços.

Essa variável é importante pois, desde de 2015, o único ano em que o Netflix não apresentou uma queima de caixa bilionária foi em 2020, quando seu investimento em novos filmes e séries diminuiu por limitação da pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Elaboração: Autor | Fonte: Koyfin

Algo a que se apegar

É relativamente simples entender como a Netflix dilui custos: o custo de produzir uma série não depende de quantas pessoas irão assisti-la.

Estima-se, por exemplo, que cada episódio de "Stranger Things" custe entre US$ 6 milhões e US$ 8 milhões de dólares à Netflix.

Esse custo seria proibitivo se poucas pessoas assistissem ao conteúdo; definitivamente não é o caso, pois centenas de milhões de pessoas assistem à série.

Um detalhe que a Netflix sempre soube, mas pôde crescer ignorando, é o de que parte desse milhões consomem os conteúdos compartilhando senhas de maneira indevida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Senhas compartilhadas

A Netflix estima em mais de 100 milhões o número total de famílias consumindo seus serviços com contas compartilhadas indevidamente.

Com o crescimento de novos usuários desacelerando, eles irão em breve direcionar esforços para implementar uma cobrança adicional. 

Se você, por exemplo, compartilha a senha com a sua irmã que mora em outra residência, em breve receberá um e-mail da Netflix dizendo "olha, amigo, a gente sabe, e está tudo bem. Mas vamos cobrar R$ X a mais por mês, beleza?"

Assumindo que esse "a mais" seja uma média de US$ 5 por mês e que a Netflix consiga converter uns 20% dessa base, temos algo como US$ 1,2 bilhão em receita potencial, um crescimento modesto frente aos mais de US$ 29 bilhões em receitas do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Netflix com anúncios?

Outra possibilidade veiculado por Reed Hastings, fundador e CEO da Netflix, é a implementação de um novo tipo de assinatura, mais barato porém com veiculação de anúncios na programação.

Há alguns anos, essa era uma possibilidade fora da mesa de negociações.

Como eu escrevi na semana passada, "connected TV" é um segmento em ascensão, e a Netflix é provavelmente um dos players com maior capacidade de implementar e executar um produto nessa linha.

Neste momento, porém, tudo são ideias e os investidores não sabem exatamente como avaliar essa iniciativa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Comprar ou não comprar?

Neste momento, eu permaneceria de fora das ações e BDRs da Netflix. 

Como mencionei, os investidores não sabem como avaliar a mudança na estratégia da Netflix.

Por exemplo, em carta aos acionistas, o investidor Bill Ackman comunicou ter zerado sua posição na Netflix após o resultado.

Detalhe: Bill, que é um dos lendários investidores de Wall Street, havia anunciado essa posição há apenas 3 meses, no final de janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo com a queda, a NFLX ainda negocia a um múltiplo preços sobre vendas estimadas para os próximos 12 meses pouco abaixo do histórico dos últimos anos e em linha com o passado.

Elaboração: Autor | Fonte: Koyfin

Com a sua escala, os investidores precisam passar a precificar Netflix com base em métricas de rentabilidade. O que não está claro é qual será o seu perfil de rentabilidade caso o cancelamento cresça e a inflação faça subir desproporcionalmente o seu custo de produzir novos shows.

Como investidores, não podemos cair no erro de confundir um bom produto com um bom investimento. Infelizmente, aos preços atuais, acredito que Netflix se encaixe nesta categoria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar