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Maçã ameaçada

CEO da Apple depõe à Justiça e defende empresa em processo movido pela dona do jogo Fortnite

O conflito, que começou quando a criadora do iPhone baniu o jogo de sua loja oficial de aplicativos, chegou aos tribunais no início deste mês

Apple Fortnite
Imagem: Shutterstock e divulgação, com intervenção de Andrei Morais

A batalha travada entre a Apple e a Epic Games, dona do popular jogo Fortnite, chegou a um novo patamar hoje (21), dia marcado para o depoimento do CEO da empresa da maçã, Tim Cook, à Justiça da Califórnia.

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O conflito se arrasta desde agosto de 2020 - quando a criadora do iPhone baniu o Fortnite da App Store, sua plataforma de downloads - e chegou às cortes em maio deste ano, marcando a primeira aparição de Cook nos tribunais em defesa da Apple. 

O executivo tem a missão de rebater as acusações do CEO da Epic, Tim Sweeney, primeira testemunha a depor no processo, que deve chegar ao fim na próxima segunda-feira (24).

[captacao]

A origem do conflito

No centro dos debates está a política de pagamentos da gigante tecnológica, que é o motivo por trás do banimento do jogo. A Apple permite downloads de aplicativos apenas em sua loja oficial, cobra taxas de 30% sobre as vendas e proíbe quaisquer métodos alternativos de pagamento.

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A Epic Games violou essas regras ao lançar uma nova modalidade de pagamentos para o seu jogo e teve o aplicativo removido em 14 de agosto. A desenvolvedora de games respondeu à ação com alegações de que a Apple Store é um monopólio e moveu um processo pedindo mudanças nos termos de serviços. 

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Argumentando que iPhones e iPads não são diferentes de computadores, a Epic solicita que a gigante tecnológica não seja mais a única a decidir o que pode ou não pode rodar nos aparelhos.

O que diz a maçã

Já a Apple alega que seus dispositivos são diferentes e que as regras de pagamentos servem para proteção dos usuários. Um dos executivos seniores da companhia, Craig Federighi, afirmou que essa política é o que torna o sistema dos aparelhos mais seguros do que o dos Macs, computadores desenvolvidos pela empresa.

Segundo Federighi, a possibilidade do download de aplicativos fora da Apple Store deixaria os usuários vulneráveis a uma série de problemas de segurança que não poderiam ser revisados pela maçã.

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Sobrou até para a Microsoft

Em meio a uma sequência de depoimentos que já duram três semanas, um nome chamou a atenção: Lori Wright, executiva do Xbox - marca de consoles criada pela Microsoft.

A Apple não deixou passar batido o fato de uma funcionária de sua maior rival depor no processo e, de acordo com a Bloomberg, pediu a anulação do testemunho.

Além disso, a empresa sugeriu que a rival seria a verdadeira interessada por trás do certame, que pode levar a Apple a um prejuízo bilionário caso a política seja alterada. A maçã alega que a companhia de Bill Gates estaria usando a Epic Games como uma espécie de “laranja” para prejudicá-la sem ficar nos holofotes.

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A desenvolvedora do Windows negou, em comunicado, qualquer plano relacionado ao processo e rebateu as acusações, insinuando que elas são uma tentativa da Apple de distrair a atenção do tribunal "das políticas e práticas da App Store".

*Com informações do Business Insider

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