O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Segundo estudo da Fipe, a taxa de retorno chega a ser mais baixa do que o custo de capital, o que significa que os investimentos podem demorar um pouco mais para voltar, o que tornaria a retomada da economia mais lenta
A pandemia do novo coronavírus acelerou a queda da rentabilidade das empresas brasileiras para o menor nível desde 2009. A taxa de retorno chega a ser mais baixa do que o custo de capital, que representa o preço do dinheiro para a empresa, segundo nota do Centro de Estudos do Mercado de Capitais (Cemec/Fipe), referente ao mês de setembro. Na prática, isso significa que os investimentos podem demorar um pouco mais para voltar, o que tornaria a retomada da economia mais lenta.
Segundo o trabalho, que avaliou a situação financeira de 460 empresas no País, os investimentos das companhias caíram de 4,33% do Produto Interno Bruto (PIB), no ano passado, para 2,79%, no segundo trimestre de 2020. A queda interrompeu um ciclo de alta iniciado a partir de 2016, quando havia despencado para 2,47%.
Segundo Carlos Antonio Rocca, coordenador do Cemec/Fipe e responsável pelo trabalho, duas variáveis têm correlação positiva com a decisão das empresas de investir. Uma delas é a expectativa de crescimento da demanda. A outra está relacionada à rentabilidade e o custo do dinheiro. Quando a taxa de retorno cobre o custo médio de capital, a situação para as companhias investirem é favorável.
Pelos dados do Cemec, no entanto, o País vive uma situação inversa: no segundo trimestre, a remuneração do capital estava em 7,4% ao ano enquanto o custo do capital era de 11,4%. Em 2009, esses números eram de 11,5% e 11,4%, respectivamente. O mesmo ocorre com a taxa de retorno do acionista, que no segundo trimestre estava mais baixa que os juros médios pagos numa aplicação em títulos públicos atrelados à Selic - taxa básica da economia.
Na lista do Cemec, aparecem empresas como Embraer, Via Varejo e Tecnisa, entre muitas outras. Em todos eles, a taxa de retorno do acionista despencou. Procuradas, as empresas não quiseram falar do assunto. Mas, em entrevista concedida ao Estado no início da semana, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que o plano estratégico para 2021-2025 traz "uma perspectiva boa de crescimento e de melhora de rentabilidade" da empresa.
Rocca acrescenta que, além da taxa de retorno e custo do capital, outros fatores importantes pesam na decisão de investimentos das empresas. Um deles é a elevada capacidade ociosa das companhias, que já estava baixa antes mesmo da covid-19. "O problema é que a expectativa é que o PIB só retorne aos níveis de 2019 em 2022 ou 2023", diz o coordenador do Cemec.
Leia Também
Segundo ele, todos os fatores para a tomada de decisão de investimentos não estão bons. Exemplo disso, é que os níveis de confiança caíram e de incerteza subiram. Apesar de uma melhora em relação aos primeiros meses da pandemia, os indicadores estão distantes dos patamares de 2018 e 2019.
Para o presidente da Trevisan Escola de Negócios, VanDyck Silveira, o grande do problema do Brasil é que ano após ano o País investe menos que o resto do mundo e que os demais emergentes. "Vivemos um processo de estagnação que coaduna com um processo de aumento de inflação, que começa a aparecer, perda de emprego e renda e um cataclisma fiscal."
Na avaliação dele, se o País não fizer as reformas necessárias, esse quadro não vai mudar e continuaremos com perspectivas sofríveis de investimentos. "Ou a empresa é grande e tem capacidade de buscar fontes de recursos fora ou não se consegue investir." Nesse quadro, é mais vantajoso colocar o dinheiro em aplicações financeiras do que investir na produção.
A dívida financeira bruta das empresas avaliadas pelo Centro de Estudos do Mercado de Capitais (Cemec/Fipe), sem considerar Petrobrás, Eletrobrás e Vale, teve aumento de 24,1% em junho comparado com dezembro de 2019. O valor alcançou R$ 1,446 trilhão.
Segundo o trabalho, esse aumento é decorrente do aumento das operações de crédito bancário, favorecido pelas medidas emergenciais de aumento da liquidez adotadas pelo Banco Central a partir de março de 2020, e também do impacto da desvalorização cambial sobre o valor em reais da dívida em moeda estrangeira. A participação da dívida em moeda estrangeira no total saltou de 27,9%, em 2019, para 34%, no segundo trimestre deste ano. Já a proporção de empresas grandes com endividamento considerado excessivo saltou para 25,4% em junho de 2020 - nível próximo do observado em 2016.
Para Carlos Antonio Rocca, do Cemec, apesar da queda na geração de caixa e aumento da dívida e das despesas financeiras, os principais indicadores de solvência e liquidez ainda se situam em níveis menos preocupantes do que os observados em 2015 e 2016.
É importante lembrar, no entanto, que a amostra é constituída principalmente de empresas “médias grandes e grandes”, não sendo, portanto, representativa da grande massa de pequenas e médias empresas brasileiras, destaca o estudo.
As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores
Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão
Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa
Relatório do Bank of America aponta potencial de valorização para os papéis sustentado não só pelos genéricos de semaglutida, mas também por um pipeline amplo e avanço na geração de caixa
João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto
O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano