🔴 CONHEÇA A ESTRATÉGIA DO ‘MELHOR TRADER DO MUNDO’ – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Os ventos de um novo Copom: o que esperar da decisão do BC sobre a Selic com o teto rompido

A Selic deveria caminhar para mais uma alta de 1 ponto percentual. Mas com os eventos recentes, as coisas mudaram um pouco de tom

Placa do Banco Central do Brasil (BC), autoridade monetária que conduz as reuniões do Copom para a decisão da Selic
Imagem: Shutterstock

Começa hoje a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB), que apresentará amanhã, depois do mercado, a nova taxa de juros básica de curto prazo da economia brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Selic, hoje em 6,25% ao ano, deveria caminhar para mais uma alta de 100 pontos base (ou 1 ponto percentual), como aconteceu nas últimas reuniões, para 7,25% ao ano. Mas com os eventos recentes, em especial da última semana, as coisas mudaram um pouco de tom.

O panorama de deterioração fiscal verificado desde o último encontro da autoridade monetária, que culminou no estouro do teto de gastos proposto pela PEC dos precatórios, desencadeou um descontrole do dólar.

Nem mesmo a atuação por parte do BC, que torrou em duas semanas mais de US$ 4 bilhões em leilões extraordinários de swaps cambiais, conseguiu estabilizar a moeda. Ao final do dia, a tentativa era como enxugar gelo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, terça-feira (26), deveremos assistir à votação em plenário do texto que ultrapassa em R$ 83 bilhões o teto de gastos públicos. Isso segundo o governo. A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal tem uma leitura diferente, na qual o rombo é de mais de R$ 95 bilhões.

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A conta que você não pode atrasar, os encantos da China e o que mais mexe com seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A guerra do delivery pelo seu restaurante, o fim do ‘aceita VR?’ e o que esperar dos mercados hoje

Inevitavelmente, o desmantelo da principal âncora fiscal dos últimos anos levaria a um movimento de aversão ao risco por parte do mercado financeiro.

A consequente debandada do Ministério da Economia, que viu secretários importantes pedindo exoneração após perderem o cabo de guerra com o Congresso, só ajudou a piorar a situação, diante do entendimento que a manobra para burlar o teto teria cunho populista à medida em que financia o Auxílio Brasil (o novo Bolsa Família) em ano de eleição.

A falta de responsabilidade fiscal joga o dólar para cima e, na sequência, a expectativa de inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juros e PIB sob pressão

Mais inflação e menor credibilidade fiscal pressionam a curva de juros, o que piora as perspectivas para 2022 e 2023.

Depois de crescer algo entre 4% e 5% neste ano, deveremos crescer apenas algo entre 0,5% e 1,5% no ano que vem. E com possibilidade de a deterioração fiscal ser tamanha que até o crescimento para 2023 pode ser impactado, a depender da resposta monetária que veremos nos próximos meses.

Não somente isso, mas a inflação não tem parado de nos assustar. Em 2021, o indicador oficial de inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumula alta de 6,90% e, nos últimos 12 meses, alcançou a marca de dois dígitos em 10,25%.

Há previsão de certa acomodação até dezembro, de modo a fecharmos o ano em algo como 8,96% em 2021, um patamar ainda elevado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A alta dos combustíveis, da energia elétrica, do petróleo e do dólar em nada ajudam no processo. Abaixo, podemos ver a escalada da inflação desde setembro de 2017 até hoje, com a queda de algumas das categorias no interior do indicador.

Note como há um esgarçamento inflacionário no país, o qual precisará ser respondido com política monetária à altura, justificando uma precificação neutra de alta de 1,25 ponto percentual para a reunião desta semana.

Se antes havia um entendimento de que o Banco Central não reagiria aos dados de alta frequência, agora resta a noção de que a autoridade monetária buscará tornar mais agressivo seu tom, dada a volatilidade com a mudança recente de cenário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os três caminhos do Copom 

Por isso, três são as possibilidades para a reunião do Copom, entre as quais consideramos o contexto intermediário como sendo o mais provável e, portanto, o de base para as movimentações.

