Veremos mais aéreas falindo até o começo de 2022, diz Associação Internacional de Transporte Aéreo
O diretor da Iata destaca que, à medida que as operações forem retomadas, as empresas terão de balancear a nova realidade de fluxo de caixa

Ainda que tenha acabado 2020 - o pior ano da história da aviação -, o setor tem grandes desafios pela frente, e várias empresas podem não resistir no caminho, segundo o diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), Willie Walsh.
"O desafio ainda está adiante, não ficou para trás", diz o executivo, que assumiu a entidade em abril, após comandar o International Airlines Group (que reúne a British Airways e a Iberia).
[captacao]
Walsh destaca que, à medida que as operações das aéreas forem retomadas, elas enfrentarão a dificuldade de balancear uma nova realidade de fluxo de caixa.
No ano passado, 40 companhias quebraram em meio à crise. Em 2019, haviam sido 35. "Foram menos do que você pensaria. O risco de falência existe conforme as operações forem retomadas. Vamos ver mais empresas falindo."
Leia Também
Afinal, quem falhou no caso Banco Master? Ex-presidente da CVM aponta para o Banco Central
Leia, a seguir, trechos da entrevista:
Qual a situação atual do setor?
Um pouco melhor do que em 2020. É bom colocar as coisas em contexto. A receita da indústria caiu 6,4% em 2001. Em 2009, caiu 16,5%. Em 2020, a queda foi de 56%.
É uma escala completamente diferente. Mas estamos começando a ver algumas indicações positivas, principalmente onde a vacinação progrediu.
A principal restrição na demanda hoje não é a pandemia, mas as medidas dos governos. Onde as restrições são relaxadas ou removidas, há uma recuperação imediata.
Alguns países estão com as fronteiras abertas, outros com restrições. Qual o impacto disso?
É muito difícil. Não apenas temos diferenças entre países, mas os países mudam os requisitos rapidamente. Vimos países que relaxaram as restrições e imediatamente as recolocaram.
Isso é difícil para as aéreas, que precisam de tempo para organizar cronogramas, trazer pessoas que estavam de licença não remunerada de volta.
Temos pedido para os governos basearem as decisões em dados. Estamos na pandemia há 16 meses, e as informações que temos agora são muito melhores do que quando o vírus apareceu.
Naquela situação, as restrições eram inevitáveis. Mas, em muitos casos, elas foram colocadas 15 meses atrás e continuam até hoje.
Entendemos que algumas restrições são necessárias, enquanto a vacinação não é consistente. Mas, em outros lugares, deveriam ser relaxadas.
Quanto tempo vai levar para as empresas serem financeiramente sustentáveis novamente?
As perdas foram muito severas. Estimamos que as dívidas que as companhias assumiram ao redor do mundo tenham aumentado em US$ 220 bilhões desde o começo da pandemia e que agora estejam em US$ 650 bilhões.
Essa dívida está aumentando porque, para muitas companhias, a queima de caixa continua. Estimo que possa chegar a US$ 700 bilhões até o fim do ano. E vamos levar um tempo considerável para reparar isso. Acreditamos que voltaremos aos níveis de tráfego que tivemos em 2019 em 2023 ou 2024.
E aos níveis financeiros?
O foco tem sido o caixa, não o lucro. Porque é o caixa que te mantém vivo. Algumas companhias estão começando a ter caixa positivo, como as dos EUA, onde 66% da indústria é doméstica. No Oriente Médio, que tem apenas 4% de mercado doméstico, é mais difícil.
Veremos algumas companhias tendo lucro neste ano, principalmente na América do Norte, mas será muito pequeno. É improvável que voltemos logo ao nível de lucratividade de 2019, que não foi o melhor ano para a indústria, mas foi um bom ano.
É provável que leve anos, talvez 2025 ou 2026. O desafio ainda está adiante, não ficou para trás. A razão para isso é que muitas companhias reduziram a queima de caixa durante a pandemia porque não estão voando. Elas não estão tendo gasto com combustível. Conforme as empresas voltarem a voar, esses custos voltam muito rápido.
A maioria das aéreas vende suas passagens com uma antecipação grande, mas, por causa da pandemia, pouquíssimas passagens estão sendo vendidas.
Temos visto, até mesmo nos mercados que se recuperaram, que o tempo entre a pessoa comprando e voando diminuiu significativamente. Então conseguir o fluxo de caixa adequado será um grande desafio. As empresas terão de ser muito cuidadosas para balancear isso.
Não houve ajuda estatal para as aéreas no Brasil e, apesar de o País não ter se fechado, a maioria dos países fechou as fronteiras para os brasileiros. Como avalia as medidas do governo local e a situação do mercado?
Ter mantido as fronteiras abertas é positivo, mas infelizmente outros países se fecharam para o Brasil. É um grande problema para as companhias baseadas no País. Mas o mercado doméstico tem se recuperado.
Estimávamos que, no Brasil, o doméstico em maio estava 40% inferior ao de 2019. Mas o mercado internacional, mais lucrativo, estava 90% abaixo. O governo fez algumas coisas para ajudar, mas o apoio financeiro foi bastante limitado. Vai ser mais difícil para as brasileiras se recuperarem (na comparação com as de países que receberam ajuda financeira).
Das empresas associadas à Iata, quantas faliram até agora?
Menos do que você pensaria. E isso principalmente porque muitas empresas não estão queimando caixas por não estarem voando. O risco de falência ainda existe conforme as operações forem retomadas.
Vamos ver mais empresas falindo até o começo do ano que vem. Qualquer empresa que estava em uma posição fraca quando a crise começou está significativamente pior agora.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
NEM POR DECRETO
Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 200 milhões; Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha
21 de outubro de 2026 - 5:42FINANÇAS
Investimentos liberam mais limite nos cartões de crédito do BTG Pactual. Conheça os requisitos e benefícios das versões Gold, Platinum e Black
20 de outubro de 2026 - 16:00PRÉVIA DO RESULTADO
Receitas em alta e ações de lado: balanço da SpaceX (SPCX) finalmente decolou? Saiba o que esperar
20 de outubro de 2026 - 15:03DESTAQUE NA IMPRENSA
Repórteres do Seu Dinheiro são vencedoras do prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças
20 de outubro de 2026 - 14:58O MISTÉRIO CONTINUA
Universidade desembolsa R$ 4,5 milhões em nova etapa de busca por avião desaparecido de Amelia Earhart, mas encontra outra coisa
20 de outubro de 2026 - 14:02COMEÇOU BEM
Lotomania desencanta, paga R$ 14 milhões e ofusca prêmio milionário na Lotofácil; Mega-Sena acumulada promete R$ 185 milhões hoje
20 de outubro de 2026 - 5:55REAJUSTADO E ANTECIPADO
Governo antecipa pagamento do Bolsa Família reajustado a poucos dias do tira-teima entre Lula e Flávio Bolsonaro — e coloca a culpa no El Niño
19 de outubro de 2026 - 13:06ABRIU DISTÂNCIA
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 200 milhões; Quina pode pagar R$ 51 milhões hoje
19 de outubro de 2026 - 6:48ANOTE NA AGENDA
Temporada de balanços do 3T26 bate à porta: veja as datas das divulgações e das teleconferências
19 de outubro de 2026 - 6:04PARA OS ESTUDANTES
Pé-de-Meia outubro 2026: pagamento da sétima parcela começa hoje; veja as datas de depósito
19 de outubro de 2026 - 5:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família com reajuste começa a ser pago amanhã; confira o calendário e quem vai se beneficiar
18 de outubro de 2026 - 6:48ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3805 tem 21 ganhadores, mas só um deles vai sacar prêmio milionário; Quina acumula e pode pagar R$ 40 milhões hoje
16 de outubro de 2026 - 7:01PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO
Mega-Sena 3070 encalha e prêmio sobe para R$ 170 milhões; Lotofácil e outras loterias também acumulam
15 de outubro de 2026 - 7:07REDUÇÃO DA JORNADA
Senado aprova PEC que acaba com escala 6×1 e reduz jornada semanal para 40 horas
14 de outubro de 2026 - 22:42QUAAAAASE!
Lotofácil 3803 deixa 2 ganhadores quase milionários; Mega-Sena 3070 corre excepcionalmente hoje valendo R$ 150 milhões
14 de outubro de 2026 - 7:23HERANÇA INDIGESTA
A conta que espera o próximo presidente: ajuste fiscal bilionário exigirá mexer onde ninguém quer, diz Kinea
13 de outubro de 2026 - 16:07COMEÇOU
Recarga do Gás do Povo de outubro de 2026 já está disponível; veja quem tem direito e o prazo do benefício
13 de outubro de 2026 - 10:59PASSOU VOANDO
Mega-Sena acumulada alcança a marca R$ 150 milhões e deixa +Milionária comendo poeira
13 de outubro de 2026 - 7:19A PROVA DOS 9
Ibovespa no topo, agenda cheia: para onde o investidor deve olhar no pós-recorde da bolsa
12 de outubro de 2026 - 18:00SE CUIDA, NVIDIA?