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Turbulência no radar

Juiz aceita processo movido por acionistas que acusam Boeing de negligência no caso 737 MAX

Juiz considera que administração da empresa colocou produção rápida e maximização de lucros à frente da segurança

miniatura de Boeing 737 MAX
Miniatura de Boeing 737 MAX em exposição em Moscou em julho de 2017 - Imagem: Shutterstock

Um juiz norte-americano aceitou as alegações de acionistas da Boeing de que os diretores da fabricante de aviões não monitoraram adequadamente questões de segurança antes da queda de dois jatos 737 MAX.

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Diante da decisão, o juiz determinou que o conselho de administração da Boeing deve enfrentar uma ação judicial de acionistas, segundo informações da agência Dow Jones distribuídas pelo Estadão Conteúdo.

"Em vez de priorizar a segurança, os réus emprestaram sua autoridade de supervisão à agenda da Boeing de produção rápida e maximização de lucros", avaliou o vice-chanceler do Tribunal de Chancelaria de Delaware, Morgan Zurn, ao aceitar as reivindicações dos acionistas.

O juiz também afirmou, em sua decisão, que o conselho de administração da Boeing "mentiu publicamente sobre se e como monitorava a segurança do 737 MAX".

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A Boeing, que buscava encerrar o caso, pode recorrer da decisão. Um porta-voz disse que a empresa analisará a decisão antes de decidir seus próximos passos.

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O processo é uma repercussão de dois acidentes ocorridos com aeronaves 737 MAX produzidas pela Boeing em 2018 (Indonésia) e 2019 (Etiópia). Juntos, os dois desastres aéreos resultaram na morte de 346 pessoas e obrigaram a suspensão dos voos com o modelo. Investigadores concluíram que ambos os acidentes foram provocados por uma falha em um sistema de controle de voo automatizado conhecido como MCAS.

No início deste ano, a Boeing pagou US$ 2,5 bilhões para arquivar acusações criminais de que teria ocultado informações sobre mudanças no MCAS de funcionários da própria empresa. Apesar disso, a Boeing ainda enfrenta processos de famílias das vítimas e de acionistas.

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