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Integração entre softwares e Inteligência Artificial são dois dos segmentos que devem fazer parte de qualquer portfólio de investimentos vencedor
Olá, seja muito bem vindo ao nosso papo de domingo que às vezes é sobre tecnologia, às vezes sobre investimentos, mas raramente sobre algo interessante.
Assumo que, se você está me concedendo os próximos 10 minutos da sua vida por livre e espontânea vontade, está interessado em um, ou potencialmente nos dois temas centrais desta coluna.
Investimento e tecnologia. Tecnologia e investimento.
Ao menos para mim, a ordem faz diferença.
Meu objetivo de hoje é o seguinte: vou te mostrar argumentos e dados em prol de três grandes teses de investimento em tecnologia.
Três oportunidades que considero simplesmente obrigatórias para um portfólio vencedor nos próximos anos.
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Entre os calouros da faculdade de Economia, um dos debates mais populares é aquele entre o desenvolvimento da indústria nacional e a abertura da economia.
É impressionante a nossa capacidade, quando jovens, de acobertarmos nossa falta de instrumental técnico com opiniões rasas, formadas a partir de meia dúzia de anedotas.
Uma dessas anedotas é de que a produção interna de um bem ou serviço é um componente importante de "segurança".
Em tese, se produzirmos tudo internamente, nunca dependeremos de ninguém.
Uma espécie de virtude da solidão, que no caso brasileiro, por exemplo, deu vida à "maravilhosa" Lei da Informática.
Como ideias se espalham de diversas formas, esse racional chegou ao mundo corporativo sob a roupagem do "desenvolvimento interno".
Ao desenvolver suas próprias ferramentas, em teoria, uma empresa seria auto suficiente, não dependendo de fornecedores caros ou incompetentes.
Como tudo nessa vida, a moeda tem dois lados.
Ao internalizar o desenvolvimento de softwares, muitas empresas ficaram reféns de funcionários que se tornaram indispensáveis. Silos de conhecimento mantidos sob custódia de poucas pessoas, de propósito.
Também ficaram para trás em termos de inovação, e o pior de tudo, tiraram recursos preciosos de seu negócio principal para investir em projetos secundários, geralmente com resultados ruins.
Um ótimo exemplo são os primórdios da história da Sinqia (SQIA3), que passou anos adquirindo pequenas empresas de softwares no ecossistema de bancos e seguradoras.
Essas empresas pertenciam a ex-funcionários, que construíram os sistemas de grandes bancos e seguradoras e, no ponto em que tornaram-se indispensáveis, desligaram-se para fundar uma empresa para continuar prestando serviços.
Demorou, mas o mundo corporativo enfim converge para o imperativo de que as empresas devem empenhar seus recursos e expertises no que são boas.
Isso foi possível graças ao que tem sido chamado de "Economia das APIs".
APIs são um nome chique para integrações entre softwares. O exemplo da Stripe nos ajuda a ilustrar o que eu quero dizer.
Se você nunca ouviu falar nela, saiba que a Stripe é uma das empresas privadas mais valiosas do mundo.
Na sua última rodada de captação, a Stripe foi avaliada em US$ 95 bilhões.

O valor está na sua enorme suíte de produtos no ecossistema de pagamentos.
Se amanhã você decidir vender algo online, precisará de um mecanismo que te permita aceitar e processar pagamentos.
Ao contratar a Stripe, em literalmente meia dúzia de linhas de código, você pluga uma suíte de pagamentos ao seu site.
Pronto, você está apto a vender online, sem a necessidade de pensar muito a respeito de "como" operacionalizar isso.
A Stripe é a solução padrão do Shopify, que é considerado por muitos investidores como o grande concorrente da Amazon nos EUA.
Negócios bilionários estão sendo erguidos em torno do conceito de API as service, a capacidade de fornecer sistemas críticos para negócios digitais, com tecnologia de ponta, através de poucas linhas de códigos e um preço acessível graças a escala que essas empresas conseguem atendendo muitos clientes.
Essa é minha aposta número #1 para os próximos anos: empresas no ecossistema de APIs.
Essa frase já se tornou clichê.
É a maneira como Marc Andressen, um dos investidores de risco mais bem sucedidos do mundo, definiu o ecossistema de tecnologia.
Numa empresa do porte de um Fortune 1000 - as 1000 maiores empresas do mundo - existem, simultaneamente, cerca de 5000 aplicações diferentes rodando.
Mesmo em empresas menores, com 800, 900 ou 1000 funcionários, é super comum encontrar mais de 500 ferramentas diferentes em produção.
A maioria dos investidores desconhece essa complexidade. Eles concentram-se em grandes números e detalhes relacionados a custos de produção e marketing.
De fato, saber se a Coca-Cola usa 2 ou 5 mil aplicações diferentes não é grande valia para projetar seus próximos resultados trimestrais.
Porém , pode ser como cavar uma mina de ouro se você está procurando por empresas de tecnologia cujos sistemas estão se espalhando por grandes empresas, criando efeitos de rede, funcionários especialistas em suas aplicações e crescendo junto com seus clientes.
Os softwares tendem, na maioria dos casos, a carregar duas das quatro características que considero fundamentais para empresas exponenciais: receita recorrente e altos custos de substituição.
A primeira grande oportunidade nesse universo, dos softwares generalistas como ERPs (SAP, Oracle e outros) e CRMs (Salesforce, Zendesk…), eu acredito que já esteja praticamente esgotada.
Estamos na segunda onda, com o crescimento e expansão de produtos verticalizados, capazes de consumir e gerar insights sobre grandes quantidades de dados; insights que serão direcionados a indústrias e setores específicos.
Aqui estão os nomes chiques que não param de aparecer para você: machine learning, deep learning, inteligência artificial e outros.
Os pequenos nichos estão se tornando, cada vez mais, grandes mercados globais.
Essa é minha aposta número #2 para os próximos anos: empresas de software em segmentos ainda com baixa penetração de tecnologia.
Eu faço questão de te contar pessoalmente amanhã, segunda-feira, às 20h.
Deixo aqui o link para que você garanta seu lugar, gratuitamente, no Deep Dive Tech - um evento sobre as maiores oportunidades de lucro do mundo.
Melhor do que falar sobre o terceiro setor que tanto me anima para os próximos anos, pretendo falar sobre as 10 ações que estão inseridas neles.
Empresas que, junto com meus amigos Vinícius Bazan e André Franco, passei muitos meses estudando.
Ações de small e mid caps no universo de tecnologia, que são completamente desconhecidas do investidor de varejo.
Se você quer multiplicar o seu patrimônio investindo em tecnologia - o setor de melhor performance nas bolsas globais nos últimos 10 anos -, essa é a sua oportunidade.
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
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