Mercado em 5 Minutos: A agitação nas bolsas já começou e os balanços das big techs estão a todo o vapor; saiba o que esperar
Os resultados das gigantes da tecnologia terão grande influência no resto da semana. No Brasil, após o sell-off de ontem, que corrigiu parte da alta da semana passada, voltamos a conviver com volatilidade eleitoral
Bom dia, pessoal. Lá fora, os mercados asiáticos encerraram o pregão de forma mista nesta terça-feira (25), tentando seguir as movimentações predominantemente positivas dos mercados globais durante o dia de ontem, em meio à incerteza sobre as perspectivas para as taxas de juros nos EUA antes da reunião do Federal Reserve da próxima semana.
Um relatório recente sobre o Fed sinalizou uma desaceleração no ritmo de aumento das taxas, fato que está ajudando o sentimento do mercado.
Enquanto, na Ásia, os investidores anseiam por mais medidas de estímulo do governo chinês, a história é diferente no Ocidente.
Os mercados europeus abriram sem uma única direção, predominantemente em queda.
Os futuros americanos também não estão apresentando um bom desempenho nesta manhã. Os resultados das Big Techs terão grande influência no resto da semana.
No Brasil, depois do sell-off de ontem, que corrigiu parte da alta da semana passada, voltamos a conviver com volatilidade eleitoral. A ver...
Leia Também
Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil
Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão
00:45 — Prévia da inflação oficial, o Copom e o processo eleitoral
Por aqui, no Brasil, os investidores se debruçam sobre a prévia da inflação oficial de setembro, o IPCA-15, que deve mostrar estabilidade no mês, levando a comparação anual para 6,75%.
Eventuais surpresas devem pressionar a curva de juros, principalmente em meio ao início do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje e apresenta amanhã, depois do mercado, sua resolução ao mercado.
Entendo que a autoridade monetária manterá a taxa de juros inalterada.
Resta entender o comunicado que acompanha a decisão e por quanto tempo a taxa de juros permanecerá elevada, em 13,75% ao ano (a redução só deve vir na segunda metade de 2023).
Enquanto isso, o mercado ainda se recupera da queda de ontem, com destaque para o tombo das estatais, que foram sensibilizadas depois de uma semana agitada e do evento envolvendo Roberto Jefferson.
A Petrobras, por exemplo, caiu mais de R$ 50 bilhões em valor de mercado (outro vetor de preocupação era o relatório da produção da companhia, que também não foi lá grande coisa).
Como deveria ser, começamos a sentir a volatilidade do processo eleitoral.
Ontem, a campanha do presidente Bolsonaro fez uma grave acusação ao indicar que mais de 154 mil inserções da propaganda eleitoral da campanha à reeleição do incumbente não foram veiculadas.
Agora, o TSE deu até a noite de hoje para que provas fossem apresentadas. Qualquer que seja o desfecho, o contexto é grave (se a campanha mentiu ou se de fato houve prejuízo para Bolsonaro).
Retrato de um país que vive um de seus momentos mais instáveis da história recente do ponto de vista institucional.
01:55 — Entre dados econômicos e resultados corporativos
Hoje, nos EUA, entre os dados econômicos, se espera que o sentimento do consumidor possa ter efeito sobre o mercado a depender de seu resultado.
Além desse número, também esperamos que haja entrega de dados do setor imobiliário americanos, com o índice nacional de preços de residências.
O setor imobiliário, diferentemente dos demais setores, já começou a enfrentar sinais de recessão.
Outro ponto de atenção, porém, talvez até mais relevante, são as 165 empresas do S&P 500 que estão divulgando seus resultados corporativos nesta semana (cerca de 45% do índice).
Os destaques virão das grandes empresas de tecnologia nos próximos três dias (trataremos na sequência).
Em outras palavras, a semana será lida como a mais importante da temporada de resultados.
Enquanto os lucros ainda mostrarem crescimento, as previsões de recessão carecem de credibilidade.
02:44 — E as Big Techs?
Hoje, depois do fechamento do mercado, teremos os resultados de Microsoft e Alphabet.
Outros nomes também são aguardados para hoje, como 3M, Coca-Cola, General Electric, General Motors e Visa.
Mas o destaque, como não poderia deixar de ser, fica por conta das grandes empresas de tecnologia, as grandes campeãs de desempenho dos últimos 10 anos, até 2022, ano que tem servido como um momento de forte correção para os nomes do setor.
Na quarta, ainda teremos Meta, dona do Facebook. Na quinta-feira, Amazon e Apple. Ou seja, de hoje até quinta, em um período de 72 horas, cerca de 25% do valor de mercado do S&P 500 reportará o resultado do último trimestre.
O período é sempre importante para a temporada, mas dessa vez parece ser especial, principalmente por conta da correção verificada nos últimos meses — o índice Nasdaq cai mais de 30% em relação ao recorde de novembro de 2021.
Teremos agora, portanto, a última janela para uma leitura completa sobre o desempenho do setor antes do final do ano.
As empresas de tecnologia continuam enfrentando fortes desafios, como o dólar forte, a diminuição dos gastos dos consumidores, o aumento das taxas de juros, a inflação alta e a possibilidade de recessão. O bear market ainda não acabou, que fique claro.
03:48 — Mais questões europeias
A temporada de resultados também acontece na Europa, que passa por um dos períodos mais delicados da história recente.
A inflação elevada, a crise energética, a instabilidade política e a guerra na Ucrânia são fatores que nos impedem de criarmos cenários construtivos para o velho continente em uma janela salutar de tempo.
Para o dia, vale acompanhar os dados de sentimento de negócios na Alemanha e os números de empréstimos do Banco da Inglaterra.
O Reino Unido, aliás, como falamos aqui ontem, consolidou o nome de seu primeiro-ministro como sendo o de Rishi Sunak.
Seu perfil fiscalmente responsável deveria endereçar a crise de credibilidade, mas dificilmente conseguiria unir os britânicos em prol de uma solução de longo prazo.
04:24 — E o Twitter?
Hoje, antes da abertura do mercado, os investidores digerirão o resultado do Twitter. Mais do que os números do trimestre, a semana é importante porque deverá marcar o fim de uma saga que permeia a empresa por meses.
Até sexta-feira, Elon Musk deverá concluir sua compra de US$ 44 bilhões do Twitter — as ações do Twitter negociam hoje a US$ 51,52, menos de US$ 3 do preço de US$ 54,20 de Musk.
Para os próximos meses, muitas coisas devem mudar na empresa, uma vez que seu novo dono parece acreditar que a companhia pode reduzir sua força de trabalho de 7.500 pessoas da empresa em 75%, deixando menos de 2.000 funcionários para proteger contra ameaças de segurança e resolver o problema dos bots.
Vale notar que demissões já eram esperadas dentro da companhia (corte de US$ 800 milhões na folha de pagamento até o final de 2023), mas nada como a proposta de Musk.
A ideia é tornar o negócio realmente lucrativo, algo que o Twitter sempre teve dificuldades — mesmo com mais de 200 milhões de usuários, não conseguiu se manter lucrativo.
A revolução na companhia deverá ser acompanhada pelo mercado, considerando que a rede social é relevante para muitas pessoas, mas o curto e médio prazo prometem volatilidade, incertezas e desafios.
O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
Tony Volpon: Uma economia global de opostos
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora
A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso
As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje
Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você
Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…
Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições
Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje
Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria
As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA
Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?
Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026
Felipe Miranda: Uma visão de Brasil, por Daniel Goldberg
O fundador da Lumina Capital participou de um dos episódios de ‘Hello, Brasil!’ e faz um diagnóstico da realidade brasileira
Dividendos em 2026, empresas encrencadas e agenda da semana: veja tudo que mexe com seu bolso hoje
O Seu Dinheiro traz um levantamento do enorme volume de dividendos pagos pelas empresas neste ano e diz o que esperar para os proventos em 2026