🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ainda estamos em 2020, mas só se fala em 2022

6 de abril de 2021
12:01 - atualizado às 13:20

“Desejo sempre que encontre bastante paciência em si para suportar e bastante simplicidade para crer, que confie cada vez mais no que é difícil, entre outras coisas na sua solidão. No restante, deixe a vida acontecer. Acredite-me: a vida tem razão em todos os casos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto aos sentimentos: são puros todos aqueles que o senhor concentra e guarda; impuros os que agarram só um lado de seu ser e o deformam. (…)

Sua dúvida pode tornar-se uma qualidade se o senhor a educar. Deve-se transformar em saber, em crítica. Cada vez que ela quiser estragar uma coisa pergunte-lhe por que aquilo é feio. Peça-lhe provas, examine-a; talvez a ache indecisa e embaraçada, talvez revoltada. Mas não ceda, exija argumentos. Ponha-se a agir assim, atenta e consequentemente, cada vez, e dia virá em que, de destruidora, ela se tornará sua melhor colaboradora, talvez a mais sábia de quantas cooperam na construção de sua vida.”

Se ontem iniciei com “Cartas a um jovem terapeuta”, de Contardo Calligaris, hoje começo com “Cartas a um poeta”, de Rainer Maria Rilke. Há algo dos romanos nesse trecho e seu amor fati , o amor ao destino, a aceitação de tudo aquilo que lhe acontece. “A vida tem razão em todos os casos.” Existe aí também um pouco de Nietzsche e seu desprezo não pelas águas revoltas e turbulentas, mas, sim, pelas águas rasas. “Confie cada vez mais no que é difícil.” Por fim, vejo, como um bom cético, uma ode à dúvida, que na verdade é saber, conhecimento.

Em entrevista recente ao Estadão, Luis Stuhlberger apontou uma chance em torno de 10% de termos no segundo turno da eleição presidencial de 2022 alguém diferente de Lula e Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A polarização, de fato, ocupa as manchetes, provoca volatilidade no mercado e gera desesperança em muitos. A virtude deveria estar no meio. O mercado cobra uma candidatura de centro competitiva, que parece difícil.

Leia Também

Mas será tão difícil assim? Devemos ignorá-la só porque não a estamos vendo nitidamente agora? Ausência de evidência não é evidência de ausência.

Embora difícil da maneira com que imaginaríamos arquetipicamente, talvez, na ausência de uma candidatura de centro, tenhamos três em 2022.

Os jornais do último domingo, por meio de colunistas experientes, deram uma pequena pista nesse sentido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Folha, Arminio Fraga escreveu: “(...) me parece óbvio que, na campanha, ele [Lula] se moverá para o centro”. Ao final do mês de março, FHC já havia dado entrevista em que apontava Lula caminhando para o centro na eleição de 2022. Ricardo Lacerda, da BR Partners, em entrevista à mesma Folha, disse: “se voltar o Lula de 2002, cercado de pessoas competentes, mantendo as alas ideológicas e fisiológicas do PT mais afastadas, abraçando uma agenda de equilíbrio fiscal, podemos ter um cenário benigno”.  

Já teríamos o primeiro “centrista”. Lula é a prosopopeia de Macunaíma, um ser amoral (diferente de imoral), capaz de destruir (momentaneamente) e (re)construir pontes sempre que necessário. Nunca foi um revolucionário, conforme lembrou Arminio em sua última coluna, mas um líder sindical carismático, pragmático e inteligente. 

Em artigo, com a característica provocadora de sempre, Luiz Felipe Pondé foi além: os conservadores deveriam preferir uma vitória de Lula sobre Bolsonaro. Segundo o autor, os dois seriam péssimos, mas Lula seria um mal menor. O conservador, acima de tudo, é um cético. Ele vê valor nas instituições, nas tradições, nos mitos, nos ritos e na cultura atual justamente porque não se dá a expectativas ingênuas de que algo novo possa sobrepujar o antigo. Ele duvida do que vem por aí e ainda não foi submetido ao teste do tempo. Sem juízos de valor, Bolsonaro vê Deus acima de todos, acredita na cloroquina, confia nos filhos, identifica teorias conspiratórias e, ainda mais, crê em si mesmo. Pode ser qualquer coisa, menos um cético.

Ocorre, porém, que há também outro lado dessa história. Conforme muito bem lembrou Stuhlberger na famigerada entrevista, o governo Bolsonaro também já mudou nas últimas semanas. Talvez não na velocidade e na intensidade desejada pelos críticos. Objetivamente, porém, há méritos na mudança. Em termos concretos, passou a valorizar de maneira mais enfática as vacinas e o uso de máscara. Parece disposto a vetar parcialmente o Orçamento inexequível, reduz o espaço da ala ideológica. O governo tenta se aproximar do mercado. Ontem mesmo foram três lives em favor da maior harmonia entre Executivo e Legislativo, da agenda de reformas (administrativa e tributária) e do programa de privatizações, de que a Eletrobras é protagonista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seja por medo de Lula, pelo cartão amarelo recebido de Arthur Lira, pela perda de popularidade nas pesquisas ou pelo aumento dos casos e das mortes de Covid-19, Bolsonaro também caminhou para o centro. Cada vez mais isolado, conforme lembram as capas de revistas, deveria caminhar ainda mais. 

Teríamos, portanto, o segundo candidato de centro.

O personalismo e o populismo acabam se encontrando. A importância da agenda e das instituições sobrepuja qualquer pseudocaracterização pessoal. Para boa parte da população brasileira, Lula e Bolsonaro representam o mesmo arquétipo. Não é tanta surpresa que, por vias tortas, eles acabem se encontrando no meio. O leitor mais crítico poderia apontar que não precisamos de mitos e arquétipos agora, mas de um gestor competente.

E o terceiro candidato de centro viria justamente de um novo diferente dos dois. FHC fez quase uma carta de convocação nacional em seu artigo dominical. Samuel Pessôa destacou o trabalho de Eduardo Leite em prol do combate à pandemia e do saneamento das finanças públicas. Eduardo Muffarrej faz elogios rasgados a Luciano Huck. O nome em si ainda não emergiu. A maré das circunstâncias muitas vezes unge naturalmente os fenômenos. Seja como for, há um nítido clamor popular por uma terceira via. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Curiosamente, enquanto o mercado busca algum candidato de centro ainda não muito bem identificado, podemos ter três, cada um com seu disfarce. 

Acima disso, porém, há questões mais imediatas. Antes de 2022, precisamos viver este ano, sendo que, em termos práticos, nem 2020 parece ter acabado. Estamos vivendo ainda as mesmas mazelas sanitárias, políticas e econômicas. Até 2022, podemos ter a abertura da economia local (veja o que está acontecendo nos EUA e em Israel), a reforma administrativa (boas chances), a reforma tributária (sou menos otimista) e a privatização da Eletrobras (boas chances).

Céticos desconfiam da transcendência. Eles valorizam a imanência. Há muita água para passar sob a ponte até 2022. E isso pode ser suficiente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar