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O mercado já trabalhava amplamente com a visão do verdadeiro normal. Mas os mercados globais voltaram a entrar em pânico com a covid-19
Caro leitor,
A pandemia de covid-19 ainda não acabou. E parecia que os mercados financeiros globais haviam se esquecido disso. A eficácia das vacinas e o avanço da imunização no mundo fizeram surgir uma luz no fim do túnel, e os investidores já precificavam o retorno à vida normal, com reabertura econômica, demanda aquecida, inflação e juros mais altos.
Em outras palavras, o mercado já trabalhava amplamente com a visão do verdadeiro normal. Não o “novo normal”, expressão odiosa para se referir a esse horror pós-pandêmico que ainda estamos vivendo e que é tudo, menos normal.
Pois ontem os mercados globais voltaram a entrar em pânico por conta de uma nova variante do coronavírus identificada na África do Sul. Com muitas mutações em relação às variantes já conhecidas, a ômicron, como foi batizada, está preocupando as autoridades de saúde e já levou uma série de países a restringirem a entrada de viajantes internacionais.
Mesmo antes da descoberta da variante ômicron, porém, o mercado já manifestava alguma cautela em relação ao aumento do número de casos de covid-19 na Europa, na Oceania e mesmo na China, que já havia levado os governos a decretarem novas quarentenas.
A verdade é que continuaremos a viver este inferno enquanto o mundo não tiver uma ampla cobertura vacinal. As novas variantes tendem justamente a surgir em países com poucos vacinados, seja por dificuldade de acesso às vacinas, seja pelo tacanho discurso antivax.
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Assim, ironicamente, bem no dia da Black Friday os preços das ações e das commodities despencaram ao redor do mundo - e na bolsa brasileira não foi diferente.
Após uma sequência de altas em dias mais tranquilos, o Ibovespa acabou amargando uma forte queda de 3,93% na última sexta-feira, aos 102.224 pontos, terminando a semana com uma perda de 0,79%. Nesta matéria, a Jasmine Olga resume como foi o pregão de ontem e o que deu o tom dos mercados ao longo da semana.
E a ironia não parou por aí. Na última quinta-feira foi Dia de Ação de Graças, festa cristã dedicada a celebrar a gratidão. Muita gente deve ter agradecido pelo arrefecimento da pandemia e por ainda estar viva e saudável depois de tudo que se passou. Só para no dia seguinte aparecer mais uma bomba, daquelas que abalam a esperança de qualquer cristão.
Confira, a seguir, algumas das melhores reportagens publicadas pelo Seu Dinheiro na última semana:
Não, não estou falando de ações de empresas negociadas na bolsa brasileira. Estou falando das ações da dona da bolsa mesmo, a B3. Os papéis da companhia acumulam perda de quase 40% no ano, e é claro que o mau desempenho das ações brasileiras tem a ver com isso. Mas há outros motivos.
Nesta reportagem, que também traz um vídeo, o Victor Aguiar explica o que está acontecendo com as ações da B3, faz uma análise do negócio e aponta um caminho: hora de comprar ou vender?
Os carros elétricos são o futuro, mas ainda não “pegaram”, e um dos motivos sem dúvida é o preço salgado. Mas como é dirigir e manter um carro elétrico? Quanto custa? Dá para ter um Tesla no Brasil?
Publicamos, na última semana, duas reportagens respondendo a essas perguntas, assinadas pela Lucia Camargo Nunes. Na primeira, ela apresenta tudo que você precisa saber antes de comprar um carro elétrico; na segunda, quanto custam os veículos à venda hoje no Brasil - e como fazer para ter um Tesla.
Na segunda reportagem da nossa série sobre previdência privada, eu falei um pouco dos cinco principais erros que os desavisados cometem na hora de contratar um plano de previdência. Alguns deles podem matar completamente a vantagem do produto. Conheça-os para poder evitá-los.
Na última semana estreou a nova temporada do programa Seleção Empiricus, que conta com a participação de profissionais da casa de análise e convidados em conversas sobre o mercado. Mas, desta vez, o Seu Dinheiro também está no projeto. O repórter Victor Aguiar é quem comanda o programa, ao lado do analista João Piccioni.
No primeiro episódio, eles receberam Larissa Quaresma e Henrique Florentino, da Empiricus, para falar sobre o Ibovespa em baixa, inflação e suas ações preferidas no momento atual. Caso você tenha perdido a transmissão ao vivo, a gravação continua disponível aqui.
Um dos gigantes do mercado financeiro brasileiro que já estão mergulhando no universo das criptomoedas é a Kinea, gestora de fundos alternativos ligada ao Itaú. Em entrevista ao repórter Renan Sousa, na última semana, o analista de pesquisas quantitativas da casa, Rodrigo Zobaran, explicou por que o Ethereum, e não o bitcoin, é a grande aposta da Kinea no mercado cripto.
Uma dica: tem a ver com o metaverso e a tal da web 3.0. As criptomoedas do metaverso, aliás, vêm se destacando imensamente nesse momento de baixa do bitcoin. Enquanto a principal cripto do mundo sofria, teve cripto do metaverso subindo mais de 100%. Nesta matéria, o Renan apresenta cinco dos principais projetos.
Um bom fim de semana para você!
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