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O conceito de realidade virtual não chega a ser uma novidade, mas o dinheiro começou a circular nesse meio — e onde circula dinheiro se abrem oportunidades
A palavra “metaverso” foi uma das mais pesquisadas no Google uma semana após o Facebook anunciar que a empresa por trás da rede social mudou o nome para Meta, em referência ao novo universo que vem se formando nos últimos meses.
O metaverso nada mais é do que uma realidade aumentada, um conceito que engloba aspectos sociais, culturais e econômicos. Dentro de uma mesma plataforma, é possível encontrar os amigos, ver shows, comprar arte, jogar e muitas outras coisas que são possíveis no mundo real utilizando um personagem (avatar) customizado.
O conceito de realidade virtual não chega a ser uma novidade. O que mudou esse jogo foi a possibilidade de se ganhar dinheiro e criar toda uma economia com base nos jogos e aplicativos desenvolvidos nesse universo.
Tudo isso é possível graças à tecnologia que criou o bitcoin (BTC), a mais famosa criptomoeda do mundo. A blockchain consegue armazenar e distribuir informações de maneira rápida e prática e permitiu a “criação de dinheiro” sem a necessidade da chancela de um governo. E onde circula dinheiro — real ou digital — se abrem oportunidades de investimento.
Nesta matéria eu trago para você as cinco maiores criptomoedas ligadas ao mundo que o Facebook pretende explorar. Mas antes saiba como é possível ganhar dinheiro de verdade na realidade criada no universo virtual.
Aliás, antes de continuar, convido você para ler uma análise de mercado que fizemos sobre a furada das cripto-memes: criptomoedas que, sem fundamentos sérios, podem destruir seu patrimônio.
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Para explicar melhor como o metaverso funciona, vamos usar o exemplo dos videogames. Para os mais antigos, Second Life e Tibia são exemplos do que seria uma “primeira geração” do metaverso e os mais novos podem pensar em Fortnite.
Podemos destacar três maneiras principais de ganhar dinheiro no metaverso. A primeira delas é acumular moedas da plataforma e se tornar rico “naquele universo”. No caso do Fornite, essa “moeda nativa” é a Moeda de XP, que pode ser usada para negociar itens dentro da plataforma.
A grande novidade com a entrada da tecnologia do bitcoin e das criptomoedas é a possibilidade de uma pessoa “milionária” dentro de um jogo converter uma parte dessa fortuna em dinheiro que pode ser usado fora dele.
O caso que se tornou referência no mercado é o do Axie Infinity. Para entrar no game é preciso “comprar” personagens por meio da criptomoeda AXS. Dentro do jogo, as recompensas são dadas em outra moeda digital, a Small Love Potion (SLP).
Ambas as criptos também podem ser compradas e vendidas de forma separada nas plataformas de negociação (exchanges), mesmo quem não tem interesse no jogo. Com a explosão do interesse no Axie Infinity, quem investiu em AXS no início deste ano acumula um retorno de 28.071,1%.
A lógica é mais aplicada a jogos, mas também é possível fazer parte do metaverso por meio das redes sociais — daí o interesse do Facebook, agora rebatizado de Meta.
Ao entrar em uma plataforma, itens como roupas ou personagens (skins) são garantia de exclusividade pela tecnologia de certificados digitais, os NFTs. Além disso, é possível acumular moedas nativas dentro do jogo para comprar outros itens.
Ainda é possível ganhar dinheiro com o metaverso mesmo que você não se interesse em investir diretamente em criptomoedas.
A alternativa mais tradicional envolve comprar ações de empresas que produzem jogos ou plataformas de olho nas demandas desse universo.
O próprio Facebook pode ser uma alternativa, assim como as produtoras de games que já anunciaram interesse no segmento, como a Ubisoft e a EA — produtora dos jogos de futebol Fifa.
Confira a seguir as cinco principais criptomoedas ligadas ao metaverso. Lembrando que essa não é uma recomendação de investimento.
O mais conhecido jogo play-to-earn (jogue para ganhar) do mundo ganhou os holofotes com uma valorização exorbitante da criptomoeda AXS. Conforme o monstrinho que o usuário compra avança, é possível acumular a criptomoeda nativa da blockchain do Axie Infinity, chamada Small Love Potion (SLP) e trocá-la por outros itens dentro da plataforma ou transformá-lo em moeda corrente, como dólar ou real.
Essa é uma plataforma mais focada na construção do metaverso e permite que desenvolvedores criem ambientes de desenvolvimento para novos aplicativos. Assim como os materiais que compõem um prédio são testados antes de levantar um edifício, esses ambientes permitem o teste de estresse de um novo aplicativo, simulação de ataques hackers, etc de forma comunitária e descentralizada.
Essa blockchain é mais voltada para o desenvolvimento de games, e compete diretamente com a Decentraland na construção de ambientes de teste para novos aplicativos, mas focado no mundo dos jogos. Essa blockchain foi a escolhida pela Microsoft para iniciar seu próprio projeto de metaverso e tem grande potencial de valorização, de acordo com analistas do mercado.
Essa blockchain permite a criação de espaços dentro da internet, iguais a terrenos no mundo real, que podem ser comprados ou negociados. Veja abaixo uma ilustração do que seriam esses terrenos digitais. Sim, grandes empresas como Tesla, do bilionário Elon Musk, já garantiram terrenos no Sandbox:
De volta ao mundo dos jogos, o Illuvium é talvez o game pay-to-earn mais próximo do metaverso. O jogo conta com gráficos mais avançados, mas também existe uma plataforma de negociação de finanças descentralizadas, as DeFis, em que o jogador pode negociar dentro do aplicativo do Illuvium.
O potencial de ganho das criptomoedas é muito alto, entretanto o metaverso é um conceito muito recente e ainda é preciso levar em conta uma série de fatores.
Em primeiro lugar, por se tratar de um universo imenso que replica a realidade, muitos projetos podem e devem surgir nos próximos meses e anos, assim como o bitcoin incentivou o boom das criptomoedas e inúmeras altcoins nasceram em 2017
Entretanto, nada é garantia de que sejam projetos sérios ou que consigam gerar valor.
Além disso, boa parte desses projetos estão localizados na rede do ethereum, que ainda tem altas taxas de negociação, o que encarece os demais aplicativos.
Vale destacar ainda que é importante acompanhar a governança de cada projeto, assim como de uma empresa. Em geral, as criptomoedas tem um sistema de atualização por consenso de rede, em que os programadores e desenvolvedores votam para decidir as novidades da blockchain, como permissão para novos aplicativos e etc.
Você pode conferir quem são os desenvolvedores por trás de cada projeto em seus respectivos portais na internet ou acompanhar cada um deles pelas redes sociais. A comunidade de criptomoedas costuma ser muito engajada em grupos abertos no Discord e no Telegram.
E não custa nada lembrar: o investimento em criptomoedas é extremamente arriscado e volátil. Os especialistas recomendam carteiras equilibradas, de acordo com o perfil do investidor, para evitar maiores perdas.
É possível comprar a criptomoeda de todos esses projetos por meio de exchanges, como Binance e OKB ou diretamente na blockchain usando uma carteira digital (wallet). Por serem projetos muito recentes, o potencial de ganho é alto, mas vale relembrar que os riscos também são altos.
*Colaboraram com esta matéria Orlando Telles diretor de Research da Mercurius Crypto, Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move, com informações do Criptorank e Coin Market Cap.
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