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O dia pode ter começado no azul e com cara de recuperação, mas a sessão desta quarta-feira (17) esteve mais uma vez envolta de um grande nevoeiro. Guiar nessas condições não é nada fácil e o Ibovespa acabou trombando com o seu menor nível desde 12 de novembro de 2020 – aos 102.948 pontos, um recuo de 1,39%.
O humor do mercado foi afetado pelo desempenho negativo das bolsas americanas e pela queda expressiva do petróleo, mas nossos velhos conhecidos problemas domésticos é que fizeram o principal índice da B3 ter um desempenho tão amargo. Esse foi o terceiro pregão consecutivo de queda, aproximando o Ibovespa dos 100 mil pontos.
Neste momento, parece difícil imaginar um cenário em que a PEC dos Precatórios não precise retornar à Câmara caso seja aprovada no Senado. Com a base de apoio apertada, as mudanças no texto fazem parte da negociação e adicionam uma etapa extra de preocupação para os investidores, que veem a proximidade do ano eleitoral como um entrave para que as reformas importantes prossigam.
O texto que viabiliza a criação do Auxílio Brasil está longe de ser a saída predileta do mercado, mas é a única alternativa na mesa que pode trazer alguma previsibilidade para o cenário fiscal e evitaria um “cheque em branco” para o governo federal.
Outra preocupação é o reajuste aos servidores públicos prometido pelo presidente Jair Bolsonaro. O relator da PEC no Senado negou que o aumento virá do espaço aberto no Orçamento pela reacomodação do teto de gastos, mas o tema gera desconforto e traz mais incertezas.
Tudo isso acontece diante de perspectivas econômicas cada vez piores. Logo pela manhã, a Secretaria de Política Econômica (SPE) revisou para baixo as projeções do governo para os próximos anos, confirmando os temores do mercado.
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Com esse cenário, o dólar à vista teve um dia de grande instabilidade, mas se firmou em alta moderada e encerrou o pregão com um avanço de 0,45%, a R$ 5,5242. O mercado de juros futuros também foi pressionado.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
MAQUININHA ENGUIÇADA
Decepção na Stone (STNE): ações desabam 30% nos EUA após trimestre fraco; queda no ano é de quase 75%. A empresa de meios de pagamentos reportou uma baixa de mais de 50% no lucro líquido, ficando bastante abaixo das projeções dos analistas.
MERCADO CRIPTO
Novo ‘crash’ das criptomoedas? Entenda por que o Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e outras moedas digitais recuaram hoje. A queda tem a ver com políticas dos EUA; dados da blockchain do bitcoin apontam o efeito que essa recente desvalorização pode ter no mercado.
RADIOCASH
Como encontrar negócios promissores? Líder do SoftBank na América Latina revela ‘modus operandi’ do conglomerado japonês na região. A frente dos investimentos do conglomerado japonês por aqui, Alex Szapiro explica como funciona o processo de análise de empresas executado pelo grupo.
EM RECUPERAÇÃO
Um ano e meio depois, shoppings finalmente superam os níveis de vendas pré-pandemia. Avanço da vacinação e fim das restrições para os centros de compras foram fundamentais para melhora da situação.
RUÍDOS DE BRASÍLIA
Projeções para a economia são revisadas para pior; falas de Bolsonaro desagradam senadores que negociam PEC dos Precatórios. A proposta pode abrir espaço no Orçamento para 2022, mas o risco fiscal gerado pelos debates fez o governo reajustar suas estimativas.
Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta
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