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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Mercados hoje

Ibovespa se firma em alta, após abertura instável e segue para segundo dia de recuperação; dólar recua

Embora siga buscando uma recuperação, o Ibovespa deve pesar o possível adiamento da votação da PEC Emergencial e monitorar o cenário externo

Jasmine Olga
Jasmine Olga
24 de fevereiro de 2021
10:43 - atualizado às 17:03
Selo Mercados Touro e bce fed Urso Alta Ibovespa Bolsa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa começou o dia em busca de mais um dia de recuperação Mas, diante de um cenário cheio de incertezas, nem mesmo as sinalizações pró-mercado feitas pelo governo parecem conseguir sustentar o movimento nesta quarta-feira (24). O clima no exterior é o que mais tem pesado por aqui, o que faz com que a bolsa brasileira se mantenha instável. 

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Por volta das 17h, o principal índice da bolsa brasileira subia de 0,44%, aos 115.722 pontos, após uma melhora em Nova York. O dólar à vista recua 0,40%, a R$ 5,4207. As ações da Petrobras permanecem buscando reverter o tombo de 20% da segunda-feira e operam em alta de cerca de 1%. 

Ontem, a bolsa brasileira se recuperou pesando as sinalizações de que a intervenção do governo na Petrobras foi pontual e que a agenda de reformas e as pautas econômicas devem seguir caminhando. A apresentação da MP que permitirá a capitalização da Eletrobras também foi um dos destaques. 

O texto, publicado em edição extra do Diário Oficial, indica que o BNDES deve iniciar estudos para a desestatização da companhia e de suas subsidiárias, com exceção da Eletronuclear e da Itaipu Binacional. Com a medida, é dada a largada para possibilitar a contratação dos serviços técnicos necessários ao processo de desestatização, que deve ser feito por meio de diluição da participação da União no capital da empresa. 

A semana que vem que nunca chega

Mas hoje, a história é um pouco diferente. O dia começa com o mercado digerindo a notícia de que a PEC Emergencial, que deve destravar a nova rodada do auxílio emergencial, deve mais uma vez ficar para a semana que vem.

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A pauta estava prevista para ser votada na próxima quinta-feira (25), mas, devido às críticas, deve passar por alterações. No texto atual, o governo retira os gastos mínimos com saúde e educação, fazendo com que o montante total destinado a esses setores seja revisto todos os anos. Na leitura dos analistas da XP Investimentos, a proposta da PEC é positiva "dadas as condições de contorno". O risco fica justamente com a capacidade de aprovação do texto.

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No cenário corporativo, a Petrobras, foco dos últimos dias, segue em destaque. Após o fechamento do mercado, a empresa irá divulgar o seu balanço do quarto trimestre de 2020. 

Em meio às preocupações com o índice de inflação, os investidores também devem repercutir o IPCA-15, divulgado agora pela manhã. Embora o número tenha vindo menor do que a mediana das expectativas do mercado, o índice, considerado uma prévia da inflação, teve alta de 0,48%, o maior nível para fevereiro desde 2017. O resultado foi pressionado principalmente pela alta dos combustíveis.

Com o resultado, o mercado segue precificando a retomada de alta da taxa Selic, hoje em 2% ao ano, já na próxima reunião do Copom. Confira as taxas dos principais contratos de juros hoje:

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  • Janeiro/2022: de 3,45% para 3,49%
  • Janeiro/2023: de 5,19% para 5,25%
  • Janeiro/2025: de 6,82% para 6,90%
  • Janeiro/2027: de 7,49% para 7,57%

Powell em destaque

No exterior, o mercado fica de olho em mais uma participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na Câmara dos Representantes.

Em meio à retomada das principais economias do globo, preocupa o estágio da inflação, o que pode obrigar os BCs a apertarem novamente suas políticas monetárias, e a disparada dos títulos do Tesouro Ameriano, o que pressiona o câmbio e também o mercado de juros brasileiro.

Nesta manhã, os juros longos dos Estados Unidos alcançaram a máxima do ano, alimentados pela ideia de que os estímulos fiscais abundantes irão resultar em inflação.

Powell voltou a sinalizar que para uma economia forte é preciso estímulos monetários e que não enxerga riscos para a inflação no longo prazo, que deve ficar ancorada em 2%.

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Durante a madrugada, as bolsas asiáticas fecharam em queda. Refletindo um otimismo com números mais brandos da pandemia, o dia começa no azul na Europa. As bolsas americanas abriram o dia em queda, mas conseguiram se recuperar ao longo do dia, após certa instabilidade.

Sobe e desce

A Braskem lidera as altas do dia, repercutindo a notícia de que a subsidiária mexicana da companhia está próxima de um acordo com o governo do México, o que permitira a retomada integral das atividades no país.

A Eletrobras também segue em destaque após o encaminhamento da MP que pode dar a partida no processo de privatização da companhia. Na sequência temos os papéis da Gerdau, que repercutem os dados positivos do quarto trimestre de 2020.

Confira as principais altas do dia:

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CÓDIGONOME VALORVARIAÇÃO
BRKM5Braskem PNAR$ 32,237,11%
ELET6Eletrobras PNBR$ 34,436,27%
USIM5Usiminas PNAR$ 16,675,91%
GGBR4Gerdau PNR$ 26,924,62%
ELET3Eletrobras ONR$ 34,084,32%

Confira também as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
YDUQ3Yduqs ONR$ 31,08-1,89%
CYRE3Cyrela ONR$ 25,51-1,77%
COGN3Cogna ONR$ 3,89-1,77%
LAME4Lojas Americanas PNR$ 26,73-1,84%
RAIL3Rumo ONR$ 19,13-1,70%

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