2021-05-28T06:52:07-03:00
Estadão Conteúdo
Carta de intenções

Expectativa do BNDES é mandar proposta de edital dos Correios ainda no 2º semestre

Plano do banco de fomento é levar empresa a leilão em janeiro ou fevereiro de 2022, mas novo marco regulatório ainda precisa ser aprovado

28 de maio de 2021
6:52
Caminhões dos Correios
Imagem: Correios

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reafirmou nesta quinta-feira, 27, a meta de publicar o edital para a privatização dos Correios até o fim deste ano, para levar a estatal a leilão em janeiro ou fevereiro de 2022.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente

Mas o banco alertou que a "fase 3" dos estudos sobre a operação, prevista para começar após setembro, depende da aprovação do Projeto de Lei 591/21, o "novo marco regulatório do setor postal brasileiro". Até setembro, a previsão é definir um valor mínimo para a venda da estatal.

Em nota, o banco de fomento destacou que o PL "teve regime de urgência aprovado pelo Plenário da Câmara Federal", o que "permite acelerar a análise do texto", mas "ainda não há definição sobre a data de votação do mérito do projeto".

Na tarde desta quinta-feira, houve uma reunião entre o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, os ministros Fábio Faria (das Comunicações) e Paulo Guedes (da Economia), e representantes das empresas responsáveis pelos estudos sobre a privatização dos Correios.

Mesmo sem uma definição sobre a data de votação do PL que cria o novo marco regulatório do setor postal, o BNDES informou que a "expectativa é que a proposta de edital seja encaminhada para a análise do Tribunal de Contas da União (TCU) ainda no segundo semestre", como já haviam sinalizados diretores do banco de fomento recentemente.

"Após o crivo do TCU, o edital será publicado, com o leilão podendo ocorrer em janeiro ou fevereiro de 2022", diz a nota, que ressalta uma declaração de Montezano: "Os próximos meses até o fim do ano serão de estudos e debates intensos".

Em abril, os Correios foram incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND), o que marcou a "fase 2" do processo de desestatização.

Há duas semanas, o BNDES já havia comunicado a seleção do consórcio formado pela consultoria KPMG e pelo escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados para realizar estudos e fazer uma "due diligence", levantamento contábil, jurídico e financeiro para avaliar condições e riscos dos Correios.

Segundo o BNDES, o trabalho de estruturação da privatização começou em agosto passado e passou pela contratação de outro consórcio, formado pela consultoria Accenture e o escritório Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados, que seguirá trabalhando na atual "fase 2", com "conclusão prevista para setembro de 2021".

Os trabalhos nessa fase englobam as "análises necessárias para definir o valor mínimo da companhia para fins de uma operação de alienação", diz a nota.

Segundo o BNDES, até aqui, os estudos apontam que uma "desestatização unificada", com a "alienação de controle acionário" dos Correios, "gera mais valor para o acionista e para a sociedade".

Além disso, a venda unificada do controle da estatal permitiria "a manutenção do serviço postal universal, com qualidade e preços justos para todos os usuários dos Correios".

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente
Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

RAIO-X DO ORÇAMENTO

Fundo eleitoral, emendas do relator e reajuste dos servidores: 3 pontos do Orçamento para 2022 que mexem com a bolsa esta semana

Entre emendas parlamentares superavitárias e reajuste dos policiais federais, o Orçamento deve ser publicado no Diário Oficial na segunda-feira (24)

PEC DOS COMBUSTÍVEIS

Tesouro pode perder até R$ 240 bilhões com PEC dos Combustíveis e inflação pode ir para 1% — mas gasolina ficará só R$ 0,20 mais barata; confira análise

Se todos os estados aderirem à desoneração, a perda seria de cifras bilionárias aos cofres públicos, de acordo com a XP Investimentos

Seu Dinheiro no Sábado

E a bolsa ainda pulsa: os grandões do Ibovespa brilham e puxam o índice — mas e as demais empresas?

Além do ciclo aquecido das commodities e da entrada de recursos estrangeiros, também vale lembrar o desconto nos ativos domésticos

BITCOIN (BTC) HOJE

Bitcoin (BTC) aprofunda queda da semana e é negociado aos US$ 35 mil hoje pela primeira vez em seis meses; criptomoeda já caiu 17% em sete dias

Especialista dá dicas de como sobreviver ao momento de “sangria” do mercado de criptomoedas — e o que não fazer no desespero

Dê o play!

A bolsa ainda pulsa, mas será um último suspiro? O podcast Touros e Ursos discute o cenário para o Ibovespa

No programa desta semana, a equipe do Seu Dinheiro discute o cenário para o Ibovespa e os motivos que fazem a bolsa brasileira subir