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Sim, eu acho o bitcoin super legal, mas, no título, me referia à legalidade da moeda

Me perdoe pelo título dúbio. O trocadilho saiu sem querer. Sim, eu acho o bitcoin super legal, mas, no título, me referia à legalidade da moeda.
Se você acompanhou o mercado no ano passado, ficou sabendo que El Salvador foi o primeiro país a aceitar o bitcoin como moeda legal.
O movimento, que chamou a atenção do mercado, imediatamente levantou outra pergunta: quais serão os próximos países a fazerem o mesmo?
Como bem reportado pela Fidelity em janeiro deste ano, existe um quê de teoria dos jogos em ação.
Ninguém quis ser o primeiro, mas, definitivamente, ninguém quer ser o último. O bitcoin, com um ativo escasso, cria um jogo de rouba-monte. Para eu ter mais, preciso pegar de alguém (pagando, claro). Não há como simplesmente "imprimir" mais.
Portanto, na minha visão, o movimento de El Salvador ainda foi considerado como outsider. Um país pequeno, com economia depreciada, adotando a moeda digital. Talvez ainda não tenha sido o principal gatilho para uma adoção por mais países.
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Agora, o que aconteceria se países maiores passassem a adotar o bitcoin como moeda legal ou, minimamente, passassem a comprá-lo para suas reservas?
Não sabemos exatamente qual será o próximo país a comprar bitcoin, mas começamos a ter alguns indícios.
Recentemente, uma senadora mexicana deu uma entrevista comentando sobre sua intenção de propor um projeto de lei que tornaria o bitcoin moeda legal no México.
Ok, ainda é um pequenino passo. É preciso muito mais para, de fato, se aprovar algo desse porte em um país como o México. Mas não é algo tão distante assim.
Conforme as conversas sobre regulação avançam, os governos locais dos países passam a ter mais clareza sobre o mercado cripto.
Gradativamente, há menos conversas genéricas sobre "como criptomoedas são moedas para financiar o crime", e mais sobre o que realmente há de bom e o que há de ruim (e deve ser combatido com os instrumentos certos) nesse mercado.
Inclusive, nessa linha, ontem tivemos a aprovação de um projeto de lei no Brasil, que ainda precisa passar pelo Senado e Câmara, para então ser sancionado pelo presidente, que estabelece bases mais claras para o mercado local de criptoativos.
Em resumo, o projeto de lei está voltado, principalmente, à definição de enquadramento e modo de operação de empresas que negociam criptoativos como instituições financeiras, sobre qual instituição deve ser supervisora do mercado e sobre impostos para compra de equipamento de mineração e afins.
Tendo acompanhado este mercado pelos últimos seis anos, vejo claramente como as discussões regulatórias vão amadurecendo.
Nessa linha, é inevitável que governos passem também a entender mais sobre cripto e a compreender que faz sentido ter reservas de bitcoin, assim como se tem reservas de ouro e outras moedas fiduciárias.
A questão é quem vai puxar o bonde, após El Salvador.
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