Menu
2020-05-20T07:49:08-03:00
Estadão Conteúdo
perdas da estatal

Rever ativos foi ‘banho de sangue’, diz Petrobras

Ao todo foram reavaliados R$ 65,3 bilhões, sendo R$ 57,6 bilhões em campos produtores em águas rasas e profundas

20 de maio de 2020
7:49
Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras
Imagem: Will Shutter/Câmara dos Deputados

A reavaliação dos ativos da Petrobras no primeiro trimestre deste ano foi considerado "um banho de sangue" pelo presidente da empresa, Roberto Castello Branco, pela amplitude do reconhecimento de perdas que a estatal decidiu fazer diante do impacto no novo preço do petróleo em projetos da companhia.

Ao todo foram reavaliados R$ 65,3 bilhões, sendo R$ 57,6 bilhões em campos produtores em águas rasas e profundas, que determinaram o maior prejuízo já registrado na história da Petrobrás para um trimestre: R$ 48,5 bilhões.

Segundo Castello Branco, a revisão de ativos, conhecida no jargão financeiro como impairment, não foi surpresa nem para ele nem para o mercado, pois muitos projetos foram contratados por preços bem maiores no passado do que os praticados atualmente. "A revisão dos nossos ativos foi um banho de sangue, mas foi necessária", disse na terça-feira, 19, Castello Branco durante videoconferência promovida pelo Banco Safra.

A revisão levou em conta o preço de US$ 50 o barril de petróleo, diante da cotação em torno de US$ 70 usada para avaliar esses ativos no ano passado. O preço do petróleo mudou de patamar no início deste ano, com o impacto da retração da demanda por conta da pandemia do novo coronavírus, chegando a ser cotado a menos de US$ 20 em meados de abril. Nos últimos dias, porém, a ligeira melhora de algumas economias mundiais, principalmente Estados Unidos e China, fizeram a commodity retomar parte do preço, operando acima dos US$ 30 o barril.

O executivo observou que mesmo com a melhora desta semana, ainda é cedo para dizer se a alta veio para ficar. "Vemos a alta do petróleo de forma cautelosa, pode haver uma 2ª onda (covid-19), a gente não pode eliminar do painel de risco essa possibilidade", afirmou.

Castello Branco disse no encontro virtual com o banco que a maior preocupação da empresa no momento é proteger seu caixa, e que para isso tem buscado a redução de custos para fazer frente às mudanças que o setor vem enfrentando.

Ele afirmou ainda que um dos principais problemas da empresa é o alto endividamento. "Pretendemos continuar a manter, apesar de todas as dificuldades uma colcha de liquidez e evitar a queima de caixa, para chegar (ao fim do ano) com uma dívida de US$ 87 bilhões. Manter a dívida constante será uma vitória."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

apesar da crise...

Mercado de startups do Brasil caminha para ter melhor ano da história em 2020

O número de aportes realizados em novatas também já tem recorde histórico de 322 cheques, superando o melhor ano do setor com folga – em 2017, foram 263 investimentos

altas expectativas

Casa Branca: Negociações por novo pacote fiscal desaceleraram, mas não terminaram

Kudlow argumentou que, embora republicanos e democratas estejam mais perto de um acordo, ainda há divergências importantes.

O que esperar dos número?

JBS, BRF ou Marfrig, quem vai apresentar o melhor resultado no 3º trimestre?

Com a proximidade das datas de divulgações, os analistas do setor de Alimentos do Credit Suisse aproveitaram para revisar as projeções para três das principais empresas do setor

NA MODA

Grupo Soma fecha acordo por marca de blogueira e ações sobem mais de 9%

Acordo prevê que montante a ser pago, parte em dinheiro e outra em ações, equivalerá a sete vezes o Ebitda da empresa de Nati Vozza

Novidade na B3

Com novo modelo, ações da Track&Field estreiam no pregão da B3 após IPO

Oferta da empresa de vestuário e calçados esportivos inaugura modelo em que as ações preferenciais terão direito econômico — incluindo os dividendos — 10 vezes maior que o das ordinárias

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies