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Os robôs colocam em risco a minha própria profissão; mas se o aspecto humano é um pouco assustador, a oportunidade de investimentos parece simplesmente imensa
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. Nas últimas semanas, tenho passado muito tempo debruçado sobre "robôs" dos mais diversos tipos.
Dos algoritmos que automatizam tarefas repetitivas, como processos cotidianos de um departamento financeiro (um "contas a pagar" da vida) aos robôs mecânicos que cada vez mais substituem os humanos em tarefas simples, porém repetitivas e cansativas, como carregar e descarregar caminhões e fritar batatas.
A guerra na Ucrânia trouxe de vez a desglobalização para a pauta de governos e empresas. Nesse caminho, de repatriar cadeias logísticas e produtivas para o Ocidente, os robôs terão um papel imprescindível.
Arrisco dizer até mais: a velocidade com que veremos (e se veremos) EUA e Europa trazerem de volta para si a produção de bens e serviços hoje terceirizados para países asiáticos (como China e Vietnã) é completamente dependente do desenvolvimento dos robôs.
A missão de um robô qualquer é executar uma tarefa repetitiva com maior precisão e velocidade do que um humano.
Um entusiasta dirá que os robôs liberam o tempo das pessoas para se dedicarem a tarefas mais interessantes e produtivas do que, por exemplo, apertar os mesmos botões ou lançar milhares de notas fiscais.
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Os críticos dirão que os robôs apenas destroem empregos, afinal, eles não ficam cansados, não ficam doentes e não exigem direitos trabalhistas.
Como exemplo, posso citar a empresa de tecnologia UiPath, listada na Nasdaq sob o ticker "PATH" e na B3 através do BDR "P2AT34".
A UiPath é uma empresa de softwares, que vende a clientes corporativos uma ferramenta de criação de BOTs.
Sua ideia é justamente automatizar trabalhos de escritórios repetitivos; o exemplo anterior do contas a pagar que eu mencionei é perfeito, mas serve também campos como atendimento ao cliente e muitas rotinas corporativas como preencher sistemas, validar e-mails, fazer check-list de contratos padronizados…
Os clientes corporativos podem contratar dois tipos de "bots" diferentes: o que eles chamam de "autônomos" ou "assistidos".
Numa abordagem assistida, o "bot" automatiza apenas parte do trabalho, enquanto uma pessoa segue o tempo todo validando o trabalho do bot, e muitas vezes enviando trabalho para ele.
Um "bot" como esse custa às empresas entre 1,2 mil e 3 mil dólares por ano, e cumpre a promessa dos entusiastas: ele libera o funcionário para tarefas mais interessantes e produtivas.
Já um "bot" autônomo é capaz de substituir o trabalho de uma pessoa, ou às vezes de várias pessoas que executam a mesma tarefa, e custa em torno de 8 mil dólares ao ano.
De acordo com o site oficial do "Social Security Administration" nos EUA, o salário médio do americano, em 2019, era em torno de 55 mil dólares.
Por maior que seja a variância (muitos americanos ganham mais de 100 mil dólares e outros muitos ganham menos que 20 mil dólares), eles tem algo em comum: são mais caros que um robô da UiPath.
Um "bot" autônomo cada vez mais cumpre a promessa dos críticos: enquanto alguns funcionários terão tempo livre para atividades mais produtivas, outros perderão sim seus empregos.
Citei a UiPath e seus algoritmos, mas quando falamos em "robôs", o imaginário popular automaticamente nos remete à ficção científica, aos robôs mecânicos capazes de executar tarefas pesadas.
Na semana passada, a Bloomberg publicou artigo interessantíssimo intitulado "Como os robôs por assinatura permitem às empresas automatizar a um custo baixo''.
Espero que eles não briguem comigo, mas coloco abaixo o trecho mais interessante, traduzido.
"(...) uma tendência nascente é a oferta de robôs como serviço - semelhante aos modelos de assinatura oferecidos pelos fabricantes de software, em que os clientes pagam taxas de uso mensais ou anuais em vez de comprar os produtos - está abrindo oportunidades até mesmo para pequenas empresas.
Esse modelo financeiro foi o que levou a Thomson a adotar a automação. A empresa tem robôs em 27 de suas 89 máquinas de moldagem e planeja adicionar mais. Ela não pode comprar os robôs, que podem custar 125.000 dólares cada, diz o CEO Steve Dyer. Em vez disso, a Thomson paga pelas máquinas instaladas por hora, a um custo inferior ao da contratação de um funcionário humano — se for possível encontrar um, diz ele. “Nós simplesmente não temos as margens para gerar o tipo de capital necessário para sair e fazer esses investimentos amplos e abrangentes”, diz ele. “Estou pagando de 10 dólares a 12 dólares por hora por um robô que está substituindo uma posição que eu estava pagando de 15 a 18 mais benefícios adicionais” (...)."
Na mesma matéria, a Bloomberg lista dados e gráficos comprovando a crescente entrada de robôs na força de trabalho.
Algumas pessoas ficarão animadas com tudo o que eu escrevi acima; outras ficarão genuinamente amedrontadas.
Como investidor, tenho minha posição: acredito que há uma marcha inexorável da tecnologia e uma tendência clara ao aumento dos robôs nas mais diversas áreas.
Em alguns anos, profissões que hoje julgamos tão comuns deixarão de existir.
A minha própria profissão, de analista de investimento, é uma das que estão em risco: um algoritmo ("bot") é capaz de consumir mais informações financeiras em um único dia do que eu sou capaz de fazê-lo em 1 ano.
Caso isso aconteça, eu estarei livre para "buscar outras atividades mais produtivas", seja lá o que isso significa.
Se o aspecto humano é um pouco assustador, a oportunidade de investimentos parece simplesmente imensa. Se eu tiver que perder meu emprego para um robô, certamente será menos doloroso se ele me fizer rico no meio do caminho.
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