PL dos Correios prevê sistema de parcerias com iniciativa privada para atender a população
Segundo a proposta, os Correios terão exclusividade por, no máximo, cinco anos sobre as atividades de atendimento e distribuição de carta e cartão postal

O projeto de lei que abre caminho para a desestatização dos Correios permite que a iniciativa privada se alie na prestação dos serviços postais por meio de contratos de concessão comum ou patrocinada, fechados com o poder público.
No modelo patrocinado, existe uma contraprestação financeira do governo ao parceiro privado. Ou seja, os recursos que entram no negócio não dependem só da cobrança de tarifa. A proposta entregue nesta quarta-feira, 24, pelo Executivo ao Congresso quebra o monopólio dos Correios ao permitir que suas atividades sejam prestadas por empresas privadas.
O texto, divulgado pelo Planalto, estabelece que a União é obrigada a manter o serviço postal em todo o território, de modo contínuo e com modicidade de preço. Para isso, os serviços poderão ser prestados por empresa estatal - no caso, os Correios -, e por meio dos contratos de concessão - patrocinada ou não.
Correios exclusivo por 5 anos
"A União deverá garantir a prestação do serviço postal universal por meio de empresa estatal, desde que já existente na data de publicação desta Lei; ou celebração de contratos de concessão comum ou patrocinada. As modalidades previstas no caput poderão ser utilizadas de forma cumulativa", prevê o projeto.
O desenho criado pelo governo busca garantir que a cobertura realizada hoje pelos Correios não seja reduzida com as mudanças. Para isso, o operador que assumir atividades postais deverá cumprir com uma série de obrigações. Entre elas estão atender metas de universalização e qualidade, disponibilizar informação aos usuários sobre prazos de entrega, indenizações e preços, e prestar os serviços de forma ininterrupta, sem paralisações injustificadas, entre outros pontos.
Leia Também
As empresas vão responder a um órgão regulador, missão que será assumida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ela deverá ser alimentada com relatórios financeiros e indicadores de qualidade e eficiência pelos operadores, que devem divulgar com transparência os valores cobrados e descontos praticados em suas atividades. A exploração dos serviços pela iniciativa privada deve garantir, segundo o projeto, a diversidade de serviços, o incremento de sua oferta e qualidade, a competição livre e respeito ao direito dos usuários, por exemplo.
Segundo a proposta, os Correios terão exclusividade por no máximo cinco anos sobre as atividades de atendimento e distribuição de carta e cartão postal, de correspondência agrupada, além do serviço público de telegrama. Essa condição ainda pode ser restringida por ato do Executivo. Além disso, o governo fica autorizado a repassar esses serviços à iniciativa privada por concessão em caráter de exclusividade, inclusive segregada por região, com o fim de garantir a prestação do serviço universal.
O Estadão/Broadcast antecipou em entrevista publicada em outubro com a secretária do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), Martha Seillier, as premissas do projeto. Na ocasião, a secretária citou a possibilidade de a abertura dos Correios contar com divisões de concessão por região.
Ao fim, a proposta pretende abrir um cardápio de opções para o futuro dos serviços postais, sem cravar desde já o que será escolhido pelo governo. O martelo só será batido após a conclusão dos estudos econômicos e setoriais, como o que é tocado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Futuro da estatal
O projeto de lei autoriza o governo a promover a transformação dos Correios em uma sociedade de economia mista. Hoje a estatal é uma empresa pública, 100% nas mãos da União. Com essa alteração, o Executivo poderá desenhar qual será a estrutura futura dos Correios. Segundo o Ministério das Comunicações, entre as possibilidades estão a venda direta, a venda do controle majoritário ou de apenas parte da empresa, por exemplo.
Para avançar nisso, a proposta precisa ser aprovada pelo Congresso. Assim, o governo poderá incluir os Correios no Programa Nacional de Desestatização (PND), já com a proposta de modelagem para a desestatização.
Objetivos
Na visão do governo, a aprovação do projeto vai reverter em aumento da qualidade dos serviços postais, garantia de um atendimento universalizado, ampliação dos investimentos privados no setor, além de facultar a privatização da empresa.
Para o Executivo, a necessidade de a iniciativa privada entrar na área se justifica pela rápida transformação digital do setor, que demanda elevados investimentos para que a empresa permaneça competitiva e melhore a qualidade dos serviços. Para o governo, no entanto, por ser uma empresa pública, a estatal não conta com o dinamismo que o setor precisa atualmente, muito menos tem a União capacidade fiscal para suportar os investimentos por meio de aportes.
Essas dificuldades, aliadas ao alto nível de comprometimento das receitas dos Correios com despesas correntes, podem levar a empresa a uma situação de dependência de recursos do Tesouro Nacional, afirmam técnicos, algo que a equipe econômica busca evitar com o projeto.
EFEITO DO RECESSO
Mega-Sena acumula pelo 8º sorteio seguido e prêmio vai a R$ 85 milhões enquanto Lotofácil da Independência se aproxima
11 de setembro de 2026 - 6:2730 ANOS DA LEI
Inquilino inadimplente não quer sair? Arbitragem pode poupar R$ 3,2 bi aos donos de imóveis e aliviar preços dos aluguéis; veja quando vale usar
11 de setembro de 2026 - 6:04TOUROS E URSOS
O futuro da Selic: O que está impedindo a queda dos juros no Brasil? Uma entrevista com Roberto Padovani, do Banco BV
10 de setembro de 2026 - 18:09AGÊNCIAS FECHADAS
Greve na Caixa: como ficam o Bolsa Família, o Pé-de-Meia, o Gás do Povo e os benefícios do INSS durante a paralisação dos bancários
10 de setembro de 2026 - 13:57AJUDA PARA O BOLÃO DA FIRMA
Quem vai acertar os números da Lotofácil da Independência? Confira os palpites do ChatGPT, do Claude, do Gemini, do Copilot e da DeepSeek
10 de setembro de 2026 - 13:26PESSOAL OU COLETIVO
Em briga de morador e síndico não se mete a colher? Entenda quando o conflito pode sobrar para o condomínio
10 de setembro de 2026 - 12:35BENEFÍCIOS SOCIAIS
Gás do Povo libera hoje botijão grátis; veja quem recebe a recarga em setembro
10 de setembro de 2026 - 9:01BRILHOU SOZINHA
Apostador do interior do Brasil fatura R$ 4,6 milhões na Lotomania 2973 em noite de recesso da Lotofácil e repetição improvável na Dia de Sorte
10 de setembro de 2026 - 7:01CONTRA O PETRÓLEO CARO
Gasolina mais barata? Governo detalha pacote de R$ 7 bilhões para conter preços dos combustíveis
9 de setembro de 2026 - 19:15PREVISÃO DO TEMPO
Nova frente fria vem aí: o que causou o novo alerta de temporais em São Paulo a partir de hoje
9 de setembro de 2026 - 16:02EXISTÊNCIA E SUAVIDADE
OpenAI anuncia solução de problema matemático de US$ 1 milhão e acaba com a brincadeira
9 de setembro de 2026 - 15:04NA MIRA DA XERIFE
Daniel Vorcaro é condenado por fraude e terá que pagar R$ 20 milhões em multa — mas não pelo motivo que você pensa
9 de setembro de 2026 - 11:50MARCO LEGAL
Trabalhadores informais vão conseguir se aposentar? Projeto em discussão no Congresso abre caminho
9 de setembro de 2026 - 10:10BOLAS NA TRAVE
Às vésperas da Lotofácil da Independência, Mega-Sena 3055 acumula e +Milionária 388 pode pagar R$ 92 milhões hoje
9 de setembro de 2026 - 6:49PRÊMIOS MILIONÁRIOS
Quem (ainda) não tem Lotofácil da Independência caça com Mega-Sena e +Milionária; veja os maiores prêmios das loterias da Caixa nesta semana
8 de setembro de 2026 - 7:05ANOTE NO CALENDÁRIO
Triste pelo fim da folga? Veja quais serão os próximos feriados e pontos facultativos de 2026
8 de setembro de 2026 - 6:42ELEIÇÕES 2026
Desfile em Brasília, ida à igreja e Moraes chamado de ‘bandido’: o 7 de Setembro dos candidatos à presidência
7 de setembro de 2026 - 14:18Conteúdo Empiricus
É hora de abandonar os FIIs? Analista aponta oportunidade no setor e recomenda 7 fundos imobiliários para comprar agora
7 de setembro de 2026 - 9:00ANOTE NO CALENDÁRIO:
Inflação domina semana com feriado: agenda econômica tem IPCA, CPI nos EUA e decisão de juros do BCE; veja os destaques
6 de setembro de 2026 - 16:33Conteúdo Empiricus