🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Copom deve manter Selic em 13,75%, mas será que chegamos ao fim do ciclo de alta dos juros?

Apesar da tensão do mercado, Copom deve manter a taxa Selic inalterada; com isso, a atenção se volta para as possíveis interpretações do comunicado

6 de dezembro de 2022
6:00 - atualizado às 18:41
Campos neto escalando montanha
Última reunião do Copom em 2022 começa hoje e termina amanhã. - Imagem: Shutterstock / Agência Brasil / Montagem Brenda Silva

Pela última vez em 2022 o Banco Central do Brasil promoverá a reunião de seu Comitê de Política Monetária (Copom), por meio do qual decidirá sobre a taxa básica de juros da economia brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Notadamente, o ciclo de aperto local já foi concluído ao colocarmos a Selic em 13,75% ao ano. No entanto, novembro mostrou um movimento curioso no mercado.

Sabemos pelos últimos comunicados que o Bacen não pretende, em um primeiro momento, ir além do patamar atual de juros, apesar de ter deixado uma porta aberta para tal por conservadorismo em sua fala, como um tipo de atuação vocal para que sua postura continuasse sendo vista como contracionista, apesar da falta de elevações adicionais.

Em um primeiro momento, o mercado aceitou a estratégia do Copom.

A reunião do "Copom da Copa" também foi tema do podcast Touros e Ursos. Veja o que esperar para os seus investimentos:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alguma coisa mudou após a última reunião do Copom

Em novembro, porém, depois do resultado eleitoral e em meio às incertezas fiscais em relação ao governo eleito, a curva de juros estressou consideravelmente, como podemos ver abaixo.

Leia Também

Consequentemente, houve uma precificação, ao menos na curva, de mais ajustes no curto prazo sobre a Selic. Veja que o patamar com vencimento para os próximos três meses saiu de 13,8% para 14,6% ao ano.

Fontes: Highcharts e World Government Bonds

Apesar da tensão, ainda espero que o Copom mantenha inalterada a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, de maneira similar ao que esperam a maioria dos economistas do mercado, embora a curva denuncie a possibilidade de novos ajustes.

Aliás, entendo que o ciclo pode ter sido realmente encerrado no patamar atual, sem necessidade de ajustes adicionais, podendo mudar somente, portanto, a duração do processo contracionista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que eu quero dizer com isso?

Bem três são as vertentes de atenção do Copom.

A primeira é a inflação corrente, que será inclusive apresentada na sexta-feira com a conclusão de novembro.

Sobre este ponto, vejo normalização do processo inflacionário depois de alguns meses de deflação no início do segundo semestre, muito por conta da atuação do governo.

Por isso, ainda que tenhamos meses de mais inflação à frente, entendo que o índice convirja para a meta até 2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O segundo destaque vai para a agenda internacional, muito afetada ao longo dos últimos meses pela recuperação pós-pandêmica, guerra na Ucrânia, crise energética e inflação descontrolada e em patamar historicamente elevado.

O consequente aperto monetário ainda está em curso, diferentemente da situação brasileira, o que vem pressionando os ativos. Vejo continuidade da alta dos juros das economias centrais, ainda que de maneira mais contida.

Por fim, mas não menos importante, temos a terceira ponderação: o fiscal brasileiro.

Leia também

De fato, o início das movimentações para a aprovação de um gasto adicional de cerca de R$ 198 bilhões fora do teto por quatro anos tem indicado um ponto de partida bastante ruim para o próximo mandato do presidente Lula.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para piorar, mesmo após o projeto da PEC ter sido recebido de maneira negativa pelo mercado, a equipe de transição insistiu em protocolar o texto.

Investir capital político na negociação com o Congresso, em detrimento de danos reputacionais em relação à condução fiscal responsável do próximo governo me parece uma sinalização de uma política fiscal pouco ortodoxa combinada à falta de uma regra clara de estabilidade da dívida pública, o que levou a um forte movimento da curva de juros futuros, como demonstrado acima. A reação ilustrada na curva de juros era inevitável.

Equipe econômica e a nova regra fiscal

Mais importante do que a PEC da Transição em si são os nomes para as pastas de economia (primeiro e segundo escalão) e os critérios para a nova regra fiscal, a ser debatida nos próximos anos (espero que ainda em 2023).

A questão é que não adianta pensar em fazer o segundo e o terceiro gol sem ter feito o primeiro antes, sendo que a PEC da Transição já pode ser votada hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste caso, a proposta poderá ser votada em primeiro turno já na quarta-feira pelo plenário do Senado, mesmo dia em que o Copom conclui a sua reunião e anuncia a sua decisão.

Claro, ainda faltará o segundo turno e o diálogo com a Câmara — o tempo é bem curto (apesar das atividades do Congresso continuarem até dia 22 de dezembro, o prazo limite para a PEC é dia 15 de dezembro) —, mas as coisas parecem encaminhadas.

Qual o problema?

Apenas o prazo deverá ser reduzido para dois anos, enquanto o acordo prevê um gasto fora do teto de R$ 175 bilhões, além dos R$ 23 bilhões de receitas extraordinárias.

Por isso, dos três pontos de atenção, entendo que o verdadeiramente complicado é o terceiro, sobre o fiscal brasileiro. De qualquer forma, o nervosismo recente não deverá ser traduzido, ao menos em meu cenário base, em mais uma alta de juros. Se o fizer (pouco provável, ainda que possível), o mercado ficará bem estressado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, sigo gostando da opinião de nossa equipe de renda fixa aqui na Empiricus, comandada com brilhantismo pela Lais Costa, que já atuou como analista macro em Nova York.

Basicamente, apesar do forte movimento na curva de juros nominais, como vimos em novembro, é justamente nos juros reais que vemos as melhores oportunidades de longo prazo. No caso dos títulos emitidos pelo governo federal (NTN-Bs), o investidor conta com o benefício da liquidez.

Complementarmente, para que o investidor garanta a proteção contra a inflação mesmo em cenários inflacionários extremos, conseguir posicionamento em títulos isentos de IR com risco de crédito adequado me parece interessante.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar