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Mulheres investidoras

Através dos investimentos, mulheres podem transformar suas vidas e alcançar liberdade financeira e emocional, ressaltam analista da Empiricus e diretora do BTG Pactual

Em live no Instagram, Larissa Quaresma, analista da Empiricus, e Gabi Vicentini, associate director no BTG Pactual, comentam sobre o que impede mulheres de investirem mais na Bolsa e no Tesouro

Ainda que representam mais da metade da população brasileira, as mulheres têm baixa participação quando o  assunto é investimentos -  elas são apenas 32% dos investidores do Tesouro Direito e 27% da B3. 

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Ao mesmo tempo, suas carteiras de investimentos costumam render mais que a dos homens, segundo estudos da Universidade de Berkeley. 

Então, se as mulheres têm rendimentos melhores nos investimentos, por que ainda não estão tão presentes na Bolsa e no Tesouro?

Na live live “Mulheres Investidoras” feita na quarta-feira, 16/06, Larissa Quaresma, analista da Empiricus, e Gabriela Vicentini, associate director B2B no BTG Pactual, respondem esta pergunta. As investidoras e profissionais do mercado financeiro também comentam sobre trabalho nesta área. 

Qual a diferença entre homens e mulheres na hora de investir? As finanças comportamentais explicam

As finanças comportamentais analisam o impacto das emoções nas decisões do investidor, ou seja, o aspecto mais irracional. Durante a live, Larissa e Gabi comentam que os homens, em geral, têm duas características que os levam a perder mais dinheiro nos investimentos em relação às mulheres.

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 A primeira é o excesso de confiança, que faz com que eles já se sintam “informados o suficiente” para realizar operações; e a segunda é a propensão a assumir riscos desnecessários. 

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Em contrapartida, as mulheres levam mais tempo para tomar decisões, por ficarem pesquisando por mais tempo. E quando decidem, elas seguem firmes e não ficam fazendo mudanças na carteira porque têm pensamento mais de longo prazo. 

Embora não seja possível generalizar, estes são alguns dos comportamentos já comprovados em estudos, que podem ajudar a responder a pergunta inicial.

Questões históricas e sociais afetam as mulheres na hora de investir

Durante a live, Gabi (assim que ela gosta de ser chamada e é conhecida nas redes sociais)   também comentou sobre questões históricas, pois só muito recentemente as mulheres puderam “tomar as rédeas” da sua vida financeira. Foi só em 1962 que as mulheres casadas puderam começar a abrir contas em bancos e ter um estabelecimento comercial sem a autorização dos esposos.

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“As mulheres não eram donas do próprio dinheiro, elas não podiam tomar decisões sozinhas”, explicou ela, na live “Mulheres investidoras”.

Apesar de avanços nos últimos anos, ainda hoje muitas mulheres acabam deixando para os seus parceiros as decisões financeiras, o que pode ser bem prejudicial no caso de uma separação, por exemplo. 

Na live, Larissa e Gabi comentam como os investimentos oferecem liberdade financeira e emocional, elevando a autoestima.

“A liberdade não significa que você nunca vai precisar de alguém, mas a liberdade financeira é você estar no controle da situação e do seu dinheiro e poder tomar decisões. Isso é muito importante”, ressaltou Gabi.

Atualmente, as estruturas familiares estão mudando, com cada vez mais mulheres sendo mães solteiras, seja por questões de vulnerabilidade ou por maior independência. Em 10 anos, o Brasil aumentou em 1 milhão o número de famílias chefiadas por mães solteiras. Essas mulheres precisam começar a pensar em investimentos a longo prazo para dar maior qualidade de vida para os filhos. 

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Para assistir a live completa feita pela Larissa Quaresma e pela Gabriela Vicentini, é só clicar aqui.

Como as mulheres podem começar a investir?

Falando mais finanças  na prática, Gabi Vicentini ressaltou que sua preferência é aplicar seu dinheiro em fundos de investimento, pois possuem gestores especializados. 

A associate director B2B do BTG Pactual disse que aproximadamente 65% de suas aplicações são fundos e ETFs (fundos negociados em Bolsa que seguem índices; como o BOVA11 atrelado ao Ibovespa). Apenas 5% está em ações propriamente ditas, negociadas no home broker de forma independente. 

Os fundos são vantajosos, principalmente para quem não se sente confortável para escolher ativos por contra própria, operar o home broker ou que não pode ficar a todo momento de olho nas movimentações do mercado. 

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Nos fundos de investimentos são os gestores que se responsabilizam pelas estratégias e a alocação dos ativos. Para saber mais, clique aqui. 

Para escolher um bom fundo, Gabi dá algumas dicas: é preciso analisar a equipe gestora e olhar os resultados que o fundo entregou em um horizonte de tempo considerável (não olhar apenas o rendimento do mês, mas os resultados ao longo de muitos anos). 

Ela ainda comenta que os fundos presentes na plataforma do BTG e da Vitreo são constituídos por ativos que costumam passar por uma boa seleção, o que os torna lugares confiáveis para investir. 

O que é importante para ter sucesso na carreira dentro do mercado financeiro?

Conterrâneas de Minas Gerais, Larissa e Gabi são amigas desde a adolescência e ambas ingressaram no mercado financeiro bem jovens. Na live, elas comentam sobre alguns atributos essenciais para pessoas que querem entrar no ramo. 

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“O mercado financeiro não permite pessoas acomodadas” , afirmou Gabi, do BTG Pactual Em sua trajetória pessoal, ela ressalta a importância do networking e afirma que o conhecimento técnico não é tudo. 

Larissa reforça que as soft skills, habilidades sociocomportamentais de relacionamento com as pessoas, são essenciais para se tornar uma profissional mais completa. Além disso, as investidoras também citam algumas outras características importantes para quem quer trabalhar no mercado financeiro: humildade; flexibilidade; habilidade de trabalhar em equipe e atitude.

Assista a live “Mulheres investidoras” completa aqui. 

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