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Por aqui, enquanto esperamos alguns dados prévios de inflação (mais secundários), temos espaço para repercutir o bom relatório operacional divulgado pela Vale na noite de ontem
Bom dia, pessoal. Lá fora, os mercados de ações asiáticos fecharam predominantemente em alta nesta terça-feira (18), seguindo as movimentações positivas dos mercados globais durante o pregão de ontem (17), já que o sentimento dos investidores foi impulsionado pela notícia de que o novo ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt, reverteu quase todas as medidas fiscais anunciadas no mini-orçamento por seu antecessor.
Dando sequência às condições de segunda-feira, os mercados europeus amanhecem em alta, acompanhados pelos futuros americanos.
Os ativos brasileiros listados no exterior também sobem nesta manhã, o que pode evidenciar uma continuidade ao movimento positivo verificado na véspera.
A agenda é mais esvaziada, com espaço para prestarmos atenção nos resultados americanos e na produção industrial dos EUA. A ver...
Por aqui, no Brasil, enquanto esperamos alguns dados prévios de inflação (mais secundários), temos espaço para repercutir o bom relatório operacional divulgado pela Vale na noite de ontem.
A companhia apresentou crescimento de mais de 20% na produção de ferro no trimestre encerrado em setembro, em cerca de 90 milhões de toneladas, avançando nas vendas em mais de 7%.
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Desde ontem de noite, no after-market americano, as ADRs da mineradora já subiam, dando sequência ao movimento nesta manhã, no pre-market.
Um tom positivo é verificado em outros nomes, como o da própria Petrobras, impulsionando o ETF EWZ (cesta de ativos brasileiros).
Com isso, temos um possível início de dia positivo, considerando a relevância desses dois nomes para o Ibovespa.
No ambiente político, os mercados repercutem o encontro em São Paulo de lideranças como Simone Tebet, Marina Silva e Armínio Fraga, com cerca de 650 empresários, banqueiros e executivos, na tentativa de virar votos para Lula.
Contudo, o mercado não tem dado tanta atenção aos eventos políticos, com muito já tendo sido precificado na primeira semana depois do primeiro turno.
Nos EUA, os investidores se debruçam sobre mais resultados corporativos do terceiro trimestre, com nomes relevantes a serem apresentados hoje, como Netflix, Johnson & Johnson, State Street, Interactive Brokers, e Goldman Sachs.
De maneira geral, a força do dólar tem sido uma preocupação para os lucros das empresas; afinal, as companhias com vendas em outras moedas podem enfrentar trimestres difíceis (cerca de 30% das receitas do S&P 500 são obtidas no exterior).
De maneira geral, portanto, o foco nos próximos dias permanecerá na temporada de resultados do terceiro trimestre, que está apenas começando.
As estimativas caíram acentuadamente para muitas empresas que entraram em seus relatórios, e o senso geral é que os lucros estão enfrentando um nível mais baixo para o trimestre, mas ainda há mais por vir (destaque para eventuais frustrações no guidance de 2023).
Enquanto isso, ficamos hoje também com os dados de produção industrial americana (menos relevante do que já foi no passado, mas ainda assim importante).
Se espera que tenha ocorrido uma queda de 0,2% no mês, sendo que a utilização da capacidade é esperada em 79,9%, estável frente ao observado no período anterior.
Eventuais surpresas positivas podem cair mal no humor do mercado (atividade mais forte mostra que o Fed ainda tem margem para apertar a política monetária).
A relação econômica dos EUA com a Arábia Saudita é bem próxima há quase um século. Tanto é verdade que o nome da maior empresa de petróleo do mundo, a Saudi Aramco, é derivado de “Arabian American Oil Company”.
Entretanto, de uns anos para cá, essa relação já não tem sido mais a mesma, tendo piorado bastante em 2022.
E o que está acontecendo?
Bem, depois de minar a influência saudita sobre o mercado global de petróleo, aumentando o investimento em gás natural e reservas de xisto no início dos anos 2000, os EUA agora estão adotando como nunca uma mudança em direção à energia limpa. Isso prejudicou a base original para a relação econômica.
Em resposta, temos observado cortes na produção da Opep+.
O movimento desencadeou uma intensa disputa diplomática com a Casa Branca, criando uma das piores crises nas relações EUA-Saudita.
Embora seja compreensível que os americanos estejam indignados com a decisão do grupo Opep+, liderado pela Arábia Saudita, de reduzir a produção de petróleo e aumentar os preços, ambos os lados não conseguiram entender as perspectivas um do outro.
Agora, o mundo vê um início de alinhamento saudita com a China, podendo ajudar a pavimentar uma nova dinâmica global nas próximas décadas.
Ontem, assim como observamos nesta manhã, as ações subiram e a libra esterlina manteve seus ganhos recentes.
A movimentação veio depois que o governo do Reino Unido descartou um controverso mini-orçamento financiado por dívidas que agitou os mercados.
Isso mesmo, na segunda-feira, como já antecipamos aqui, o novo chanceler (ministro das finanças) britânico, Jeremy Hunt, reverteu todas as propostas mais heterodoxas do ponto de vista fiscal.
Os planos revertidos envolviam cortes de impostos e aumento de gastos, exigindo mais endividamento por parte do governo do Reino Unido.
Agora, o novo pacote de gastos elimina os cortes de impostos e alerta para gastos muito menores.
O clima positivo se espalhou para outros mercados, algo que continua até agora.
Resta ver, no entanto, se será o suficiente para recuperar a estabilidade e credibilidade do governo liderado pela primeira-ministra Liz Truss (muito provavelmente não).
Enquanto acompanhamos o 20º Congresso do Partido Comunista Chinês, que deverá fazer com que o presidente Xi Jinping receba um terceiro mandato, fomos surpreendidos com a decisão do governo chinês de postergar a divulgação da bateria de dados econômicos esperada para esta terça-feira.
Entre os números aguardados estava o PIB do terceiro trimestre.
Apesar de não ter oferecido nenhuma explicação, os investidores entendem que o regime de Pequim não queira mostrar qualquer número minimamente ruim ou abaixo das expectativas enquanto o congresso estiver acontecendo.
Notadamente, tal especulação pressupõe que o número relatado seria ruim ou pior do que o esperado — só não acabou se convertendo em um desempenho ruim nos mercados porque o entusiasmo contagiante ocidental, conforme descrito anteriormente, se mostrou mais forte.
Considerando os objetivos do presidente Xi para o PIB per capita, a questão do tamanho da economia da China, bem como seu crescimento, provavelmente se tornará politicamente muito sensível na próxima década.
Como o gigante que é, o crescimento chinês é relevante para todo o mundo, em especial para países mais sensíveis ao mercado de commodities, como é o caso do Brasil.
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