O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O país está perdendo o ponto de entrada, mas existe uma tendência macro global que pode beneficiar nosso país, como foi no início do século 21
Novamente, a inflação em território americano tem chamado a atenção dos mercados. Durante o fim de semana, o Senado americano aprovou com pouca desidratação o pacote de estímulos de Joe Biden, dotado do invejável tamanho de US$ 1,9 trilhão.
Claro, como não poderia deixar de ser, a renovação das expectativas por mais estímulos, agora já mais concretas do que nunca à espera da assinatura de Biden, reforça a ideia de expansionismo monetário.
A resposta do mercado tem sido, ao passo em que haverá provavelmente uma melhor sustentação econômica e melhores perspectivas para crescimento, uma maior expectativa de inflação — pressão da demanda reprimida, pela retomada econômica e pelo expansionismo fiscal. Assim, o susto da inflação nos EUA atinge o mercado de títulos do tesouro americano.
A taxa de inflação de equilíbrio dos títulos do tesouro de 5 anos — a diferença entre o yield nominal do Tesouro dos EUA em 5 anos e o yield dos títulos indexados à inflação de 5 anos — é uma medida da expectativa do mercado para a inflação do IPC nos próximos cinco anos, chamada também de inflação implícita. Recentemente, este número tem aumentado, chegando a quebrar o patamar de 2,5% na semana passada, seu maior nível desde 2008.
Basicamente, portanto, a taxa de inflação de equilíbrio de cinco anos está reagindo às crescentes pressões inflacionárias na economia dos EUA. Uma forte dose de estímulo fiscal está a caminho e os setores de manufatura e serviços já estão enfrentando desafios logísticos relacionados à pandemia.
Curiosamente, porém, os pontos de equilíbrio de títulos de maturidade mais longa não estão respondendo de forma tão dramática (volátil). A taxa de inflação de equilíbrio dos títulos indexados de 10 anos, por exemplo, permanece abaixo da faixa de 2,3% a 2,5%, que tem sido historicamente consistente com a meta de inflação do Fed.
Leia Também
O resultado fez com que a curva de equilíbrio dos títulos indexados se invertesse, como podemos ver abaixo, uma ocorrência bem rara.
O movimento é reflexo do que podemos considerar, por enquanto, de uma expectativa de inflação mais alta temporariamente. É para isso que o Fed tem olhado bastante para tomar sua decisão.
Se a inflação mais alta for temporária, a política monetária poderia permanecer frouxa por mais tempo, sem que haja o risco de a instituição ficar "atrás da curva" (ou behind the curve) — em outras palavras, que fique correndo atrás do próprio rabo depois de prometer juros mais baixo por mais tempo.
Se isso se confirmar e a política puder ser movimentada com gradualismo, sem movimentos abruptos, poderemos ver uma normalização da volatilidade ainda em 2021, no segundo semestre.
Ainda assim, no curto prazo, a pressão da alta dos juros de 10 anos sobre os preços dos ativos de risco deve prevalecer em três movimentos: i) atratividade relativa de setores tradicionais frente a setores de crescimento; ii) atratividade marginal de renda fixa (ainda que ainda não seja algo super desejado no exterior); e iii) fuga de capitais dos países emergentes.
Sobre este terceiro ponto, talvez haja espaço para correção dos mercados emergentes no curto prazo, abrindo caminho para uma boa montagem de posição, uma vez que estes países são os grandes vencedores do ciclo das commodities que se inicia agora e existe a possibilidade de comprar ativos depreciados, como no caso do Brasil.
Há apenas 20 anos, os mercados emergentes representavam menos de 3% da capitalização de mercado de ações mundiais e 24% do PIB. Hoje, eles representam 14% do universo de ações em circulação no mercado mundial e 43% do PIB.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A relevância dos emergentes deve aumentar de forma constante, à medida que o mundo em desenvolvimento continua a crescer mais rápido do que o mundo desenvolvido e à medida que os mercados domésticos se abrem ainda mais para investidores globais, elevando as participações de free float.
Os emergentes são agora investimentos convencionais com um papel fundamental e uma posição essencial nas carteiras globais, se tornando importantes demais para serem ignorados.
Acima, à esquerda, os considerados países emergentes. À direita, por sua vez, temos os mercados de fronteira, que são uma segunda derivada do movimento rumo aos emergentes na próxima década. Por exemplo, o investidor, na média, tende a investir primeiro no Brasil do que na Argentina ou no Peru.
Hoje, portanto, devemos ter um estresse neste primeiro semestre, com a alta das expectativas de inflação e, consequentemente, dos juros mais longos. A treasury de 10 anos deve alcançar algo em torno de 1,75% e 1,9% em 2021, com um overshooting no meio do caminho; isto é, deve passar um pouco dessa faixa que mencionei e depois normalizar, ao longo do segundo semestre.
Neste contexto, emergentes podem sofrer um pouco no curto prazo, bem como teses de crescimento, como as do setor de tecnologia. A parte positiva é que a rotação setorial atual tem beneficiado setores tradicionais, como financeiro e commodities, segmentos que têm preponderância em mercados emergentes.
Ou seja, ainda que haja fuga parcial de capitais, os setores da "economia velha" seguram a depreciação dos ativos, ao menos marginalmente.
Abaixo, a performance até agora em 2021 tem indicado bem essa tendência. Note quem está classificado como pior performance: nosso Brasil varonil.
O Brasil está perdendo o ponto de entrada do próximo ciclo de commodities e dos países emergentes. Problemas particulares nossos: i) panorama fiscal; e ii) segunda onda do Covid-19. Sim, o Brasil pode perder o bonde da história mais uma vez. O lado positivo, porém, é que pelo menos existe uma tendência macro global que pode beneficiar nosso país, como foi no início do século 21.
No longo prazo, vale ficar de olho na normalização da situação, alocação em países emergentes e renascimento das teses de crescimento. Por agora, porém, a previsão é de mais volatilidade derivada dos yields americanos.
Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
Você deve estar se perguntando: mas como vou saber a hora certa de fazer o movimento de virada? Bem, a Empiricus pode ter lançado a solução para este problema. Falo aqui do Empiricus Absolute, um programa pensado e estruturado pra te fazer chegar ao patrimônio que te deixaria tranquilo pelo resto da vida, mesmo diante de um período de grande volatilidade e sensibilidade como o atual.
Fica meu convite para conferir o Absolute e aproveitar as melhores ideias do Felipe Miranda e do Rodolfo Amstalden.
Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra
O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui
Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância
O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda
A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas
Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto
Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes
Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática
Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje
A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses
O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa
Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir
Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis
O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora
Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos
O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII
O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados
O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim
Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA