🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

almoxarifado submarino

Petrobras tem ‘depósito’ irregular no mar

Petroleira busca um acordo com o órgão ambiental para iniciar a retirada de material lançado irregularmente em seis áreas da Bacia de Campos

Estadão Conteúdo
2 de agosto de 2020
18:17 - atualizado às 18:19
Plataforma P-77 da Petrobras, no campo de Búzios
Plataforma P-77 da Petrobras, no campo de Búzios. - Imagem: Petrobras

Sem nenhum tipo de licenciamento ambiental, a Petrobras ergueu um “almoxarifado submarino” no litoral brasileiro, lotado com milhares de maquinários e tubulações de suas plataformas de petróleo, que ocupa uma área maior que a da cidade de Florianópolis (SC).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Estadão teve acesso exclusivo ao processo sobre o assunto. A pedido da Petrobras, o caso passou a correr sob sigilo dentro do Ibama. A petroleira busca um acordo com o órgão ambiental para iniciar a retirada do material lançado irregularmente em seis áreas da Bacia de Campos, região localizada nos litorais do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O volume da parafernália é colossal. Os dados revelam que a Petrobras tem hoje mais de 1,4 mil quilômetros de tubos de PVC flexíveis, usados na extração de petróleo, lançados no fundo do mar (veja quadro).

Somadas, essas seis regiões chegam a 460 quilômetros quadrados. É como se uma capital como Florianópolis (SP) ou Porto Alegre (RS) fosse transformada em um depósito marinho, de forma irregular, como afirma o próprio Ibama em um dos documentos. “As áreas denominadas como ‘almoxarifados submarinos’ vêm sendo utilizadas pela Petrobras para o armazenamento de equipamentos (ex.: linhas flexíveis, umbilicais, sistemas de ancoragem) sem o devido licenciamento ambiental”, declara o órgão federal.

A definição de “almoxarifado submarino” usada para se referir aos depósitos é da própria petroleira que, em uma reunião realizada em julho de 2019, estimou que o processo de retirada de toda essa tralha deverá custar pelo menos R$ 1,5 bilhão, além de demorar mais de cinco anos até que tudo esteja devidamente limpo. Tudo começaria em 2022. Somente em 2027 é que a área estaria livre do maquinário (veja texto abaixo).

Ao analisar a dimensão do problema, os técnicos do Ibama afirmam que o lançamento e recolhimento desses equipamentos realizados por anos vinham causando “impactos algumas vezes superiores à instalação de um sistema de produção típico, sem qualquer avaliação prévia de alternativas locacionais e tecnológicas e sem qualquer medida controle ou monitoramento”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Multa

Por causa da ausência de licenciamento para fazer essas operações, o Ibama chegou a multar a Petrobras em R$ 2,5 milhões e a impor uma indenização de R$ 25 milhões pelo impacto ambiental causado, além da exigência de retirar cada tubo e parafuso que a estatal abandonou no litoral brasileiro. Um termo de ajustamento de conduta (TAC) foi firmado entre a petroleira e o órgão ambiental para que o trabalho seja executado, mas após sucessivos ajustes, o fato é que nada foi feito concretamente, até o momento.

Leia Também

A Petrobras foi questionada pela reportagem sobre cada uma dessas informações, incluindo a situação atual de seu acordo, o cronograma de retirada da parafernália e sua possível destinação em solo. Foi perguntada ainda onde passou a depositar o material que acumula desde 2016, quando o lançamento no fundo do mar foi proibido. Primeiro, a estatal informou que iria apurar as informações. Um dia depois, entrou em contato para pedir mais prazo para dar sua resposta, o que foi concedido. Finalmente, vencido o prazo acordado, limitou-se a declarar que não prestaria nenhuma informação a respeito.

Os mesmos questionamentos foram enviados à área de comunicação e à presidência do Ibama, que ignoraram reiterados pedidos de esclarecimento sobre o assunto. A área de comunicação do órgão está impedida de se manifestar para a imprensa desde o ano passado, por ordem direta do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Os documentos mostram que a utilização dessas áreas como almoxarifado não é recente. O relatório revela que a petroleira começou a usar parte da região para depositar seus equipamentos em 1991 e que essa prática foi ampliada nos anos seguintes, até março de 2016, quando o Ibama, que já buscava há anos um acordo sobre o assunto, determinou a paralisação total de lançamentos no oceano.

Na prática, a Petrobras passou mais de duas décadas usando essas áreas como depósito marinho, sob a alegação de que reutilizava em outras plataformas diversos maquinários e tubulações deixados nos locais e de que tinha “dificuldade logística” para adotar outra alternativa. Cerca de metade do que hoje está depositado nas áreas já é considerado material inservível, segundo os relatórios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Relatório do Ibama

As seis regiões marinhas transformadas pela Petrobras em depósito de plataformas possuem “elevada complexidade” ambiental, conforme apontam relatórios já realizados pela área técnica do Ibama.

Os laudos que a petroleira proíbe de serem divulgados à população mostram que grande parte dos “almoxarifados submarinos” - conhecidos como Corvina, Pargo A, Pargo B, Garoupinha, Alsub e Altemp - é fortemente marcada pela presença de bancos de algas calcárias. Esses organismos, assim como os corais, são os maiores responsáveis pelo surgimento de recifes naturais, sendo habitat para uma infinidade de seres marinhos.

É o que afirma o Ibama em sua análise técnica, ao declarar que a falta de licenciamento e de informações sobre o impacto causado “é ainda mais grave, diante da caracterização de parte das áreas como bancos de algas calcárias, ambientes sensíveis e de elevada complexidade”.

Mais do que o lançamento de materiais no mar, a Petrobras fez movimentação intensiva desses materiais nas áreas. Os dados indicam uma “movimentação anual média de cerca de 700 km de equipamentos”, o que equivale à instalação de nada menos que quatro sistemas de plataformas para produção, em média.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Considerando que as áreas vêm sendo submetidas a impactos recorrentes devido ao contínuo lançamento e recolhimento de equipamentos sem qualquer controle ambiental, entende-se que, a priori, os impactos adicionais para recolhimento definitivo dos equipamentos visando ao retorno das áreas às condições mais próximas ao original são aceitáveis”, afirmam os técnicos.

Está prevista a realização de um mapeamento detalhado do fundo marinho em 100% das áreas dos “almoxarifados”, com utilização de um robô submarino operado por controle remoto. Pelo cronograma de ações apresentado pela Petrobras em julho do ano passado, a empresa deveria ter aprovado, neste mês, o plano de contratação de uma empresa para recolher o material, com previsão de publicar o edital em outubro.

A Petrobras chegou a apresentar uma “compensação financeira” de R$ 7,746 milhões pelos danos causados, valor equivalente a um apartamento de luxo na Rua Oscar Freire, no Jardim América, em São Paulo. Os técnicos do Ibama não analisaram a proposta, mas ponderaram que, como exemplo, um acordo realizado com a petroleira para adequar o tratamento da água produzida em 28 plataformas da empresa estabeleceu uma medida compensatória de R$ 100 milhões.
O início efetivo do recolhimento do maquinário, conforme o plano, só deve ocorrer em junho de 2022, com conclusão em dezembro de 2027.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
METAIS BÁSICOS NO FOCO

Vai destravar valor? O que a joint venture da Vale (VALE3) no Canadá significa para quem tem ações da mineradora

19 de fevereiro de 2026 - 14:15

Operação reúne as empresas Exiro Minerals, Orion Resource Partners e Canada Growth Fund, e prevê investimento de US$ 200 milhões

SOBREVIVENTE

O dia seguinte ao apocalipse de US$ 2 trilhões: Totvs (TOTS3) prova que há vida após o caos da IA e ações podem dar um salto de 22%

19 de fevereiro de 2026 - 13:34

Citi cortou preço-alvo, mas manteve a recomendação de compra graças a uma arma que pode potencializar o negócio da companhia de software

TOP PICKS

Petróleo sobe, mas Petrobras (PETR3) não é a preferida do BTG para lucrar; veja as queridinhas de óleo e gás do banco

19 de fevereiro de 2026 - 12:17

Para o BTG, a situação financeira para as empresas do setor será mais apertada em 2026; veja quais são as empresas mais eficientes e que podem gerar mais retornos

NOVA PARCERIA NO RADAR

Unipar (UNIP6) e Casa dos Ventos fecham contrato para compra de energia e participação em usinas solares no Mato Grosso do Sul

19 de fevereiro de 2026 - 10:40

A parceria dá à Unipar Indupa o direito de adquirir, após cumprir algumas condições, uma participação de 9,8% do capital total da Ventos de São Norberto Energias Renováveis

UMA AÇÃO, UM VOTO

Axia (AXIA3) quer subir ao Novo Mercado: o que está por trás da nova aposta da ex-Eletrobras e como ficam os acionistas?

19 de fevereiro de 2026 - 10:13

Empresa convoca acionistas para votar migração ao segmento mais alto de governança da B3; veja o que muda para os investidores

ÚLTIMO PASSO

Natura (NATU3) sai da Rússia por R$ 166,3 milhões; entenda o que vem pela frente agora

19 de fevereiro de 2026 - 9:53

A venda da operação na Rússia era a última peça que faltava para a conclusão da estratégia de simplificação corporativa da Natura e retorno ao foco na América Latina

DRAGÃO ADORMECIDO

China sequestra R$ 14 bilhões em valor de mercado da Vale (VALE3), com queda de 3,57% das ações

18 de fevereiro de 2026 - 19:28

O tombo da mineradora foi o grande responsável por colocar o Ibovespa no terreno negativo nesta quarta-feira (18); sem o impacto de VALE3, o principal índice da bolsa brasileira teria subido 0,21%

AS FAVORITAS PARA INVESTIR

Construtoras de alta renda podem gerar retorno de até 44%, segundo a XP; analistas dizem qual é a ‘estrela’ do setor

18 de fevereiro de 2026 - 18:54

Analistas da XP apontam quais são as perspectivas para as construtoras de alta renda em 2026 e os desafios que o investidor pode esperar

NA LUTA PELA AMÉRICA LATINA?

