O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Além da pandemia e da falta de chips, o executivo vê com preocupação o movimento inflacionário das commodities usadas pelo setor
Presidente do maior grupo automotivo da América Latina, Antonio Filosa diz que o País precisa planejar a retomada do desenvolvimento econômico para desenhar o Brasil do pós-pandemia.
Para ele, o maior desafio será a recuperação de empregos. "Isto só será possível a partir do fortalecimento da indústria e do setor de serviços".
Além da pandemia e da falta de chips que tem paralisado fábricas, o executivo vê com preocupação o movimento inflacionário, em especial das commodities usadas pelo setor.
Em janeiro, Filosa, de 48 anos, assumiu o comando da Stellantis (reúne Fiat, Chrysler/Jeep, Peugeot e Citroën). O grupo detém 30% das vendas de automóveis no País e 23% na América Latina.
Como o sr. avalia a alta de 1,2% do PIB no 1º trimestre?
O dado reflete uma condição típica do Brasil, que tem grande capacidade de se recuperar. É um país jovem e altamente produtivo em vários setores como mineração, agricultura, pecuária, indústria e serviços.
Leia Também
À medida que a vacinação aumentar, a economia vai voltar até em patamares maiores do que os analistas esperavam. Isso vai gerar uma dinâmica de mais emprego e consumo, mas com alguns riscos, por exemplo associados à inflação.
O que precisa para que o crescimento seja consistente?
Ainda vamos ter um ciclo de grande demanda de commodities e isso vai beneficiar o crescimento econômico. Internamente, a vacinação precisa aumentar.
Precisamos também que as instituições elaborem um programa de competitividade da indústria e de previsibilidade do ambiente econômico, que passa pelas reformas tributária e administrativa.
Como vê a política econômica?
Vivemos um momento excepcional, marcado por uma pandemia que afetou duramente a saúde pública, a economia, a mobilidade e a vida das pessoas.
Precisamos continuar a administrar a pandemia, com todos os cuidados e protocolos que sua gravidade exige, mas é importante olhar para o futuro e planejar a retomada do desenvolvimento econômico para desenhar o Brasil que pretendemos ser no pós-pandemia.
Quais os desafios para isso?
O maior de todos é criar mais de 14 milhões de vagas para eliminar a alta taxa de desemprego. Isto só será possível a partir do fortalecimento da indústria e do setor de serviços, uma vez que o setor primário, apesar da importância e excelência do agronegócio e da mineração, não será capaz de abrir tais postos ou alavancar as cadeias produtivas retraídas.
O desenvolvimento industrial deve ser baseado em inovação e aporte tecnológico e apoiado por investimentos em infraestrutura para reduzir os gaps competitivos frente aos competidores internacionais.
As reformas, principalmente a tributária, têm papel estratégico de orientar o desenvolvimento do setor produtivo.
Um claro modelo de desenvolvimento somado à segurança jurídica e previsibilidade tem poder de atrair investimentos e apontar o caminho do desenvolvimento sustentável.
A CPI da pandemia pode atrasar ações da empresa no País?
O Brasil sempre foi estrategicamente importante para nós, no Brasil e na América Latina. Nossa indústria é relacionada a ciclos de investimento de longo prazo, e sempre observamos o desenvolvimento do mercado a longo prazo. Mas é claro que qualquer movimento de maior volatilidade política ou social cria apreensão.
A inflação preocupa o setor?
A inflação de materiais diretos é uma preocupação, pois afeta a eficiência e competitividade e consome energia enorme ao exigir que equipes maiores se dediquem a negociar preços com fornecedores e a buscar alternativas para mitigar o impacto sobre os custos.
A inflação é severa para todas as commodities que o setor usa como aço, resinas e alumínio - algumas subiram até 120% em relação a dois anos atrás.
Trabalhamos em produtividade, na otimização de processos e cortamos custos o máximo possível. Mas, assim como as commodities estarão inflacionadas, o mercado de carros será inflacionado.
Isso já é visível e continuará pois também tem a inflação do câmbio. Infelizmente teremos uma oferta mais inflacionada do que gostaríamos.
Os automóveis estão caros, e só há lançamentos de modelos mais premium, enquanto os mais baratos saem de linha...
A mudança da oferta depende do que o mercado quer. Vemos que o consumidor quer mais SUVs e picapes, e tudo isso é custo pois tem mais tecnologia. Também tem o fator regulatório e a estrutura de custos em geral, incluindo a inflação.
Não vai mais ter 'carro popular'?
O aço é mais caro independente se vai no carro popular ou no premium. A definição de popular em si muda - antes era o modelo que custava R$ 30 mil, agora é o de R$ 50 mil.
O apetite das montadoras em desenvolver carros populares, com menor rentabilidade, diminui frente à inflação dos materiais. Temos dois veículos de entrada, Uno e Mobi, e continuaremos pelo menos com um modelo nessa faixa.
Mas, assim como todas as empresas, estamos investindo muito em SUVs, em tecnologias. O mercado muda porque a demanda muda, porque a regulação muda e porque a estrutura de custos e de rentabilidade mudam.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Executivos do Master e do BRB, empresários e ex-dirigentes prestam depoimento à Polícia Federal nesta semana. O que está em jogo?
A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho
Avanço da inteligência artificial eleva investimentos e pressiona debate sobre governança, riscos sistêmicos e atuação do Banco Central
Fundo imobiliário negocia com 15% de desconto e pode se beneficiar da retomada dos FIIs de tijolo
25 de janeiro de 1995 por pouco não impediu que o Brasil fosse pentacampeão mundial de futebol, entre outros acontecimentos das últimas três décadas
Em depoimento à PF, controlador diz que o banco sempre operou ancorado no FGC, com ciência do BC, e que a crise de liquidez começou “quando a regra do jogo mudou”
Academias de alto padrão e loterias da Caixa Econômica foram destaque no Seu Dinheiro, mas outros assuntos dividiram a atenção dos leitores; veja as matérias mais lidas dos últimos dias
O “projeto Almere Oosterwold”, nos arredores de Amsterdã, busca uma alternativa ao planejamento urbano tradicional
Segundo a imprensa, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e enfrentava um câncer havia alguns anos
Segundo o cofundador do Linkedin, a maioria dos super-ricos já possui alguma espécie de ‘seguro contra apocalipse’
Data de 25 de janeiro marca os 472 anos da capital, mas feriado municipal no domingo não garante descanso extra para todos os trabalhadores
Propostas iniciais do leilão da Receita Federal começam em R$ 20. O maior valor é de R$ 256 mil.
Ações da Toto subiram 11% na OTC Markets na quinta-feira (22) com aumento de receita com componente de chips
São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro na sede do fundo e também contra gestores
A partir de agora, o conselho de administração do FGC poderá propor aumento ou redução das contribuições das instituições associadas quando julgar necessário
Proposta do projeto é colocar o castelo como espaço de permanência com experiências culturais em um único lugar
Lotofácil não foi a única loteria a pagar prêmio de sete dígitos na quinta-feira. Dia de Sorte também fez novos milionários. Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 63 milhões.
Especulações cresceram após troca na equipe jurídica de Vorcaro; veja o que diz a defesa do banqueiro
Os ganhadores do concurso 3593 da Lotofácil efetuaram suas apostas em casas lotéricas estabelecidas praticamente na beira do mar
Mesmo com um ciclo de corte de juros, Frederico Catalan, membro do time de gestão do Opportunity Income, e Laís Costa, analista da Empiricus Research, avaliam que a renda fixa não vai perder o brilho neste ano