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2021-04-19T18:28:33-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
crescimento não só orgânico

Arezzo já tem planos de governança para Hering e prevê avanço de marcas, diz Credit Suisse

Empresa tenta se converter em gigante nacional de moda; Arezzo quer avançar no e-commerce e dar maior autonomia para algumas marcas, segundo o banco

19 de abril de 2021
18:26 - atualizado às 18:28
Arezzo
Arezzo - Imagem: Shutterstock

A Arezzo — que propôs a compra da Cia Hering, em avanço para virar uma gigante da moda nacional — já tem planos de governança para a empresa, ao mesmo tempo em que pretende avançar com outras marcas, disse o Credit Suisse nesta segunda-feira (19).

Analistas do banco contam que ouviram do CEO da Arezzo, Anderson Birman, que a varejista segue na expectativa de concretizar o negócio com a Hering. O grupo calçadista não respondeu ao Seu Dinheiro até o fechamento desta matéria.

A Arezzo fez uma proposta de R$ 3 bilhões para adquirir a tradicional rede de moda — abaixo do valor da companhia antes da pandemia, de R$ 5 bilhões. A oferta, revelada pela Hering na quarta (14), foi vista por parte do mercado como um início de negociação — impulsionando os papéis de ambas.

Segundo o Credit Suisse, os planos da Arezzo envolvem o desenvolvimento de calçados para a marcas da Hering. A combinação dos negócios ainda permitira que a empresa comprada usasse o conhecimento da Arezzo para acelerar a digitalização das vendas.

"Existem algumas sinergias de back-office [departamento administrativo] a serem capturadas. Mais importante: a Arezzo poderia tirar proveito da produção verticalmente integrada da Cia Hering", disse o Credit Suisse.

O banco afirma que a proximidade entre as companhias foi citada pelo CEO como fator positivo sobre a negociação. "Arezzo conhece muito bem a Hering, considerando que Anderson Birman foi do membro do conselho da varejista".

Além das aquisições

Segundo o Credit Suisse, os planos da Arezzo para este ano também envolvem um avanço no e-commerce e maior autonomia para a marca de chinelos Brizza.

Em abril, a empresa ainda lança a Bambini, uma divisão de calçados infantis — que começa sob o guarda-chuva da Arezzo, mas que pode se tornar uma marca autônoma, disse o banco.

O CEO da companhia prevê que a Anacapri — de sapatilhas, bolsas e acessórios — se torne do tamanho da Arezzo em termos de base de lojas, segundo o Credit Suisse.

Já a marca Schutz alavancaria a Reseva, comprada no ano passado, com o lançamento de uma coleção de roupas no terceiro trimestre.

Segundo o banco, a operação da Arezzo no Estados Unidos também é destaque, com a Schutz crescendo. "Agora, a empresa pretende dobrar os investimentos no que importa — marketing (e não mais em espaços físicos)", diz. A companhia fechou lojas no país durante a pandemia.

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