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Com o uso emergencial de duas vacinas contra o coronavírus aprovado no Brasil, ainda que com muito atraso em relação a outros países (incluindo emergentes), o brasileiro pode enfim vislumbrar a possibilidade de um retorno à vida normal.
Está certo que ainda vai demorar, e provavelmente veremos o resto do mundo voltar à normalidade, enquanto nós continuamos aqui, retardatários, de máscara na cara. Mas pelo menos agora tem uma luz no fim do túnel.
Vida normal significa poder circular mais livremente, o que está muito relacionado ao consumo. A vacinação vai possibilitar o aquecimento da economia e dispensar novos estímulos fiscais. Nossas contas públicas agradecem.
É claro que isso agrada ao mercado, que já estava ansioso pela famigerada “recuperação econômica” quando o coronavírus caiu como uma bomba no colo de todo mundo.
A aprovação da Anvisa de ontem, portanto, foi muito bem recebida na bolsa, mesmo em um dia de volume reduzido, por conta de um feriado nos Estados Unidos que deixou as bolsas americanas fechadas.
Mas, como eu já disse, ainda há um longo caminho pela frente. As incertezas acerca de como a vacinação vai ser de fato realizada e as trapalhadas logísticas preocupam, o que acabou levando o Ibovespa a perder o ímpeto na parte da tarde.
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Por outro lado, a China, que conteve o coronavírus rapidamente e ainda hoje se mantém supervigilante, divulgou crescimento acima do esperado no ano passado, o que contribuiu para impulsionar as ações de produtoras de commodities por aqui.
A Jasmine Olga conta todos os lances do dia nos mercados nesta matéria.
• As ações da OSX, empresa de logística portuária de Eike Batista, reagiram positivamente à notícia de que a companhia conseguiu chegar a um acordo com um de seus acionistas para encerrar o processo que impedia a convocação de assembleia geral extraordinária. Entenda o caso.
• O BTG Pactual e o Credit Suisse iniciaram a cobertura das ações da Rede D’Or, maior rede independente de hospitais privados do país. Em comum, os relatórios trazem boas perspectivas para a empresa e recomendações de compra dos papéis.
• Analistas da XP Investimentos estão otimistas com o desempenho das ações do setor de supermercados neste ano. Em relatório, eles elencaram três pontos que devem alavancar as empresas que atuam na área e elegeram uma ação favorita.
• A Economatica divulgou um levantamento com os fundos imobiliários mais rentáveis no longo prazo, analisando o retorno e a valorização dos componentes do IFIX nos últimos cinco anos. Veja os campeões.
• A Bemobi Mobile, um clube de assinaturas de aplicativos, pode levantar R$ 1,012 bilhão no seu IPO na B3. A estreia das ações da empresa será no dia 10 de fevereiro, sob o ticker BMOB3.
• A Gol enviou uma carta à Smiles cobrando agilidade na avaliação da sua proposta de incorporação, para garantir que ela seja analisada pelos acionistas de ambas até 17 de março. A aérea afirmou que o cronograma original da reorganização não será cumprido.
• As vendas no varejo brasileiro caíram 13,9% em 2020, descontada a inflação, em comparação com 2019, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). É o pior resultado desde 2014, quando o índice começou a ser calculado.
• A Petrobras anunciou um reajuste de 7,6% no preço médio do litro da gasolina vendida em suas refinarias, de R$ 1,84 para R$ 1,98. É o primeiro aumento do ano e acontece em um momento de críticas à política de preços da estatal.
• Seria o value investing mais clássico e ortodoxo, sobretudo aquele que procura valor nos ativos e resultados já existentes, condizente com um mundo de organizações exponenciais? Felipe Miranda discute o assunto na sua coluna de hoje e traz ainda uma questão que pode estar passando despercebida quando o tema é disrupção.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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