  • Desfecho mais expansionista: o Banco Central segue o que havia contratado e aumenta a Selic em 1 ponto percentual, de 6,25% para 7,25%. É o cenário contratado anteriormente, antes de toda a degradação fiscal recentemente exposta pelo desmantelo do teto de gastos;
  • Desfecho base/neutro: alta de 1,25 ponto percentual, o que colocaria a Selic em 7,5% no encontro de outubro, indicando uma preocupação adicional com o panorama fiscal apresentado por parte da autoridade monetária;
  • Desfecho mais contracionista: cenário mais agressivo no qual a alta da taxa de juros será de 1,5 ponto, colocando a Selic em 7,75% e elevando a possibilidade de uma Selic de dois dígitos ao final do ciclo de aperto monetário ganhem espaço.

Entendo que a alta de 1,25 p.p. seja a mais provável, não invalidando a possibilidade de nos defrontarmos com os dois outros cenários.

Um ajuste maior do que o contratado anteriormente (100 pontos-base) mostrará comprometimentos por parte de Bacen, elevando a credibilidade da instituição e aprimorando as chances de ancoragem da inflação para o ano que vem, tendo como objetivo a convergência para a meta em 2023.

Adicionalmente, uma Selic mais próxima de 9% ainda neste ano, ainda que por volta de 8,5% a.a., poderá servir para sedimentar uma conjuntura na qual não precisemos flertar com mais de 10% de juros no primeiro semestre do ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, mais juros significam potencialmente menor crescimento, o que em um país com mais de 13% de desemprego é bem prejudicial estruturalmente.

A saída monetária para o Brasil não será fácil, principalmente em meio a uma crise hídrica e um ano eleitoral. Ainda assim, não é porque não enxergamos saída que ela não existe. Ausência de evidência não é evidência de ausência.

Há caminhos para navegarmos, principalmente em títulos do tesouro nacional indexados à inflação com vencimento curto. Um juro real maior que 5% em risco soberano não é uma má pedida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Montagem que traz um fundo de gráficos de ações. Do lado direito, uma lupa e dentro da lupa, urna eletrônica 6 de outubro de 2026 - 7:22

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Eleições: o pêndulo virou e o fiscal entrou no preço

6 de outubro de 2026 - 7:22
5 de outubro de 2026 - 8:19
2 de outubro de 2026 - 8:24
imagem gerada por inteligência artificial mostra uma vila colorida de casas, com um barril no meio, e diversos boletos de aluguel em atraso 1 de outubro de 2026 - 8:31
Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022 30 de setembro de 2026 - 20:01

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Não acorde pelado depois do 1º turno

30 de setembro de 2026 - 20:01
30 de setembro de 2026 - 8:34
29 de setembro de 2026 - 8:17
eleições urna eletrônica 29 de setembro de 2026 - 7:10

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Eleição: o voto útil entrou na curva

29 de setembro de 2026 - 7:10
28 de setembro de 2026 - 8:09
Montagem que traz um fundo de gráficos de ações. Do lado direito, uma lupa e dentro da lupa, urna eletrônica 25 de setembro de 2026 - 7:10
24 de setembro de 2026 - 8:18
Dólar diante de uma bandeira do Brasil e um gráfico da bolsa de valores 23 de setembro de 2026 - 20:00
23 de setembro de 2026 - 8:30
Montagem de um leão deitado sobre pilhas de moedas, representando os títulos isentos de Imposto de Renda 23 de setembro de 2026 - 7:05
Imagem gerada por inteligência artificial mostra fantasmas ao redor de um cofre público, cheio de notas de real, sacos de dinheiro e pilhas de moedas 22 de setembro de 2026 - 8:38
Presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, apertam as mãos após encontro na Coreia do Sul 22 de setembro de 2026 - 7:48
Fachada de uma agência do Bradesco com arquitetura moderna, destacando painéis vermelhos e brancos, logotipos do banco em ambas as laterais do prédio, amplas paredes de vidro na entrada, corrimãos de acessibilidade e paisagismo com árvores e arbustos ao redor. 21 de setembro de 2026 - 8:15
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar