O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Assim como o cenário de crise energética visto em 2021 mudou em poucas semanas, a bolsa e as ações também mudam da água para o vinho — e vice-versa — em pouco tempo; confira como se proteger durante esses momentos de incerteza
No início de setembro do ano passado, falei neste espaço sobre os problemas enfrentados em virtude dos erros estratégicos de nossa matriz energética. Muito dependente das hidrelétricas, o país fica à mercê das chuvas para garantir a oferta de energia.
Na ocasião, listei seis pontos cruciais para evitar que passássemos por maus bocados, entre eles: (i) manutenção das usinas térmicas 100% operacionais; (ii) importação de energia de países vizinhos; e (iii) ocorrência de chuvas com maior intensidade que o previsto.
E, em 18 semanas, o cenário mudou da água para o vinho.
Na semana passada, foi noticiado que o país terminou o ano com o maior acréscimo em potência instalada desde 2016.
Foram 7,5 gigawatts, que passarão a fazer parte da matriz elétrica – equivalente a 4% do total.
Em termos de equivalência energética, o montante equivale a duas usinas de Jirau, que é a quarta maior hidrelétrica do país.
Leia Também
Vale ressaltar que desta nova capacidade, 49% são provenientes das fontes eólicas, 32% térmicas, 17% solares e 2% outras.
Ou seja, foi aumentada a diversificação da matriz com um acréscimo importante de usinas térmicas, que garantem maior confiabilidade ao sistema.
Além disso, as chuvas surpreenderam. Depois de passarmos pelo período seco com menos precipitação desde 1930, a maior frequência de chuvas desde outubro já começa a trazer um prognóstico mais animador.
De acordo com o especialista do setor de energia Adriano Pires, depois de cinco anos consecutivos com queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste em janeiro, este mês terá um incremento de 14 pontos percentuais sobre o ano passado, fazendo com que os níveis cheguem perto do patamar de 2016, que era de 44%.
Caso isso se concretize, já seria factível imaginar uma redução da bandeira tarifária em fevereiro – ante prognóstico de redução em abril.
Em sendo o caso, a inflação, que terminou o ano passado em 10,06% — maior patamar desde 2015 —, poderia ter um abrandamento.
Pero no mucho.
Se, por um lado, as chuvas são positivas para os níveis dos reservatórios e para a situação energética do país, por outro, as chuvas em excesso provocam gargalos nas cadeias logísticas e interrupção no processo produtivo de algumas empresas.
Ainda é cedo para sabermos o real impacto dessas restrições no planejamento das companhias para o ano, mas o fato é que Vale, CSN e Usiminas anunciaram algum tipo de suspensão de operação em função do excesso de chuvas nas proximidades de suas unidades.
Fazendo um paralelo, tal qual o cenário de chuvas mudou sensivelmente nas últimas 18 semanas, é possível também que tenhamos mudanças nas demais esferas nas próximas 18.
Longe de mim tentar fazer qualquer tipo de exercício de futurologia, mas como abordamos em nossa última publicação da série As Melhores Ações da Bolsa, uma reversão à média de alguns vetores já poderia ser um importante destravador da Bolsa.
Depois de semanas apresentando má performance especificamente pela questão macro, a Petz (PETZ3), por exemplo, foi a segunda maior alta do Ibovespa ontem, avançando mais de 7%.
Meus pontos são: evite o “first level thinking”, termo cunhado por Howard Marks que indica um pensamento mais superficial sobre os temas.
Ele pode ser um mapa errado para suas escolhas. Evite também posições direcionais em um ou poucos vetores.
A diversificação é a chave para atravessar os momentos de maior incerteza, como o que estamos passando agora.
Forte abraço,
Fernando Ferrer
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores