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2021-02-04T11:10:38-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Cheque em branco

Empresa de ex-executivo de Eike e da XP capta US$ 200 milhões em IPO na Nasdaq

A Itiquira foi criada com o propósito específico de adquirir uma ou mais companhias no mercado brasileiro usando o dinheiro captado dos investidores no IPO

4 de fevereiro de 2021
11:10
Nasdaq
Imagem: Shutterstock

A Itiquira, empresa brasileira liderada por Paulo Gouvea, um ex-executivo do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, e da XP Investimentos, fechou uma captação de US$ 200 milhões (quase R$ 1,1 bilhão no câmbio atual) por meio de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa norte-americana Nasdaq.

Mas o que faz ou produz exatamente a Itiquira? Nada ainda. É isso mesmo. A empresa foi criada com o propósito específico de adquirir uma ou mais companhias no mercado brasileiro usando o dinheiro captado no IPO.

Esse tipo de empresa é conhecido lá fora pela sigla SPAC. Se você pensou na operação como uma espécie de cheque em branco dado pelos investidores, está certíssimo.

Ainda não há um alvo específico, mas as potenciais aquisições da Itiquira devem ocorrer em setores de alto crescimento no país, como tecnologia, saúde, farmacêutica, educação e serviços ao consumidor, de acordo com informações do prospecto da oferta.

As ofertas de ações de SPACs vêm crescendo fortemente no mercado norte-americano diante do atual cenário de juros nas mínimas históricas, que estimula operações de mais risco em troca de um retorno potencial maior.

A principal garantia do investidor de uma SPAC é a reputação e a experiência dos executivos envolvidos. No caso da Itiquira, além de Gouvea a empresa tem por trás a CH Global Capital, uma gestora de grandes fortunas com sede em Nova York.

O conselho da Itiquira é formado por nomes como Woods Staton, da Arcos Dorados (responsável pela rede do McDonalds na América Latina), o consultor Claudio Galeazzi e Marcelo Maisonnave, cofundador da XP.

A demanda dos investidores pelas ações no IPO da Itiquira foi de dez vezes. A oferta já saiu ancorada por fundos da SPX Capital, do gestor Rogério Xavier, que ficaram com 10% das ações.

Os papéis da Itiquira serão negociados na Nasdaq com o código "ITQRW". Os bancos Citigroup e UBS coordenaram o IPO.

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