Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Menos de um mês ou uma eternidade? As tendências para a bolsa e os ativos brasileiros de hoje até o segundo turno das eleições

O resultado primeiro turno da eleição dilui o risco de cauda e impulsiona os ativos locais de maneira consistente

4 de outubro de 2022
6:04 - atualizado às 7:58
Montagem com imagens de Lula e Bolsonaro nas eleições 2022
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Shutterstock; Edição: Lucas Molina

O Brasil digere o resultado das eleições do último domingo e, como se esperava já durante a noite do pleito, quando os resultados começaram a ser apurados, o mercado teve uma excelente reação inicial, a qual pode se manter ao longo das próximas semanas até o segundo turno das eleições de 2022.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A necessidade de uma nova rodada é lida como positiva, uma vez que força Bolsonaro e Lula a moderarem o tom, convergindo para o centro, especialmente Lula, que precisará conversar com o eleitor do Sudeste, podendo apresentar um nome mercadológico para a economia nos próximos 27 dias.

O motivo disso é que, ainda que o ex-presidente seja o favorito (fez 48% no primeiro turno), a eleição está em aberto. O segundo turno é uma nova eleição: mais período de campanha, um comparecimento distinto e mais tempo para algo inesperado acontecer. O jogo pode mudar? Sim, é possível, embora pouco provável.

A composição do Congresso e a reação do mercado

Para os que leram a minha coluna sobre as eleições há pouco mais de um mês, percebem que o cenário base está se confirmando, mas agora com um diluidor de risco considerável. Observe abaixo o belo esquema da Ártica Asset Management sobre a composição do Congresso — mais de 2/3 das cadeiras serão de centro ou de direita.

Fonte: Ártica

Mais do que a surpresa com a votação de Bolsonaro, o gráfico acima nos ajuda a entender o motivo de arrefecimento do risco país. A tendência mais conservadora na legislatura impediria qualquer aventura mais heterodoxa de um eventual governo Lula, favorito na disputa de segundo turno, jogando-o para o centro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, mesmo no caso de eleição do ex-presidente Lula, deveria haver muita dificuldade para aprovar pautas que não conversem com a agenda pró-business (em prol das livres forças de mercado e da responsabilidade fiscal) apresentado ao longo dos últimos seis anos, entre o governo Temer e Bolsonaro.

Leia Também

Resultado do primeiro turno destravou valor dos ativos brasileiros

Este entendimento deverá ser mantido durante as próximas semanas, destravando valor, ao menos na margem dos ativos brasileiros. Sabemos que o Brasil está barato, mas valuation não costuma ser driver de curto prazo, precisando de um gatilho para que haja movimentação mais efetiva dos preços. Foi exatamente isso que aconteceu.

A seguir, para ilustrar, o Equity Risk Premium (EQRP) brasileiro, ou o prêmio de risco do mercado de ações, que mede o diferencial entre o Earnings Yield, ou seja, o lucro por ação dividido pelo seu respectivo preço, e a taxa de juros (NTN-B de 10 anos).  Quanto maior o EQRP, mais atrativo está o preço.

Fonte: Empiricus Investimentos

Neste caso, não me surpreenderia uma alta contínua local, enquanto os investidores estrangeiros ainda estão lidando com os seus próprios problemas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro, teremos os desafios internacionais, com a China enfrentando um grande problema imobiliário, as condições financeiras em âmbito global se apertam a um ritmo alucinante e o rumor de insolvência do Credit Suisse (o boato existe há seis meses). São pontos impeditivos.

O risco ‘Banana Republic’

Por aqui, diante da diluição do risco de uma matriz fiscal mais expansionista, ficamos com a chance de um resultado muito apertado poder abrir caminho para a possibilidade de "Terceiro Turno" ou risco "Banana Republic", com uma contestação mais forte das eleições que viesse a despertar mobilizações de rua e ruídos sobre as instituições.

Sobre este último risco, mesmo que siga presente, o primeiro turno, com a vitória do bolsonarismo no legislativo, mostrou que o cenário de eleições pacíficas é mais provável. Prova disso é o próprio discurso de Bolsonaro depois do pleito, que se mostrou contido ao se dirigir aos próprios apoiadores e à imprensa, sem questionar o sistema eleitoral. Outra sinalização de que os próximos dias devem ser tranquilos.

Dessa forma, diante da diminuição do risco de cauda, com a grande evolução da chance de um governo de centro, a Bolsa brasileira, que já estava atrativa, deverá ficar ainda mais — não conseguiremos enfrentar as mazelas de produtividade de nosso país, mas pelo menos não haverá ameaça às reformas estruturais instaladas até aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Uma tendência clara

Naturalmente, não estou falando que a Bolsa subirá todos os dias (árvores não sobem até o céu e correções marginais são bem-vindas em processos de alta consistente). Ainda assim, a tendência para as ações me parece clara.

Nas condições atuais, gosto de um combo de caixa (Tesouro Selic rendendo dois dígitos), uma mistura de juro real em diferentes vértices da curva (Tesouro IPCA+ 2026, 2035 e 2055), com carinho especial para os mais longos, Bolsa brasileira e dólar para eventuais surpresas. Pode até haver volatilidade, mas o desfecho deverá ser positivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar