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A ideia é tentar oferecer a maior variedade de serviços e evitar as oscilações, típicas e comuns no mundo das criptomoedas
Não é novidade que as grandes instituições financeiras tiveram que aceitar os criptoativos. Por pressão dos clientes, Goldman Sachs, JP Morgan e Morgan Stanley tiveram que adicionar bitcoins em suas carteiras para se adequar aos novos tempos.
Em uma nova investida nos criptoativos, o Goldman Sachs lançou um novo investimento em derivativos de bitcoin. Dessa forma, a instituição financeira visa proteger seus clientes da alta volatilidade do mercado de criptomoedas.
A ideia é comprar e vender índices futuros de bitcoin utilizando a Cumberland DRW, plataforma especializada em criptoativos, como seu parceiro comercial.
“A demanda institucional continua a crescer significativamente neste espaço, e poder trabalhar com parceiros como a Cumberland nos ajudará a expandir nossas capacidades”, disse Max Minton, chefe de ativos digitais da Goldman na Ásia-Pacífico.
De acordo com Minton, a ideia é abrir uma nova frente de negociação no crescente mercado de criptomoedas.
Uma das fontes internas do Goldman Sachs informou que a instituição também pode passar a oferecer fundos de hedge negociados em bolsa baseadas no bitcoin ou acesso ao Grayscale, maior fundo de investimentos em criptomoedas do mundo. As informações foram dadas em primeira mão pela Bloomberg.
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E o grupo Citi também não quer ficar para trás na corrida pelo ouro digital. O conglomerado de serviços bancários afirmou que está analisando um projeto para oferecer aos clientes negociação, custódia e financiamento por meio de criptoativos.
O presidente global de câmbio estrangeiro do Citi, Itay Tuchman, disse, por meio de um informe ao Financial Times publicado nesta sexta-feira (7), que viu um aumento considerável no interesse dos clientes por bitcoin.
"Na nossa visão, existem diferentes opções e estamos considerando onde podemos atender melhor aos clientes. Isso não vai ser um esforço de prop-trading", disse Tuchman.
O proprietary trading é uma forma de negociação na qual os bancos investem recursos próprios. Isso deve mostrar aos investidores que, apesar de entrar na onda das criptomoedas, a instituição financeira mantém o pé atrás.
O mundo dos criptoativos é muito recente e ainda é muito influenciado pelo noticiário. Dessa forma, as oscilações na casa dos dois dígitos são comuns, o que pode gerar desconforto entre os investidores. Quem pretende investir diretamente em criptomoedas deve estar atento para ter uma carteira equilibrada e estar ciente dos riscos.
Em março, o Citi havia publicado um relatório dizendo que o bitcoin poderia se tornar "uma moeda de comércio internacional" à medida que evoluísse.
"As percepções sobre o que torna o bitcoin importante continuam a evoluir e criar novas oportunidades, ao mesmo tempo em que aumentam sua percepção de se tornar mais popular", afirmou o banco na época.
O bitcoin está com um avanço tímido esta semana. Nos últimos sete dias, a principal criptomoeda do mercado registrou alta de 1,02%, cotada a US$ 57.212,20. Hoje, o preço avança 0,19%, mas o bitcoin já registrou alta acumulada no ano de mais de 90%.
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