🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O que esperar da reabertura das economias e quais setores da bolsa devem se destacar

Com a retomada econômica, as três grandes teses que guiam os mercados atualmente devem continuar ganhando espaço nos próximos 12 meses

27 de abril de 2021
6:42 - atualizado às 17:21
Imagem: Shuttertstock

Confesso ter uma atração esquisita por assistir anualmente à cerimônia do Oscar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A edição de 2021 guardou várias surpresas, a começar pela estatueta de melhor ator, que foi para Anthony Hopkins. Não tem jeito, o galês é soberano quando se trata de atuação e, ainda que as críticas não esperassem a vitória do senhor de 83 anos, a pessoa mais velha a ganhar o prêmio, sua vitória foi incontestável.

Não foi surpresa, porém, o triunfo de Nomadland como melhor filme. O movimento da academia já era amplamente aguardado - por sinal, foi merecidíssimo. Curiosamente, em tempos de reabertura econômica e realocação da força de trabalho, o tema da obra nunca esteve tão próximo.

Para quem não viu, prometo não revelar nenhum spoiler.

Em linhas gerais, a história narra a trajetória de Fern, que depois de perder o emprego, ingressa em uma vida nômade. A ideia do filme é linda e foi brilhantemente executada tanto pela diretora, a chinesa Chloé Zhao, como pela atriz principal, Frances McDormand. Ambas, vale destacar, ganharam os prêmios em suas respectivas posições também.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja, estamos no final do primeiro mês do segundo trimestre de 2021, o ano da recuperação econômica mundial. Ao longo de 2020 assistimos muitas famílias tendo que passar pelo que Fern passou: o desemprego. Nos EUA, porém, houve grandes estímulos à economia, de modo a não permitir que o desfecho das famílias fosse uma realidade nômade. 

Leia Também

O mercado, por sua vez, parece ter adotado tal estilo, mudando sua temática constante, sem permanecer em um só tema por muito tempo.

Novas, velhas ideias

Em grande parte, podemos dividir o mercado hoje em três grandes teses:

  • crescimento, tecnologia e nova economia;
  • valor, de modo a capturar o que ficou para trás; e
  • reabertura, para surfar a onda de setores que se beneficiam de uma normalização econômica.

Desde o final do ano passado, vemos o mercado rodar por entre essas teses incessantemente, feito um nômade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Num dia, é para comprar tecnologia; afinal, esse é o grande vencedor de longo prazo. A tendência estrutural ainda é a estagnação secular. Logo, é preciso comprar a Nova Economia em detrimento da Velha.

Em um segundo momento, há uma possibilidade real de superaquecimento cíclico da economia norte-americana. Assim, é a hora dos bancos (financials em geral) e das commodities. De volta à Velha Economia!

Por fim, mas não menos importante, percebe-se que, na verdade, o que ficou barato mesmo foram os nomes de abertura doméstica, muito castigados na crise. Precisam subir as aéreas, os shoppings, o varejo físico e as educacionais.

A isso, minhas amigas e meus amigos, se dá o nome de rotação setorial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Excesso de liquidez

Hoje, contudo, o resultado é que temos um sistema financeiro crescido demais em relação à economia real. Seria necessário uma correção, mas o apetite de risco para um maior crescimento de capital está de volta ao normal; ou seja, altista. Isso é sustentável? A princípio, não. Entretanto, com taxa de juros tão baixa, não há uma alternativa.

Quando o sistema corrigirá? Provavelmente nos apertos monetários mais bruscos. Se estes não acontecerem, poderemos ter entrado em um novo paradigma para as finanças. Por ora, a equação oportunidades de construção de riqueza (crescimento) igual a cidadãos contentes (estabilidade social) parece manter o sistema de pé.

Atualmente, há bastante liquidez para elevar os preços das ações sem uma correção significativa. O M2 (agregado monetário composto por papel moeda e depósitos à vista) aumentou em US$ 4,2 trilhões sem precedentes até fevereiro.

Além disso, nos últimos 12 meses até fevereiro, a poupança pessoal totalizou um recorde de US$ 3,1 trilhões. Tudo o que ocorreu antes da terceira rodada de cheques de alívio nos EUA (US$ 1.400 por pessoa elegível) foi enviado pelo Tesouro a mais de 250 milhões de americanos desde meados de março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim sendo, entendo que as três ideias sigam ganhando espaço nos próximos 12 meses, com o devido destaque para a reabertura, com possibilidade de fortes ganhos nos cíclicos domésticos, varejo, shoppings, serviços e construção civil.

Claro, o ideal mesmo é combinar teses descontadas com reabertura, devendo tomar entre 50% a 75% do portfólio de ações, deixando os outros 25% a 50% para teses relacionadas à Nova Economia, o grande cabelo de longo prazo.

Note que minha ponderação se dá para o portfólio de ações, que não deve ser 100% de sua carteira de investimentos e deve sempre ser função em percentual de sua aceitação ao risco, a depender de seu perfil de investimentos.

Dessa forma, tudo isso, claro, deve ser feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Commodities em destaque

Os preços à vista das commodities aumentaram em 77%, em média durante os últimos 12 meses. Crucialmente, todos os mercados e setores estão em alta, o que é indicativo de um surto inflacionário de base ampla. Mesmo os retornos do ouro são positivos.

No coração do boom contínuo está a recuperação do setor cíclico de petróleo, especialmente o petróleo WTI (+ 351%) e Brent (+ 224%). Dois mercados menores, madeira e suínos magros, também puderam se desvincular do padrão de preço mais amplo e se recuperaram intensamente.

O resto da classe de ativos, como agricultura e metais, seguiu uma tendência mais comum, apoiada pela fraqueza do dólar americano (USD), intensificação do nacionalismo da segurança alimentar, interrupção do fornecimento de COVID-19 e recuperação da demanda suportada pela dívida.

Os próximos meses devem ser especiais para as empresas com fluxo de caixa relacionado às commodities. Captura reabertura da economia e teses de valor!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se você gostou deste insight, não pode deixar de ler mais na série "Palavra do Estrategista", best-seller da Empiricus. Nela, Felipe Miranda, Estrategista-Chefe da casa de análise, apresenta suas melhores ideias de investimento para os mais diferentes tipos de investidores. Saber a melhor forma de surfar esta onda que descrevi acima pode ser encontrada por lá nos mais profundos detalhes.

Convido a todos os leitores a conferir!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar