🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Matheus Spiess

Matheus Spiess

Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, dedicando seu tempo à análise setorial e à modelagem financeira. Hoje, trabalha no time de especialistas da Empiricus, focando seus estudos em análises macroeconômicas, avaliações políticas e estratégias de alocação, tocando a série Palavra do Estrategista junto com o Felipe Miranda, um dos fundadores da casa, entre outros produtos.

Insights Assimétricos

O ruído de inflação nos EUA e o ciclo de commodities. O Brasil vai perder o bonde novamente?

O país está perdendo o ponto de entrada, mas existe uma tendência macro global que pode beneficiar nosso país, como foi no início do século 21

Matheus Spiess
Matheus Spiess
9 de março de 2021
5:33 - atualizado às 13:31
crise coronavírus brasil
Imagem: Shutterstock

Novamente, a inflação em território americano tem chamado a atenção dos mercados. Durante o fim de semana, o Senado americano aprovou com pouca desidratação o pacote de estímulos de Joe Biden, dotado do invejável tamanho de US$ 1,9 trilhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro, como não poderia deixar de ser, a renovação das expectativas por mais estímulos, agora já mais concretas do que nunca à espera da assinatura de Biden, reforça a ideia de expansionismo monetário.

A resposta do mercado tem sido, ao passo em que haverá provavelmente uma melhor sustentação econômica e melhores perspectivas para crescimento, uma maior expectativa de inflação — pressão da demanda reprimida, pela retomada econômica e pelo expansionismo fiscal. Assim, o susto da inflação nos EUA atinge o mercado de títulos do tesouro americano.

A taxa de inflação de equilíbrio dos títulos do tesouro de 5 anos — a diferença entre o yield nominal do Tesouro dos EUA em 5 anos e o yield dos títulos indexados à inflação de 5 anos — é uma medida da expectativa do mercado para a inflação do IPC nos próximos cinco anos, chamada também de inflação implícita. Recentemente, este número tem aumentado, chegando a quebrar o patamar de 2,5% na semana passada, seu maior nível desde 2008.

Basicamente, portanto, a taxa de inflação de equilíbrio de cinco anos está reagindo às crescentes pressões inflacionárias na economia dos EUA. Uma forte dose de estímulo fiscal está a caminho e os setores de manufatura e serviços já estão enfrentando desafios logísticos relacionados à pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Curiosamente, porém, os pontos de equilíbrio de títulos de maturidade mais longa não estão respondendo de forma tão dramática (volátil). A taxa de inflação de equilíbrio dos títulos indexados de 10 anos, por exemplo, permanece abaixo da faixa de 2,3% a 2,5%, que tem sido historicamente consistente com a meta de inflação do Fed.

Leia Também

O resultado fez com que a curva de equilíbrio dos títulos indexados se invertesse, como podemos ver abaixo, uma ocorrência bem rara.

O movimento é reflexo do que podemos considerar, por enquanto, de uma expectativa de inflação mais alta temporariamente. É para isso que o Fed tem olhado bastante para tomar sua decisão.

Se a inflação mais alta for temporária, a política monetária poderia permanecer frouxa por mais tempo, sem que haja o risco de a instituição ficar "atrás da curva" (ou behind the curve) — em outras palavras, que fique correndo atrás do próprio rabo depois de prometer juros mais baixo por mais tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se isso se confirmar e a política puder ser movimentada com gradualismo, sem movimentos abruptos, poderemos ver uma normalização da volatilidade ainda em 2021, no segundo semestre.

Ainda assim, no curto prazo, a pressão da alta dos juros de 10 anos sobre os preços dos ativos de risco deve prevalecer em três movimentos: i) atratividade relativa de setores tradicionais frente a setores de crescimento; ii) atratividade marginal de renda fixa (ainda que ainda não seja algo super desejado no exterior); e iii) fuga de capitais dos países emergentes.

Sobre este terceiro ponto, talvez haja espaço para correção dos mercados emergentes no curto prazo, abrindo caminho para uma boa montagem de posição, uma vez que estes países são os grandes vencedores do ciclo das commodities que se inicia agora e existe a possibilidade de comprar ativos depreciados, como no caso do Brasil.

Há apenas 20 anos, os mercados emergentes representavam menos de 3% da capitalização de mercado de ações mundiais e 24% do PIB. Hoje, eles representam 14% do universo de ações em circulação no mercado mundial e 43% do PIB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A relevância dos emergentes deve aumentar de forma constante, à medida que o mundo em desenvolvimento continua a crescer mais rápido do que o mundo desenvolvido e à medida que os mercados domésticos se abrem ainda mais para investidores globais, elevando as participações de free float.

Os emergentes são agora investimentos convencionais com um papel fundamental e uma posição essencial nas carteiras globais, se tornando importantes demais para serem ignorados.

Acima, à esquerda, os considerados países emergentes. À direita, por sua vez, temos os mercados de fronteira, que são uma segunda derivada do movimento rumo aos emergentes na próxima década. Por exemplo, o investidor, na média, tende a investir primeiro no Brasil do que na Argentina ou no Peru.

Hoje, portanto, devemos ter um estresse neste primeiro semestre, com a alta das expectativas de inflação e, consequentemente, dos juros mais longos. A treasury de 10 anos deve alcançar algo em torno de 1,75% e 1,9% em 2021, com um overshooting no meio do caminho; isto é, deve passar um pouco dessa faixa que mencionei e depois normalizar, ao longo do segundo semestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil e os emergentes

Neste contexto, emergentes podem sofrer um pouco no curto prazo, bem como teses de crescimento, como as do setor de tecnologia. A parte positiva é que a rotação setorial atual tem beneficiado setores tradicionais, como financeiro e commodities, segmentos que têm preponderância em mercados emergentes.

Ou seja, ainda que haja fuga parcial de capitais, os setores da "economia velha" seguram a depreciação dos ativos, ao menos marginalmente.

Abaixo, a performance até agora em 2021 tem indicado bem essa tendência. Note quem está classificado como pior performance: nosso Brasil varonil.

O Brasil está perdendo o ponto de entrada do próximo ciclo de commodities e dos países emergentes. Problemas particulares nossos: i) panorama fiscal; e ii) segunda onda do Covid-19. Sim, o Brasil pode perder o bonde da história mais uma vez. O lado positivo, porém, é que pelo menos existe uma tendência macro global que pode beneficiar nosso país, como foi no início do século 21.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No longo prazo, vale ficar de olho na normalização da situação, alocação em países emergentes e renascimento das teses de crescimento. Por agora, porém, a previsão é de mais volatilidade derivada dos yields americanos.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Você deve estar se perguntando: mas como vou saber a hora certa de fazer o movimento de virada? Bem, a Empiricus pode ter lançado a solução para este problema. Falo aqui do Empiricus Absolute, um programa pensado e estruturado pra te fazer chegar ao patrimônio que te deixaria tranquilo pelo resto da vida, mesmo diante de um período de grande volatilidade e sensibilidade como o atual.

Fica meu convite para conferir o Absolute e aproveitar as melhores ideias do Felipe Miranda e do Rodolfo Amstalden.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar