Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Beta, e depois alpha: Saiba por que você precisa saber analisar a temporada de balanços antes de montar sua carteira

Depois de muito tempo de narrativas sobre juros, inflação e recessão, talvez estejamos entrando num momento em que os resultados individuais voltam a ser relevantes

8 de agosto de 2022
12:38 - atualizado às 13:14
Prancheta com relatório de desempenho
Imagem: Shutterstock

Um dos poucos sinais de que ainda não enlouqueci é que carrego muito mais dúvidas do que certezas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das principais questões estruturais a me perturbar se refere à capacidade dos analistas e gestores de entregarem “alpha”, ou seja, um retorno consistente acima do benchmark, ajustado por risco. 

Ah, sim, como pertenço ao ramo, é também uma dúvida existencial: me questiono todos os dias se eu mesmo tenho algum tipo de competência.

Os mercados são eficientes?

Há uma conversa maravilhosa entre Eugene Fama e Richard Thaler em que se apresenta “A Grande Questão” das Finanças: “Os mercados são eficientes?”

Eugene Fama é a maior personificação da Hipótese de Mercados Eficientes; Richard Thaler representa uma boa prosopopeia da Economia Comportamental, crítica às expectativas racionais e à eficiência irrestrita. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não tenho resposta fechada para a pergunta. Desconfio de quem tenha. 

Leia Também

Ofereço minha perspectiva, mera hipótese, sobre a questão; não com o intuito de promover um debate teórico diletante, mas tentando aplicar o instrumental analítico sobre as decisões práticas de investimento.

É possível existir um método infalível?

Cada vez mais, me inclino à ideia de que boa parte das informações disponíveis está devidamente incorporada ao preço dos ativos. Com um terminal Bloomberg e dois estagiários, milagres acontecem. E depois do Google todo mundo é inteligente. 

Mais do que isso, ainda que aconteçam anedotas e desfuncionalidades aqui ou ali, não me parece ser possível haver um método infalível para bater o mercado com consistência. Ao menos não para toda e qualquer circunstância e mercado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se houvesse, esse mesmo método seria apropriado por outros agentes de mercado e as coisas seriam rapidamente arbitradas. Não há fórmula da Coca-cola entre os Faria Limers – eles seriam incapazes de manter algo em segredo por muito tempo.

Taleb e o localismo

Nassim Taleb insiste no “localismo”. Embora tradicionalmente seja uma referência geográfica, na verdade o conceito é mais amplo. 

Certas vantagens podem existir, mas sempre sob determinadas características e especificidades, dependendo das condições de contorno.

Como Taleb entraria no debate sobre mercados eficientes?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Prêmios de risco

Robert Barro, recuperando artigo anterior de Thomas Rietz batizado "The equity risk premium: a solution”, argumenta que o prêmio de risco de mercado (mas poderia valer para qualquer ativo) estaria associado à presença de eventos raros. 

Quanto mais curtose (caudas gordas) houver naquela distribuição de retornos, mais prêmio de risco será cobrado para comprar aquele ativo. 

Com o medo de um evento raro negativo, o investidor cobra um retorno esperado muito alto para estar ali.

De fato, o argumento ajuda a explicar a existência dos prêmios de risco e a avançar sobre um dos maiores puzzles do ramo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, ainda somos incapazes de modelar adequadamente o comportamento do tal “equity risk premium” (prêmio de risco de mercado). 

Apesar dos avanços de Barro, predizer o comportamento dos prêmios de risco segue bastante difícil. 

O comportamento dos ativos

Talvez aí possa entrar uma contribuição talebiana importante. 

Ainda que o argumento central esteja preservado, de que cobra-se mais prêmio de risco sobre um ativo que carrega a possibilidade de eventos raros (retornos muito distantes da média), modelar seu comportamento será uma impossibilidade, justamente porque, como insiste Taleb, os cisnes negros não permitem modelagem. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até porque qualquer econometria razoável exige amostras maiores; e como ter uma amostra grande de eventos raros, se eles são raros?

Alpha, beta e questões mais gerais 

Uma das grandes dificuldades da Teoria Econômica aplicada às Finanças talvez seja pela necessidade de tornar questões particulares e localizadas mais gerais. 

As preferências não são estáveis, as correlações mudam dramaticamente, os mercados apresentam idiossincrasias locais e conjunturais, os métodos ganhadores de dinheiro vão sendo trocados ao longo do tempo.

A evolução atual dos mercados oferece exemplo revelador. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No pânico, não há diferenciação. As correlações vão todas para 1 e tudo cai igual. Não há alpha, apenas beta, uma sensibilidade do respectivo ativo às condições gerais de mercado. 

Um primeiro estágio de análise

No momento inicial da recuperação, também não há muita diferenciação. 

As ações são como molas comprimidas que, subitamente, são descomprimidas. 

Tudo volta, num primeiro estágio, meio junto, com cobertura de shorts e recomposição de exposição muito underweight, alimentadas pelo fear of missing out (medo de não participar da festa). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Surge a diferenciação 

Já num segundo tempo, em que superamos os movimentos estritamente técnicos e podemos olhar para os fundamentos microeconômicos e particulares, as notícias das empresas propriamente ditas começam a fazer preço. 

Aí acontece a verdadeira diferenciação e abre-se espaço para a geração de alpha.

Enquanto o petróleo cedia no mercado internacional e as empresas de consumo subiam com a perspectiva de fim do ciclo de alta dos juros por aqui, as ações de Alpargatas caíram 13,53%, depois da divulgação de resultados ruins relativos ao segundo trimestre. É um dos shorts da Carteira Empiricus.

Pode levar tempo, mas, no final, quem manda é o lucro (ou a ausência dele). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de muito tempo em que vivemos de narrativas de rotation trade, do value sobre o growth, de corridas em direção a um lado ou outro por conta das questões sistêmicas de juro, inflação e recessão, talvez estejamos entrando num novo momento, em que os resultados individuais voltam a ser relevantes. 

A temporada de balanços é uma ótima oportunidade para separar o joio do trigo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar