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Paulo Guedes defende atuação do Ministério da Economia durante a crise da COVID; entenda

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta sexta-feira que os últimos dois anos foram os mais difíceis que a economia já enfrentou, mas argumentou que o Brasil já está de pé após a recuperação de 2021.
Ele enfatizou que a economia e o emprego já voltaram para o patamar pré-pandemia.
"Em 2020, doença se ergueu sobre o País, havia temor de fome, depressão, além das mortes. Em 2020, a doença estava forte e o Brasil tombou; em 2021, País se reergueu, doença tombou" afirmou o ministro, em coletiva de fim de ano.
O ministério só permitiu cinco perguntas dos jornalistas.
Guedes citou as medidas tomadas durante a pandemia no ano passado, mas disse que seus efeitos foram mais sentidos em 2021. "Isso tudo deu frutos neste ano, quando a economia se reergueu. A síntese de 2021 é que as previsões de que o Brasil iria dar errado falharam, a economia realmente voltou em V e cresceu 5% neste ano", repetiu.
O ministro da Economia disse que o governo colocou o Brasil de pé, apesar de reconhecer que a população está mais pobre por causa da inflação.
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"Alguns vão dizer que o Brasil está mais pobre. Sim, guerras empobrecem. O mundo todo ficou mais pobre. Inflação também está alta na Alemanha, Estados Unidos e China. É culpa do governo Bolsonaro? Falam que governo A ou B perderam menos empregos, mas algum outro governo enfrentou a covid? Então não podemos comparar", afirmou.
Ele argumentou que as políticas econômicas em todas as dimensões estão dando resultado, e destacou que a arrecadação está crescendo mês a mês.
"Falam que é por causa da inflação: mentira. Porque estamos batendo recordes em termos reais (já descontada a inflação), alegou. Quando tem um pouco mais de inflação também tem mais crescimento do PIB", elencou.
"Criamos 3 milhões de empregos desde o fundo do poço", repetiu.
Segundo ele, economia está como estava no dia em que a pandemia da covid-19 chegou ao País.
Apertando os cintos
O ministro da Economia enfatizou ainda que o governo vai manter o compromisso de consolidação fiscal. Segundo ele, tanto a União quanto os Estados e municípios estão hoje em uma situação fiscal melhor do que estavam antes da pandemia.
"Os gastos saíram de 19,5% do PIB em 2019, foram a 26% do PIB com pandemia em 2020 e vão voltar a 19,5% do PIB. Nós honramos em 2020 e 2021 o nosso compromisso com as futuras gerações. A guerra foi enfrentada, não faltaram recursos, e agora gastos voltam a patamar anterior", afirmou Guedes.
"Todos Estados e municípios melhoraram gestões ou houve um pacto federativo funcionando?", acrescentou.
Ele voltou a criticar as projeções de mercado que apontavam para uma dívida bruta em 100% do PIB quando o resultado neste ano ficará em 80% do PIB.
Guedes repetiu que o déficit primário irá voltar a 1% do PIB depois de chegar a 10% do PIB no ano passado. "Com as campanhas sendo postas, começamos a ver todos os economistas que estavam militando antes", ironizou.
Papo furado
O ministro da Economia disse ainda que críticas ao governo sobre populismo e irresponsabilidade fiscal são "Fake News".
Ele voltou a citar a redução do déficit primário para argumentar que nenhum país fez um ajuste fiscal tão robusto quanto o brasileiro.
"À exceção de Cingapura, nenhum país fez uma ajuste fiscal tão robusto como o brasileiro. Foi nosso compromisso de que o dinheiro da saúde não iria viria aumento de salário", afirmou Guedes.
Ele voltou a usar a coletiva de balanço de 2021 para citar ações e medidas tomadas pelo governo em 2020.
"É verdade que nós nos endividamos um pouco mais, mas os Estados e municípios melhoraram seus resultados. Onze Estados que estavam no vermelho voltaram para o azul. Não deixamos os governos regionais entrarem em colapso por falta de recursos", afirmou.
Lembrou também que o compromisso da pandemia de não reajustar salários acaba em 31 de dezembro.
Escalada dos preços
Embora o Banco Central já fale de um processo inflacionário mais persistente, o ministro da Economia, Paulo Guedes repetiu que a avaliação de que inflação é temporária.
"Proporcionalmente, a inflação americana e a europeia subiu mais que a nossa", argumentou. "Teve inflação no mundo inteiro. Em todo o mundo, salários, aposentadorias e aluguéis perderam poder de compra e os governos mantiveram programas sociais. Mas as cadeias produtivas se desarticularam, e esse choque de oferta adverso tirou renda, emprego e trouxe inflação no mundo inteiro", completou.
Mais uma vez, Guedes disse que o governo "despolitizou a moeda" ao aprovar a lei de independência do Banco Central.
"Essa foi a primeira entrega deste ano", classificou. "Se é verdade que a inflação subiu, a culpa é nossa ou da covid? Fizemos o BC independente", respondeu.
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