🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

No fio da navalha

Gol (GOLL4) desaba 17% com petróleo nas alturas, mas fraqueza operacional também preocupa

A Gol (GOLL4) transportou menos passageiros e viu sua taxa de ocupação cair em fevereiro — notícias ruins numa época de pressão nos custos

Victor Aguiar
Victor Aguiar
7 de março de 2022
11:58 - atualizado às 19:13
Imagem de avião da Gol (GOLL4) voando num céu azul, com algumas nuvens brancas | Ibovespa
Gol (GOLL4) - Imagem: Divulgação

Se há um segmento da economia que vive se equilibrando no fio da navalha, ele é o setor aéreo: as empresas precisam lidar com uma série de fatores externos, como a flutuação do dólar e dos preços do petróleo, para manter as contas equilibradas; em paralelo, a pandemia ainda impacta a demanda por voos, influenciando a geração de receita — e os dados operacionais da Gol (GOLL4) em fevereiro mostram que o fluxo de passageiros ainda não se estabilizou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja, por exemplo, o desempenho dos papéis GOLL4 nesta segunda-feira (7): encerraram o dia queda de 17,36%, a R$ 12,28, numa sessão marcada pela disparada do petróleo no exterior — o barril do Brent disparou quase 5%, negociado acima dos US$ 120, em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia. Um contexto que fica ainda pior quando combinado à prévia operacional da companhia.

Analisar as informações de oferta, demanda e taxa de ocupação das aeronaves é uma tarefa difícil, considerando que as bases de comparação estão bastante distorcidas. Os números de fevereiro de 2022 são muito superiores aos do mesmo mês de 2021, mas é importante lembrar que, há um ano, ainda não havia vacinas contra a Covid-19; consequentemente, o nível de isolamento social era muito maior.

Sendo assim, é mais útil estudarmos a evolução mês a mês — e é possível notar uma desaceleração nas métricas operacionais da Gol em fevereiro ante janeiro. Foram transportados menos passageiros, a oferta e a demanda por assentos caiu e o número de decolagens diminuiu.

Veja, por exemplo, o comportamento do volume de passageiros pagantes: em fevereiro, foram 1,878 milhão de usuários transportados em aeronaves da Gol, somando voos domésticos e internacionais, número 32% menor que o verificado em janeiro. A taxa de ocupação dos aviões recuou de 82,6% para 80,8%. Veja a tabela abaixo:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
MêsPassageiros transportados (milhares)Média diária (milhares)Taxa de ocupação
set/211.65455,1379,1%
out/211.87560,4884,3%
nov/211.99766,5782,1%
dez/212.52781,5281,9%
jan/222.77589,5282,6%
fev/221.87867,0780,3%
Os números consideram o sistema total da Gol, somando as malhas doméstica e internacional. Fonte: Gol (GOLL4)

É verdade que a comparação mensal também tem distorções a serem consideradas. Há, em primeiro lugar, a sazonalidade típica dos meses de dezembro e janeiro, com muitas pessoas viajando a passeio; além disso, vale lembrar que o carnaval deste ano caiu em março, o que afetou negativamente a demanda por voos em fevereiro.

Leia Também

Também há a questão do total de dias de cada mês: fevereiro tem três dias a menos que janeiro e, portanto, está em desvantagem numa comparação direta do total de passageiros transportados. Nesse sentido, a coluna "média diária" tenta corrigir esse efeito.

Feitas essas considerações, o que de fato chama a atenção é a taxa de ocupação de fevereiro, próxima aos 80% — o menor patamar desde setembro de 2021, época em que a vacinação começava a ganhar um alcance mais amplo entre a população adulta.

Esse dado é crucial para uma companhia aérea. Pense, por exemplo, num voo entre São Paulo e Rio de Janeiro: ele tem um custo mais ou menos fixo, que considera o combustível de aviação, o salário dos tripulantes, a manutenção da aeronave e outros itens. O que não é fixo é a receita gerada: tudo depende do quão cheia a aeronave decola.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, para as empresas, é sempre interessante que os voos estejam com a capacidade próxima a 100%, de modo a maximizar a receita e diluir os custos — há, é claro, a questão dos preços dinâmicos de passagens, mas vamos deixar isso de lado para simplificar a analise. O ponto é: quanto maior a taxa de ocupação, mais eficiente é a companhia.

E o recuo nos índices de fevereiro mostra uma tendência preocupante, abrindo alguns caminhos de análise: ou o fluxo de passageiros caiu mais que o esperado — é importante lembrar que a variante ômicron causou um novo pico de internações e mortes por Covid-19 no começo de 2022 —, ou a Gol superdimensionou a oferta de voos no mês. Ou, mais provável, há uma combinação de ambos os fatores.

Setor aéreo: a influência dos fatores exógenos

A administração cuidadosa da malha aérea é fundamental para que empresas como Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) consigam maximizar sua rentabilidade e reduzir as eventuais influências negativas vindas de fatores externos às companhias — e elas costumam ser muitas.

Em primeiro lugar, há a questão do câmbio: empresas aéreas têm uma fatia relevante de sua dívida em moeda estrangeira, e qualquer valorização mais intensa do dólar tem um efeito explosivo nas métricas de endividamento. Além disso, os custos também são dependentes da moeda americana, uma vez que a manutenção das aeronaves e o combustível de aviação são dolarizados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse front, há um alívio mínimo às aéreas nos últimos meses, já que o dólar à vista saiu do patamar de R$ 5,60 e caiu para perto de R$ 5,00 neste começo de 2022. Ainda assim, não dá para dizer que a situação está tranquila — a moeda americana estava cotada em R$ 4,01 ao fim de 2019.

E, mesmo com essa queda do dólar ante o real vista em 2022, o salto do petróleo acaba neutralizando o alívio do câmbio na composição do combustível de aviação: o barril do Brent estava perto dos US$ 80 no começo desse ano e, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, disparou ao maior patamar em uma década.

Por fim, há o próprio comportamento dos passageiros em si: as idas e vindas da Covid-19 e suas variantes acabam mexendo com a demanda por voos, e o conflito armado no leste europeu pode mexer com o setor aéreo global, dado o fechamento do espaço aéreo na Europa para empresas russas — e o impedimento de outras companhias sobrevoarem a Rússia.

Gol (GOLL4): ações e tendências

As incertezas ainda grandes a respeito do setor aéreo — ao mesmo tempo em que a Covid-19 começa a sair do radar, a guerra na Europa e o salto no barril do petróleo trazem novos riscos — fazem com que os analistas assumam uma postura cautelosa em relação às ações da Gol (GOLL4).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo dados compilados pelo TradeMap, os papéis da companhia têm 12 recomendações de analistas, sendo quatro de compra, quatro neutras e quatro de venda. O preço-alvo médio para GOLL4 é de R$ 22,00, o que implica num potencial de alta de 58% em relação às cotações do momento. A projeção mais pessimista, no entanto, coloca as ações da Gol em R$ 11,20, trazendo uma queda implícita de 21%.

Nesta segunda-feira (7), tanto Gol PN (GOLL4) quanto Azul PN (AZUL4) lideram as perdas do Ibovespa, recuando mais de 10%, influenciadas negativamente pela disparada do petróleo no exterior em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia — como dito acima, petróleo em alta implica num aumento nos custos com combustível de aviação.

Desempenho acumulado das ações PN da Gol (GOLL4) e da Azul (AZUL4) em um ano. Repare como os papéis têm uma correlação bastante elevada, andando praticamente juntos

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar