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Natal cheio de presentes

Shoppings em alta: Iguatemi (IGTI11) fecha o ano com recorde de vendas e supera os níveis de 2019

A Iguatemi (IGTI11) reportou um avanço firme nas vendas no 4º trimestre, confirmando a boa percepção do mercado em relação aos shoppings

Shopping JK Iguatemi, pertencente ao Iguatemi (IGTI11) follow-on
Fachada do shopping JK Iguatemi, em São Paulo - Imagem: Divulgação

Uma das teses de investimento levantadas durante a pandemia era a do 'consumo de vingança': assim que as restrições sociais fossem aliviadas, uma horda de consumidores invadiria os shoppings e centros comerciais, dando vazão à ânsia por compras que ficou reprimida. Pois a Iguatemi (IGTI11) mostrou que, de fato, esse fenômeno se confirmou no quarto trimestre de 2021.

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A prévia operacional da companhia não deixa dúvidas: entre outubro e dezembro, os consumidores frequentaram os shoppings e gastaram dinheiro como nunca. É verdade que o fim de ano é uma época sazonalmente mais forte para o varejo, mas, mesmo na comparação com o quarto trimestre de 2019 — portanto, antes da pandemia —, a Iguatemi mostrou evolução em suas métricas de venda.

Ao todo, a empresa registrou vendas totais de R$ 4,75 bilhões nos três últimos meses de 2021, uma cifra 11,8% maior que a reportada no mesmo período de 2019. Chama a atenção o fato de que esse resultado foi conquistado com uma taxa de ocupação menor nos shoppings: o índice caiu de 94% para 92% entre os intervalos em questão.

De certa maneira, o bom desempenho já era esperado: há alguns dias, a Multiplan (MULT3) também mostrou um crescimento sólido nas vendas e nas demais métricas operacionais, mostrando o aquecimento do setor de shoppings no quarto trimestre. Ainda assim, os números da Iguatemi surpreendem positivamente.

Afinal, as vendas de R$ 4,75 bilhões não só superaram as cifras de 2019: elas também representam um novo recorde histórico para a Iguatemi num único trimestre. Um resultado que diz muito sobre o comportamento dos consumidores, considerando o mau momento das varejistas online, como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Americanas (AMER3).

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O ato do consumo

É preciso levar algumas questões em consideração ao analisarmos o bom desempenho da Iguatemi (IGTI11) e do setor de shoppings como um todo no quarto trimestre. Há o ponto do 'consumo de vingança' citado acima, mas também é preciso lembrar do impacto das festas de fim de ano.

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Shoppings são particularmente beneficiados nesse período. Pare para pensar: se você precisa comprar presentes para inúmeras pessoas, nada melhor que um centro comercial com diversos tipos de loja — exatamente a proposta da Iguatemi, Multiplan, Aliansce Sonae e BR Malls, entre outras.

Varejistas como Magalu, Via e Americanas também veem um aumento nas vendas nos três últimos meses do ano. Contudo, suas lojas físicas possuem um escopo relativamente limitado, focado em eletroeletrônicos e itens para o lar; os e-commerces têm uma oferta maior, mas as compras online não tem o mesmo apelo de uma ida ao shopping.

E eis o segundo trunfo: shoppings embutem um fator de laser às compras. Ao contarem com serviços, cinemas, restaurantes e outros estabelecimentos, eles trazem algo a mais à mesa. E, para deixar a coisa toda ainda melhor, o quarto trimestre foi justamente o período de maior relaxamento nas regras de distanciamento social.

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As preocupações geradas pela ômicron, afinal, emergiram apenas em janeiro; sendo assim, os shoppings ofereciam um combo muito atraente ao consumidor em dezembro: compras, diversão e relaxamento — isso, é claro, se você for do tipo que gosta de andar num corredor cheio de lojas.

Iguatemi: os números do trimestre

Outros números operacionais mostram que a Iguatemi (IGTI11) teve um trimestre robusto. O indicador de vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês), por exemplo, mostra um salto de 15% em relação ao mesmo período de 2019 — mais um sinal de que os estabelecimentos cresceram.

Já o indicador de alugueis mesmas lojas (SSR) avançou 28% na comparação com o quarto trimestre de 2019. Portanto, a Iguatemi está concedendo menos descontos e arrecadando mais com a cobrança pelo uso dos espaços comerciais nos seus shoppings — o que tende a impulsionar diretamente a receita líquida.

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"Apesar de termos aumentado a cobrança, a inadimplência líquida teve uma queda para 1,4% versus o terceiro trimestre, valor próximo ao patamar pré-pandemia; o custo de ocupação atingiu 11,3% no 4º trimestre de 2021", destaca a empresa.

  • O podcast Touros e Ursos desta semana já está no ar! A equipe do Seu Dinheiro discutiu os próximos passos do banco Central, que deve elevar a Selic para além dos 10% na próxima semana. É só dar play!

IGTI11: bom momento dos shoppings

Na bolsa, as units da Iguatemi (IGTI11) têm se destacado na ponta positiva do Ibovespa: desde o começo do ano, já acumulam ganhos de mais de 9%, impulsionadas pela percepção de recuperação do setor de shoppings.

Outras empresas desse segmento também estão tendo um começo de ano animador no mercado de ações: a Multiplan é outra que sobe na esteira dos dados operacionais do quarto trimestre; já Aliansce Sonae (ALSO3) e BR Malls (BRML3) avançam em meio às negociações para uma eventual fusão.

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