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James Bullard enfatizou que a retirada começará apenas quando a instituição tiver registrado um avanço "substancial" em direção a suas "métricas".

O presidente do Federal Reserve de Dallas, Robert Kaplan, defendeu, nesta segunda-feira (21), que é melhor que o banco central norte-americano reduza estímulos "mais cedo que mais tarde".
Durante participação em evento virtual do Fórum Oficial das Instituições Monetárias e Financeiras (OMFIF), o dirigente afirmou que a principal questão agora é o momento ideal para o início no ajuste nas compras de bônus ("tapering”).
Porém, segundo o presidente da distrital de St. Louis, James Bullard, as autoridades monetárias "estão apenas no início" do processo de discussão. Presente no mesmo evento, Bullard reforçou que "levará algum tempo" até esse processo ser estabelecido e colocado em andamento.
Além disso, o dirigente declarou que, diante das incertezas econômicas, isso não será feito "no piloto automático".
Kaplan advertiu que, caso o início da redução nas compras demore muito e desequilíbrios sejam criados, poderia ser preciso adotar medidas "que não gostaria", mais agudas.
Apesar do alerta, contudo, o presidente do Federal Reserve de Dallas demonstrou otimismo com a economia dos EUA, estimando crescimento de "aproximadamente 6,5%" neste ano.
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Segundo Kaplan, a taxa de desemprego deve chegar ao fim deste ano em "4,5%, 4%". O dirigente prevê que a retomada do trabalho ganhará ainda mais força, mas ressaltou que houve um movimento mais acelerado de fusões entre empresas, bem como de antecipação de aposentadorias - neste último caso, notou que será preciso ver se parte disso será revertida adiante.
O presidente do Federal Reserve de St. Louis, concordou que houve "grande melhora" na perspectiva dos EUA, com uma posição mais forte na retomada. Mas enfatizou que a retirada dos estímulos começará apenas quando a instituição tiver registrado um avanço "substancial" em direção a suas "métricas".
Bullard afirmou que a economia dos Estados Unidos está passando por um "boom". Porém, disse também que o período é de "elevada volatilidade" e há riscos de alta maior do que o previsto para a inflação no país.
O dirigente disse haver evidências de um mercado de trabalho "apertado", com empregadores tentando recrutar funcionários com ofertas de bônus e maior flexibilidade, e previu "forte melhora" no mercado de trabalho nos próximos meses, conforme a reabertura avança.
Para ele, é importante saber quanto tempo a inflação mais elevada levará para se dissipar. Caso se comporte como o atualmente previsto, ela seria consistente com a meta flexível atual do Fed, destacou.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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