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2020-07-12T14:29:38-03:00
Estadão Conteúdo
decisão da justiça

Ex-secretário, vereador e empresário de Marília tornam-se réus por fraudes

De acordo com o Ministério Público Federal, o grupo é acusado de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

12 de julho de 2020
14:29
Justiça; CVM
Imagem: Shutterstock

O juiz Fernando David Fonseca Gonçalves, da 3ª Vara Federal de Marília, colocou no banco dos réus o ex-secretário de Saúde de Marília (SP) Helio Benetti, o empresário Fauzi Fakhouri Junior, o vereador Danilo Bigeschi (PSB) e outras seis pessoas denunciadas por fraudes em licitação para tablets. A denúncia é derivada da Operação Reboot, que contou com fases deflagradas em 2016 e em 2019.

De acordo com o Ministério Público Federal, o grupo é acusado de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A Procuradoria aponta que Fakhouri Junior foi o mentor do esquema, que desviou recursos federais destinados à compra de aparelhos eletrônicos. As investigações apontaram que o empresário adquiriu 450 tabelts pelo preço unitário de R$ 950 - e os revendeu à Prefeitura de Marília por R$ 2.350 cada. O superfaturamento de 147,5% fez com que o município arcassem com R$ 1 milhão para a compra dos aparelhos.

Parte dos valores obtidos com a fraude na licitação teriam sido usados na campanha de Danilo Bieschi à Câmara dos Vereadores, em 2016. O parlamentar é cunhado de Fakhouri Junior e, segundo a Procuradoria, foi um dos responsáveis por arquitetar as fraudes na secretaria de Saúde, onde à época atuava como assessor especial. Teria sido ele o responsável pelos termos da licitação que resultaria na escolha da empresa de Fakhouri Junior para a compra dos tablets.

A Procuradoria afirmou que o coordenador administrativo da Secretaria de Saúde de Marília, Fernando Roberto Pastoreli, e o ex-secretário Helio Benetti também tiveram envolvimento no esquema.

As investigações detectaram que mesmo esquema vinculado a empresas de Fakhouri Junior ocorreu em contratos firmados com os municípios de Lins, no interior de São Paulo, Guarulhos e Osasco, na região metropolitana da capital, e em São Vicente, na Baixada Santista. Por não envolverem recursos federais, os casos foram enviados às varas estaduais locais para apuração.

COM A PALAVRA, A DEFESA:
A reportagem busca contato com a defesa dos citados. O espaço está aberto a manifestação

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