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Congresso

Eleição na Câmara é vital para votações de interesse da área econômica do governo

Com Centrão rachado, mercado ainda não sabe o que esperar

Rodrigo Maia
Sucessão de Rodrigo Maia na presidência da Câmara é a que atrai maior foco no aspecto econômico. Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A definição sobre o comando das mesas da Câmara e do Senado é considerada essencial não só para destravar as votações, mas também para se saber qual o perfil dos novos presidentes num momento delicado para a equipe econômica. O saldo da disputa na divisão do Centrão é a grande incógnita.

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O Centrão que votou unido na pauta reformas já não existe mais com o racha provocado pela disputa pela sucessão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Estamos vendo uma briga dentro do Centrão. É uma disputa que não se esgota em primeiro de fevereiro e está remetida à eleição de 2022”, diz Carlos Kawall, diretor da ASA Investments e ex-secretário do Tesouro.

Kawall não espera a aprovação de grandes reformas constitucionais, como o teto de gastos, em 2016, e a Previdência, no ano passado. Ele considera que as propostas de menor envergadura e com mais consenso vão continuar passando no Congresso, como os marcos regulatórios, entre eles, a lei do gás e o projeto de ferrovias.

Para o economista, a PEC emergencial de corte de gastos deve ser aprovada mas com tamanho muito menor do que se imaginou no início. Com acionamentos de alguns gatilhos, mas sem grandes mudanças na dinâmica negativa de alta dos gastos obrigatórios (como as despesas com o funcionalismo), a redução de jornada dos servidores e desindexação das despesas do Orçamento.

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A eleição na Câmara é o que tem atraído maior foco no aspecto econômico. O Palácio do Planalto apoia abertamente a candidatura do líder do PP, Arthur Lira (AL), um dos expoentes do Centrão. Lira e Guedes já se encontraram algumas vezes, e o deputado fez uma recente guinada no discurso em defesa das reformas. No mercado, porém, ainda há um “pé atrás” sobre qual seria o compromisso real de Lira com as propostas.

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O candidato do outro lado, Baleia Rossi (MDB-SP), votou com as reformas, mas para viabilizar sua candidatura nos partidos de oposição teve que assumir compromissos que batem de frente com a agenda de reformas liberais.

No mercado financeiro, porém, a avaliação é de que a eleição de Lira pode acabar se traduzindo em um governo Bolsonaro “com a faca no pescoço”. As reformas podem até ser aprovadas nesse contexto, mas a um preço bem elevado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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