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2021-01-14T17:33:14-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
haja coração e estômago

Andando na montanha-russa: bitcoin avança mais de 12%

Após queda de mais de 12% no começo da semana, criptomoeda sobe em meio a notícias de novo pacote de estímulos nos EUA

14 de janeiro de 2021
12:49 - atualizado às 17:33
bitcoin montanha russa
Imagem: Shuttertstock

Investir em bitcoin é que nem andar em uma montanha-russa: às vezes você será jogado lá para cima, outras vezes vai ter que encarar uma queda brusca de dar frio na barriga e até enjoo.

Na semana passada, a principal criptomoeda atingiu a marca de US$ 40 mil. Na segunda-feira (11), ela passou por correção e recuou mais de 12%.

Já nesta quinta-feira (14) ela estende o movimento de alta visto nos últimos dois dias. Por volta das 13h, o bitcoin subia 12,44%, a US$ 39.530,80.

O que explica o movimento de hoje?

A alta de hoje pode ser colocada na conta do próximo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Ele pretende anunciar hoje um novo pacote de estímulos para a economia, que quer aprovar quando assumir o cargo em 20 de janeiro.

Citando assessores do democrata, a rede de televisão americana CNN informou que o projeto pode alcançar US$ 2 trilhões.

Criptomoedas tendem a valorizar toda vez que as principais economias do mundo anunciam medidas que resultam em injeção de liquidez. Por terem uma quantidade limitada no mercado, as moedas digitais não se desvalorizam que nem outros ativos em situações como estas, como o dólar.

No caso do bitcoin, o ritmo de emissão foi cortado pela metade, ficando ainda mais escasso na "natureza", em um evento programado batizado de Halving, em 2019.

Perspectivas para 2021

Depois de alcançar US$ 3 mil em março, no auge da pandemia de covid-19 pelo mundo, o bitcoin fechou 2020 com forte valorização – de 400% em reais, sendo o melhor investimento do ano passado. E a criptomoeda começou o ano já batendo recordes.

Neste momento de euforia, muitos investidores seguem o “cheiro” irresistível da rentabilidade e vão atrás de uma fatia desse bolo. Acontece que muitos dão de cara com a alta volatilidade da classe e são pegos de surpresa por perdas que, no curtíssimo prazo, são tão grandes quanto os ganhos “prometidos”.

Na série de reportagens “Onde investir em 2021”, conversamos com diversos analistas que acreditam que 2021 pode ser ainda um ano de retornos elevados com criptomoedas. Mas é bom deixar claro que nenhum deles endossa que essa seja uma classe de investimentos para ganhar dinheiro no curto prazo.  

As perspectivas promissoras para 2021 e para os próximos anos levam em conta o longo prazo, não a alta alucinante dos últimos meses.

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