Amazon ‘mostra os dentes’ contra Mercado Livre (MELI34) em campo de batalha fora do Brasil — e Itaú BBA liga alerta

18 de fevereiro de 2026 - 18:41

Com cortes de até 51% nas taxas logísticas e redução na mensalidade dos vendedores, a gigante norte-americana eleva a pressão sobre o Mercado Livre no México e reacende o temor de uma escalada na guerra do e-commerce na América Latina

SINAL VERMELHO

Citi rebaixa Braskem (BRKM5), vê geração de caixa fraca e considera improvável aporte da Petrobras (PETR4); ações caem no Ibovespa

18 de fevereiro de 2026 - 18:25

Banco aponta spreads baixos, queima de caixa acelerando e avalia que Petrobras dificilmente fará aporte para evitar impacto na política de dividendos

BEM-ESTAR NA BOLSA

JBS (JBSS32), Ambev (ABEV3), Camil (CAML3): que ações emagrecem e quais se fortalecem com o uso de canetas emagrecedoras, segundo a XP

18 de fevereiro de 2026 - 18:00

Veja as tendências para as ações de empresas do ramo de alimentos e bebidas com o avanço do uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, e da busca pelo bem-estar

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) ganha fôlego na bolsa em meio à expectativa de avanço nas negociações para reestruturação da dívida

18 de fevereiro de 2026 - 15:05

Segundo site, a Shell teria apresentado uma proposta diferente da alternativa discutida pela Cosan e por fundos do BTG para a Raízen; veja o que está na mesa

REESTRUTURAÇÃO EM ANDAMENTO

Azul (AZUL53) fecha acordo de US$ 300 milhões com American Airlines, United Airlines e credores para sair do Chapter 11; ações sobem até 4,5%

18 de fevereiro de 2026 - 14:43

Aportes fazem parte do plano de recuperação aprovado nos EUA e incluem oferta de ações com direito de preferência aos acionistas

“OPORTUNIDADE DO SÉCULO”

Microsoft quer acelerar a corrida da IA no Sul Global com pacote de US$ 50 bilhões; entenda a jogada da big tech

18 de fevereiro de 2026 - 14:01

Dados da empresa de tecnologia mostram que a adesão da tecnologia no Norte Global é quase o dobro em comparação às nações emergentes

UMA ÚLTIMA HERANÇA?

A última “ponta solta”? Quem é o Banco Pleno, que acaba de ser liquidado pelo BC, e como ele caiu nas teias de Daniel Vorcaro

18 de fevereiro de 2026 - 12:59

Instituição, que já se chamou Indusval, Voiter e Pleno, mudou de dono e de estratégia antes de terminar sob liquidação do Banco Central; entenda

INTERNACIONALIZAÇÃO

Por que a JHSF (JHSF3) comprou um palácio do século 16 em Milão? Prédio histórico terá novo hotel Fasano na Itália

18 de fevereiro de 2026 - 12:30

Imóvel histórico no centro de Milão será transformado no 18º hotel da rede Fasano; operação de 52,5 milhões de euros reforça estratégia de expansão internacional e foco em receitas recorrentes da companhia

MAIS UM CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3) vai à Justiça contra ex-acionistas de referência por abuso de poder e pede indenização irrisória

18 de fevereiro de 2026 - 10:30

Telecom acusa fundos que se tornaram acionistas após conversão de dívida de exercer influência abusiva e requer medidas cautelares, incluindo bloqueio de créditos

CRISE DE LIQUIDEZ

Do CDB turbinado à liquidação: Banco Central põe fim ao Banco Pleno, ligado a ex-sócio do Banco Master

18 de fevereiro de 2026 - 7:40

Antigo Banco Voiter, instituição enfrentava deterioração de liquidez; bens dos administradores ficam bloqueados

DEPOIS DO IPO

Pedido ao Cade: por que o PicPay quer comprar a Kovr, empresa que já foi do dono do Banco Master

17 de fevereiro de 2026 - 17:08

A J&F, que é dona do PicPay, teria colocado R$ 450 milhões na mesa, enquanto Daniel Vorcaro estaria pedindo R$ 600 milhões para selar o negócio

DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA

A Gerdau (GGBR4) vai se dar bem nessa? Tarifas dos EUA sobre aço e alumínio não devem ser retiradas tão cedo, diz USTR

17 de fevereiro de 2026 - 14:52

Em meio à guerra comercial, Goldman Sachs elege a preferida do setor de siderurgia; com revisão de preço-alvo; confira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar